O Lakers venceu os dois primeiros jogos da temporada com os titulares jogando muito, mas o banco ficou devendo. Os reservas fizeram 38 pontos contra o Warriors e 25 contra o Clippers, bem abaixo dos rivais. É o ponto que JJ Redick precisa ajustar antes de a sequência fora de casa apertar.
A diferença nos números
A comparação com os adversários é clara. Os reservas do Warriors fizeram 56 pontos na estreia, mesmo em uma derrota por 22. Os do Clippers marcaram 46 no clássico. O banco do Lakers somou 63 nos dois jogos, uma média de 31,5, contra 51 dos rivais. O placar só não ficou apertado porque os titulares resolveram.
Há um contexto importante na estreia. Parte dos 56 pontos dos reservas do Warriors veio no último quarto, quando o jogo já estava decidido e o Lakers tinha aberto mais de 30 pontos. O Warriors fez 37 pontos no período. Do lado do Lakers, Redick aproveitou o fim para dar minutos a Bronny James, Chris Manon e Jaden Hardy, que somaram 7 pontos em 20 minutos. No clássico, porém, não houve folga: o jogo foi apertado até o fim e a diferença de 21 pontos entre os bancos pesou de verdade.
No clássico, o contraste foi ainda maior. Os cinco titulares do Lakers fizeram 100 dos 125 pontos. Austin Reaves jogou 38 minutos, Luka Doncic 37 e Walker Kessler 35. É uma carga pesada para o segundo jogo da temporada, ainda mais com uma semana de três jogos fora de casa pela frente.
Quem está funcionando
Quentin Grimes é o destaque da segunda unidade. Perdeu a vaga de titular na pré-temporada para Ziaire Williams, mas respondeu saindo do banco com 10 pontos na estreia e 13 no clássico, quando acertou 3 das 5 bolas de três e pegou 8 rebotes. É o reserva que mais tempo passa em quadra, com 29 minutos por jogo. E não só pontua: deu 4 assistências em cada um dos jogos e, na estreia, ainda roubou uma bola e deu um toco, ajudando a segurar o Warriors quando os titulares descansaram.
Sandro Mamukelashvili também tem sido útil. O pivô reserva acertou 5 dos 9 arremessos nos dois jogos e dá a Redick uma opção que abre a quadra, por arremessar de longe. O problema é o saldo: contra o Clippers, o Lakers perdeu os minutos dele por 8 pontos.
O que ainda falta
A peça que pode mudar o banco é Collin Sexton. O armador perdeu a pré-temporada e a estreia por causa da panturrilha e jogou só 16 minutos no clássico, com limite de tempo. Reaves e Kessler elogiaram a energia dele, e o próprio Reaves disse que o companheiro vai ficar mais confortável a cada minuto.
Com Sexton em ritmo normal, o Lakers ganha um pontuador para comandar a segunda unidade quando Doncic e Reaves descansam. Foi exatamente para isso que ele chegou, com média de 18,4 pontos na última temporada completa pelo Jazz. Sem ele, o banco depende de Grimes para criar, e isso tem limite.
Há ainda a questão do pivô reserva. Kevon Looney jogou 15 minutos na estreia e só 5 no clássico, e o Lakers segue atento ao mercado para reforçar a posição atrás de Kessler.
O teste em Salt Lake City
Contra o Jazz, o banco tem um adversário mais acessível. Os reservas do time de Will Hardy, como Isaiah Collier, Svi Mykhailiuk e Brice Sensabaugh, somaram 34 pontos contra o Grizzlies. Se a segunda unidade do Lakers segurar o jogo nos minutos de descanso, Redick vai poder poupar os titulares para a sequência de terça, quarta e sexta.
Não é um alarme. O Lakers está invicto e o quinteto titular tem sido dominante. Mas uma temporada de 82 jogos não se ganha só com cinco jogadores, e a altitude de Salt Lake City é o lugar perfeito para descobrir quanto o banco aguenta. A bola sobe às 18h.