Luka Doncic fez 52 pontos em Salt Lake City, mas depois do jogo dedicou um recado a Walker Kessler, que teve a noite mais discreta desde que chegou ao Lakers, com 2 pontos e 7 rebotes. O esloveno pediu ao pivô que esquecesse a partida e lembrou que o time está com ele. Kessler admitiu que a emoção atrapalhou.

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Resumo rápido
2 pontos
O que Walker Kessler fez na volta a Salt Lake City, em 28 minutos, com 1 de 2 nos arremessos.
7 rebotes
Com 1 toco e saldo de +6, na noite mais discreta dele com a camisa do Lakers.
Estamos com você
O recado de Luka Doncic ao pivô depois do jogo, segundo o California Post.
22,5 pontos
A média dele nos dois primeiros jogos, antes da volta a Utah.

O recado de Doncic

Na entrevista depois da vitória por 132 a 123, Doncic foi perguntado sobre o companheiro. Segundo Khobi Price, do California Post, citado pelo ClutchPoints, a resposta foi de líder: reconheceu a noite ruim, lembrou o que Kessler já tinha feito e encerrou o assunto.

“Obviamente, não foi o melhor jogo dele. Mas vencemos, e ele fez dois primeiros jogos fantásticos. Eu disse a ele para seguir em frente: vencemos este jogo e estamos com você.”

Luka Doncic, sobre Walker Kessler

A frase pesa porque vem de quem carregou o time naquela noite. Doncic acertou 17 de 30 arremessos, deu 10 assistências e ouviu a torcida do Jazz gritar MVP. Mesmo assim, fez questão de proteger o pivô que o Lakers trouxe para ser a terceira peça do time.

O que Kessler disse

Kessler não fugiu do assunto quando foi perguntado sobre a noite. Segundo o The Athletic, admitiu que entrou em quadra carregado de emoção, na primeira vez que voltou à Delta Center desde a troca casada com a renovação, no verão.

“Acho que, antes do jogo, deixei as emoções tomarem conta de mim. Mas você precisa aprender com esses momentos e seguir em frente. Estou feliz por termos vencido. Tenho muito a agradecer aos meus companheiros, a todos eles. Todos cumpriram seus papéis e fizeram um ótimo trabalho, mesmo não tendo sido a minha melhor noite.”

Walker Kessler, ao The Athletic

A frase mostra um jogador que sabe o peso do momento. Kessler passou quatro temporadas no Jazz, entrou no time ideal de novatos em 2023 e virou a referência da defesa do time em 2024-25. Voltar como adversário, poucos meses depois de sair, não é uma noite qualquer.

Uma noite fora da curva

O contraste com os dois primeiros jogos é grande. Na estreia, contra o Warriors, Kessler acertou os 12 arremessos que tentou e fez 26 pontos. No clássico, deu 6 tocos e esteve em todo lugar no terceiro quarto. Em Utah, tentou só dois arremessos e cometeu 4 faltas, o que limitou os minutos dele.

Kessler nos três jogos
Warriors
26 pontos, 12 de 12 nos arremessos, 9 rebotes e 2 tocos.
Clippers
22 pontos, 10 de 14 nos arremessos, 8 rebotes e 6 tocos.
Jazz
2 pontos, 1 de 2 nos arremessos, 7 rebotes e 1 toco, com 4 faltas.

O garrafão foi o ponto fraco do Lakers no jogo. O Jazz pegou 51 rebotes contra 30 e fez 58 pontos na área pintada. Do lado de lá, Jaxson Hayes, ex-pivô do Lakers, fez 9 pontos com 4 de 5 nos arremessos, e Ace Bailey pegou 12 rebotes. Sem Kessler no nível dos primeiros jogos, a proteção do aro sofreu.

A cobrança sobre ele é natural. O Lakers fechou com o Jazz uma troca casada com a renovação de quatro anos e US$ 130 milhões e entregou duas escolhas de primeira rodada sem proteção, de 2031 e 2033. A aposta foi feita para ter um pivô que protege o aro e pega rebote todas as noites. Por isso, uma partida de 30 rebotes contra 51 chama atenção, mesmo na vitória. Ao mesmo tempo, os dois primeiros jogos mostraram que a aposta tem fundamento: Kessler abriu a temporada acertando 22 dos 26 arremessos que tentou, com 8 tocos em duas noites.

A vitória que os companheiros garantiram

Foi por isso que Kessler fez questão de agradecer. Luka Doncic fez 52 pontos e Austin Reaves 29, mas a contribuição foi além dos dois. Matisse Thybulle e Ziaire Williams acertaram três bolas de três cada um, Collin Sexton, ex-companheiro dele em Utah, fez 13 pontos saindo do banco, e Sandro Mamukelashvili somou 9 pontos e 3 rebotes nos 21 minutos em que substituiu o titular.

No fim do jogo, Kessler ainda viu de perto a torcida do Jazz gritar MVP para Doncic, uma cena que ele chamou de loucura. A noite ruim individual terminou com a melhor sensação possível: vitória fora de casa e o time invicto.

O que vem pela frente

Mesmo com a noite discreta, Kessler segue com números de destaque na temporada: 16,7 pontos e 8 rebotes por jogo, com 82,1% nos arremessos. É o terceiro cestinha do Lakers, atrás de Doncic e Reaves, e o principal reboteiro do time.

O próximo adversário é o Blazers, na Crypto Arena, à 0h de quarta, com transmissão do Prime Video. Longe da carga emocional de Salt Lake City, a tendência é ver de volta o pivô dos dois primeiros jogos. O Lakers precisa dele: a semana tem ainda o Clippers no dia seguinte e o Warriors na sexta, e os dois atacam o garrafão.