O Lakers pode perder um dos seus alvos preferidos para o garrafão antes de a free agency começar. Segundo a ESPN, o New York Knicks vai priorizar a renovação do pivô Mitchell Robinson, justamente a peça que Los Angeles mirava para reforçar a defesa interna e blindar a janela de título de Doncic.

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Resumo rápido

  • Brian Windhorst (ESPN) diz que os Knicks farão proposta para manter Robinson.
  • New York está cerca de US$ 8 milhões abaixo da linha do luxury tax.
  • Robinson pegou 8,8 rebotes em menos de 20 minutos por jogo na temporada.
  • O Lakers, Bulls, Hornets e Raptors monitoram o pivô, segundo Jake Fischer.
  • Deandre Ayton fez 12,5 pontos e 8,0 rebotes em 72 jogos, abaixo do esperado.

Por que o Lakers colocou Robinson na mira

A necessidade de tamanho ficou escancarada quando Victor Wembanyama e o San Antonio Spurs viraram um dos times mais perigosos do Oeste. Poucos pivôs no planeta conseguem incomodar um jogador de 2,24 m, e Robinson, com seus 2,13 m e envergadura de 2,24 m, oferece justamente o tipo de comprimento, mobilidade e proteção de aro que faltou ao time na série de confrontos contra o francês.

Em quadra, o impacto aparece nos números. Mesmo jogando menos de 20 minutos por noite, Robinson puxou 8,8 rebotes por jogo e ajudou o Knicks a superar os adversários em 6,7 pontos a cada 100 posses quando estava em quadra. É a definição de jogador que move o ponteiro sem precisar de bola na mão.

Como contou Brian Windhorst no SportsCenter, da ESPN, a janela para Los Angeles agir está se fechando. “Mitchell Robinson é agente livre sem restrições daqui a duas semanas, e o Knicks vai definitivamente tentar mantê-lo”, disse o insider. “Eles estão cerca de US$ 8 milhões abaixo da linha do imposto de luxo. Sabem que vão estourar o teto. E pretendem fazer uma oferta que o segure.”

O encaixe perfeito ao lado de Doncic

O apelo de Robinson não para na defesa. O pivô é um finalizador de alley-oop e um devorador de rebote ofensivo, exatamente o perfil que rende ao lado de um armador de elite no pick-and-roll. Ao longo da carreira, Doncic transformou pivôs roladores em dupla-dupla ambulante, e Robinson chegaria pronto para ocupar esse papel.

A lógica é simples: quanto melhor o parceiro de garrafão, mais letal fica o jogo de dois homens que sustenta o ataque do time. Por isso o nome de Robinson aparece repetidamente quando o assunto é a lista de desejos de Los Angeles para a reformulação do elenco.

O problema chamado Deandre Ayton

A urgência tem nome e sobrenome. A primeira temporada de Deandre Ayton em Los Angeles ficou abaixo da expectativa: 12,5 pontos e 8,0 rebotes em 72 jogos, com pouca consistência no impacto sobre o resultado e sem a presença defensiva que a diretoria imaginava ao contratá-lo.

Windhorst, no The Ryen Russillo Podcast, foi categórico sobre o plano para a posição. “Eles vão fazer alguma coisa no pivô”, afirmou. “Se não for na free agency, vão fazer uma troca. Vão ter um upgrade no garrafão.” Em outras palavras: mexer no centro do time não é uma opção, é uma certeza.

Knicks na frente, e o plano B do Lakers

O timing não poderia ser pior para Los Angeles. Robinson só valorizou o próprio passe durante a campanha do título de Nova York. O pivô mais antigo do elenco teve papel decisivo na vitória do Jogo 5 sobre o Spurs, com 10 rebotes em 20 minutos saindo do banco, incluindo um rebote ofensivo crucial nos segundos finais que ajudou a selar o primeiro campeonato dos Knicks em 53 anos.

Segundo o insider Jake Fischer, o Lakers divide o interesse em Robinson com Bulls, Hornets e Raptors. Mas, se Nova York cumprir o que promete e segurar o pivô, Los Angeles será empurrado para outras opções no mercado. E o relógio corre: o time precisa de um defensor de garrafão capaz não só de espremer ao máximo a janela de Doncic, mas também de encarar o tamanho crescente de Wembanyama no Oeste.

A pergunta que fica para a diretoria é se vale brigar por um nome que provavelmente não vai sair de Nova York, ou se a energia deveria estar concentrada já no segundo nome da lista. Em junho, com a free agency batendo na porta, hesitar custa caro.