O Lakers demonstrou interesse na contratação de Matisse Thybulle, ala de 29 anos que está livre no mercado, segundo o jornalista Marc Stein. A investida acontece semanas depois de a franquia abrir conversas por Jonathan Kuminga, e reforça que a diretoria segue atrás de alas para fechar o elenco da temporada 2026-27.

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Resumo rápido
  • Marc Stein reporta interesse do Lakers em Matisse Thybulle, ala de 29 anos livre no mercado.
  • Thybulle foi eleito duas vezes para o segundo time de defesa da NBA, em 2021 e 2022.
  • Em 2025-26, ele marcou 5,8 pontos por jogo e acertou 39,8% das bolas de três.
  • Sem um sign-and-trade, o Lakers só pode oferecer o mínimo de veterano.
  • Com Ziaire Williams, o elenco chega a 16 contratos padrão; alguém precisa sair.

Ziaire chegou, mas o problema não acabou

A offseason do Lakers ganhou movimento com o acerto com Ziaire Williams, contratado por uma temporada para dar corpo à rotação de alas. O reforço, porém, não encerrou a busca. A avaliação interna é que o time ainda precisa de mais uma peça na posição, de preferência alguém com identidade defensiva. Foi nesse contexto que o nome de Thybulle apareceu no radar, conforme reportado por Stein no The Stein Line.

Por que Thybulle entrou na conversa

A leitura é direta: do jeito que o elenco está montado hoje, a defesa de perímetro é o ponto mais frágil do time. Thybulle ataca exatamente essa carência. Eleito duas vezes para o segundo time de defesa da NBA, em 2021 e 2022, quando ainda vestia a camisa do 76ers, o ala construiu a carreira em cima de mãos rápidas e leitura de linhas de passe. Na média da carreira, são 1,6 roubo de bola em apenas 20,6 minutos por jogo. Nas duas últimas temporadas, em Portland, o índice subiu para 2,1 roubos em 17,6 minutos, um volume raro para tão pouco tempo em quadra.

O que ele entrega (e o que não entrega)

Ninguém deve esperar produção ofensiva robusta. Na temporada 2025-26, Thybulle anotou 5,8 pontos e 2,0 rebotes por partida pelo Blazers. O dado que muda a conversa é outro: 39,8% de aproveitamento nas bolas de três. Num time comandado por Luka Doncic, que colapsa defesas e fabrica arremessos abertos a cada penetração, um ala que defende o melhor perímetro adversário e converte a bola aberta no canto é a definição do perfil 3&D que a diretoria procura.

O alerta fica por conta do histórico físico. Foram apenas 45 jogos nas duas últimas temporadas, por problemas no tornozelo, no joelho e no polegar. O jogador terminou 2025-26 saudável e com minutos consistentes na rotação de Portland na reta final, mas a durabilidade é a aposta embutida em qualquer contrato que ele venha a assinar.

Kuminga segue nos planos

O interesse em Thybulle não tira Jonathan Kuminga da jogada. O ex-Warriors segue como o melhor nome disponível na posição, e a franquia mantém viva a hipótese de um sign-and-trade para trazê-lo. O ponto é que Kuminga é agente livre irrestrito e pode acabar em qualquer lugar. Depois de semanas de conversas sem desfecho, a diretoria aprendeu a não depender de um único cenário e passou a empilhar alternativas.

A matemática que trava (ou destrava) o negócio

O obstáculo é financeiro. O Lakers gastou todo o espaço de teto salarial e também a room exception nesta offseason. Sem um sign-and-trade, a franquia só consegue oferecer o mínimo de veterano a qualquer agente livre, incluindo Thybulle. E há um detalhe de logística: com a chegada de Ziaire Williams, o elenco chegaria a 16 contratos padrão, um acima do limite permitido para a temporada regular. Qualquer nova adição pede um ajuste, seja por troca, seja por dispensa.

O relógio corre até o training camp

Nesta altura da offseason, o mercado anda mais devagar por natureza. Nomes conhecidos seguem disponíveis, e quem negocia contratos menores não tem pressa para assinar. O cenário mais provável é que a vaga de ala do elenco principal seja preenchida antes do início do training camp, em setembro. Se o escolhido for Thybulle, o time ganha o que não tem hoje: um caçador de armadores e alas no perímetro que ainda pune com a bola aberta. Se for Kuminga, ganha teto ofensivo e juventude. A única certeza é que a diretoria não pretende chegar à temporada 2026-27 com essa lacuna aberta.