O Lakers se reuniu com o ala Jonathan Kuminga na terça-feira de abertura da agência livre e segue tentando contratá-lo. O Atlanta Hawks, time do jogador de 23 anos, aceita um sign-and-trade para liberá-lo. Se o negócio travar, a franquia já tem uma lista de planos B para a vaga na ala.
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- O Lakers se reuniu com Kuminga na abertura da agência livre e segue no páreo pelo ala de 23 anos.
- O Atlanta Hawks aceita um sign-and-trade para enviar Kuminga a Los Angeles.
- Ziaire Williams, Bruce Brown, Matisse Thybulle e Ochai Agbaji são planos B disponíveis.
- P.J. Washington deve US$ 88,8 milhões em quatro anos, e o Lakers não se anima com o contrato.
- Williams somou 10,2 pontos com 42,5% de aproveitamento em 22,9 minutos na última temporada.
A prioridade atende pelo nome de Kuminga
O alvo número um é claro, e o caminho para chegar até ele também. Segundo apurações de Khobi Price, do California Post, o Lakers sentou com Kuminga na terça-feira em que a agência livre abriu e não desistiu de fechar. O ala de 23 anos terminou a última temporada no Atlanta Hawks, e o próprio Hawks se dispõe a costurar um sign-and-trade para entregá-lo a Los Angeles. Essa troca é a peça central do plano: é por essa via que a franquia aposta em resolver a vaga.
O interesse tem lógica de elenco. O time precisa de um ala titular atlético que jogue nos dois lados da quadra, uma peça que hoje simplesmente não existe na rotação. Kuminga resolveria a lacuna de uma vez. O problema é que trocas na NBA raramente saem no primeiro aperto de mão, e a franquia sabe que precisa de um plano B pronto na gaveta.
Os planos B que não empolgam a torcida
A lista de reservas existe, mas as oportunidades do mercado são fracas. Price citou alguns nomes, sem cravar quão viáveis eles são. O primeiro é Ziaire Williams, que vem de um ano de carreira no Brooklyn Nets. O Lakers ficou de olho nele depois que o Nets recusou a opção de US$ 6,3 milhões e o transformou em agente livre irrestrito.
Williams não é um bom arremessador de três, mas tem 2,06 metros, apenas 24 anos e uma impulsão vertical de quase um metro. É reconhecido pela defesa, sobretudo a coletiva. Na última temporada, somou 10,2 pontos com 42,5% de aproveitamento nos arremessos em 22,9 minutos por jogo.
Os outros nomes disponíveis dividem opinião:
- Bruce Brown: defensor eficiente que ainda pontua e conduz a bola, acertou 38,5% dos arremessos de três na última temporada e foi peça do título do Denver Nuggets em 2023.
- Matisse Thybulle: aos 29 anos e com sete de liga, sempre teve fama de ala 3-and-D, mas jogou só 45 partidas nas últimas duas temporadas.
- Ochai Agbaji: mantém o potencial de 3-and-D após quatro anos, embora ainda não tenha deslanchado.
P.J. Washington, o nome que o Lakers evita
Há um jogador que a torcida adoraria ver de Lakers: P.J. Washington, ala-pivô titular do Dallas Mavericks. Ele é um defensor provado, bom reboteiro, já foi um bom arremessador de três e ainda jogou ao lado de Doncic em Dallas. Na temporada 2025-26, registrou 14,2 pontos e sete rebotes por jogo.
O empecilho é o contrato. Washington tem US$ 88,8 milhões totalmente garantidos pelos próximos quatro anos, sendo US$ 19,8 milhões só na próxima temporada. Para uma diretoria que faz cada centavo pesar, esse é um compromisso que, segundo Price, não desperta empolgação. O talento agrada, a folha assusta.
O verdadeiro adversário é o teto salarial
Por trás da caça a um ala mora um vilão silencioso: as regras. O acordo coletivo atual e o teto salarial estão entre os mais restritivos da história da liga, e é isso que espreme as opções do Lakers a nomes modestos. Não é falta de vontade, é falta de espaço para manobrar.
O desfecho depende de duas variáveis que a franquia não controla sozinha: a paciência do Hawks para fechar o sign-and-trade e a disposição de Kuminga em vestir a camisa. Enquanto a assinatura não vem, o Lakers segura o fôlego com a lista de planos B aberta, torcendo para não precisar recorrer a ela.