O Lakers se movimenta longe dos holofotes. Segundo múltiplos relatos, o time encaminhou acordos com o armador Quentin Grimes e o ala-pivô Sandro Mamukelashvili, dois nomes já ligados à franquia. A leitura na liga é de que os contratos estão praticamente fechados, reforçando o elenco montado em torno de Doncic para a NBA 2025-26.

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Resumo rápido
  • Relatos de Marc Stein e Jake Fischer indicam acordos encaminhados com Grimes e Mamukelashvili.
  • Um assina via Room Exception (~9 milhões); o outro com espaço salarial (~10 milhões).
  • A estrutura preservaria espaço para o Lakers ainda ir atrás de Walker Kessler.
  • Com a saída de Luke Kennard para o Suns, Grimes cobre a vaga de armador reserva.
  • Papel de Mamukelashvili ainda indefinido: reforço extra ou substituto de Rui Hachimura.

O que dizem os relatos

O repórter Marc Stein publicou que a percepção ao redor da liga é de que Grimes e Mamukelashvili vão acertar com o Lakers. Pouco antes, seu colega Jake Fischer já havia relatado que o entendimento entre as equipes é de que os dois acordos estão fechados e que a dupla vai vestir a camisa do Lakers.

Nenhuma das partes confirmou oficialmente, e é aí que mora a cautela. A impressão que circula entre executivos é de que os dois negócios estão encaminhados, mas contrato encaminhado não é contrato assinado. Até a papelada oficializar, o cenário segue no terreno do provável, ainda que muito bem informado.

Como o Lakers encaixa os salários

A engenharia financeira explica o movimento. O caminho mais provável é que um dos dois seja assinado com a Room Exception, na casa dos 9 milhões de dólares para esta temporada, enquanto o outro entra pelo espaço salarial disponível, algo em torno de 10 milhões. A ordem ainda não está definida, mas o efeito é o mesmo: dois reforços sem estourar o planejamento da franquia.

O detalhe mais interessante é o que sobra. Estruturados dessa forma, os contratos deixariam o Lakers com espaço suficiente para ainda tentar Walker Kessler, um pivô que resolveria outra carência do elenco. É o tipo de manobra de folha salarial que separa um offseason reativo de um offseason planejado, em que cada dólar é gasto pensando na peça seguinte.

Grimes preenche a vaga deixada por Kennard

A saída de Luke Kennard para o Suns abriu um buraco específico: o Lakers ficou sem um armador de rotação para o segundo time. Grimes resolve exatamente isso. Jovem, com bom arremesso de perímetro e disposição defensiva, ele dá a Austin Reaves e à unidade reserva um parceiro de confiança nas rotações. No vácuo, é uma contratação de valor justo, sem exageros de preço.

Grimes não é só tapa-buraco. Num Oeste em que a defesa de perímetro decide séries, ter um jovem capaz de marcar armadores adversários e ainda castigar do arco muda o teto da segunda unidade. Se o arremesso de fora acompanhar, o Lakers troca um reserva veterano por um perfil mais atlético e defensivo, sem perder capacidade de pontuação vinda do banco.

A dúvida sobre Mamukelashvili e Rui Hachimura

Com Mamukelashvili, a leitura é menos direta. Não está claro se o ala-pivô chega como mais uma peça no elenco ou como substituto de Rui Hachimura. A diferença muda tudo. Se for um acréscimo, ganhando profundidade sem abrir mão de ninguém, é um bom negócio. Se for uma troca de função, a conta fica mais difícil de fechar, porque Hachimura entrega uma combinação de tamanho e pontuação que nem todo reserva oferece.

Mamukelashvili traz versatilidade ofensiva e capacidade de abrir a quadra a partir da posição 4, um perfil que combina com um criador como Doncic. O ponto de interrogação não está no jogador, e sim no encaixe que ele representa dentro do quebra-cabeça maior do elenco montado para a temporada. É o tipo de dúvida que só o tempo, e o treinador JJ Redick, vão responder.

Por ora, é cedo para cravar qualquer coisa, e o próprio Lakers sabe disso. Nenhum dos dois acordos foi oficializado, e o valor real dessas contratações só vai aparecer quando o resto do offseason se desenhar. No vácuo, os dois negócios parecem justos. No contexto, dependem do que o Lakers fizer na sequência, especialmente se Walker Kessler entrar de fato na conta. É a diferença entre julgar uma peça isolada e julgar um plano inteiro. O trabalho, como se costuma dizer na liga, ainda não terminou.