O Lakers e o Cleveland Cavaliers estão entre os times que perseguem Jonathan Kuminga com seriedade, segundo Shams Charania. O negócio depende de um sign-and-trade com o Atlanta Hawks, que recusou a opção de equipe do ala em julho. Los Angeles já sinalizou dois anos por US$ 20 milhões; o jogador quer esse valor por temporada.
Siga o Lakers Brasil no Instagram
- O Hawks recusou a opção de equipe de Kuminga e o mandou ao mercado.
- Lakers e Cavaliers dependem de um sign-and-trade aceito por Atlanta.
- Proposta do Lakers na mesa: dois anos e US$ 20 milhões no total.
- Kuminga, 23 anos, teve 12,3 pontos e 5,3 rebotes em 16 jogos pelo Hawks.
- Desenho citado: Kuminga a Los Angeles por Jarred Vanderbilt e troca de escolha de 2032.
O que Shams Charania disse sobre a disputa
A informação saiu no NBA Today, da ESPN. Charania colocou os dois times no mesmo balcão e avisou que existe fila atrás deles.
“Me disseram que o Lakers e o Cleveland Cavaliers estão entre os times que perseguem Kuminga com seriedade. Existem outros times sondando essa situação também”, afirmou o repórter. “Mas tanto o Lakers quanto o Cavaliers teriam funções relevantes para Kuminga, potencialmente como titular. Só que eles precisariam de um sign-and-trade que funcione para o Atlanta Hawks, que recusou a opção de equipe dele neste verão. E também de um número que Kuminga aceite. Essas conversas estão em andamento.”
O desenho da troca que circula
O único formato concreto que apareceu até aqui saiu de Khobi Price, do California Post: Kuminga deixaria Atlanta rumo a Los Angeles e o Hawks receberia Jarred Vanderbilt mais uma troca de escolha de primeira rodada do Lakers em 2032. É um pacote modesto para os padrões de uma operação de três partes, e essa é exatamente a questão.
Marc Stein e Jake Fischer relataram que o Hawks pretende ser “bem seletivo” nos cenários de sign-and-trade que aceitar. Do outro lado, Dan Woike, do The Athletic, escreveu que o Lakers não está “muito motivado a empurrar capital de draft relevante” para viabilizar a operação. Duas mesas travadas pelo mesmo motivo, em direções opostas.
A conta que não fecha: US$ 20 milhões por ano
O impasse financeiro é mais simples de explicar do que de resolver. O Lakers teria colocado na mesa dois anos e US$ 20 milhões no total. Kuminga trabalha com outro número: algo perto de US$ 20 milhões por temporada. A distância entre as duas propostas não é de detalhe, é de categoria. Uma trata o ala como aposta de rotação. A outra, como titular contratado para sê-lo.
Os obstáculos empilhados na mesa são três, e nenhum depende só de Los Angeles:
- O Hawks precisa aceitar o retorno oferecido, e avisou que será exigente.
- Kuminga precisa assinar por um valor abaixo do que pede publicamente.
- O Lakers precisa decidir quanto capital de draft topa queimar por um jogador de 23 anos.
O que Pelinka e Redick venderam ao jogador
A franquia não tentou ganhar essa disputa no dinheiro. Segundo Anthony Slater, da ESPN, Rob Pelinka e JJ Redick apresentaram a Kuminga a ideia de ser um ala de muitos minutos ao lado de Doncic, num ataque espaçado, desenhado para o tipo de jogador que ataca o aro em linha reta.
É um argumento de projeto, não de contracheque. Faz sentido no papel. O Lakers precisa de corpo, atletismo e transição nas alas, e Kuminga é uma das poucas opções disponíveis que entrega as três coisas ao mesmo tempo. O problema é que projeto não paga aluguel, e o agente do jogador sabe disso.
Por que o Cavaliers entrou na fila agora
Cleveland chegou nessa conversa por eliminação. Kuminga era o plano B do time caso LeBron James decidisse jogar em outro lugar. Com James a caminho do Philadelphia 76ers, o plano B virou plano único.
O detalhe incômodo para o Cavaliers é que seu poder de fogo financeiro é menor, o que aumenta a dependência da boa vontade de Atlanta na montagem da operação. Cleveland precisa que o Hawks queira exatamente o que Cleveland tem a oferecer, uma coincidência que raramente acontece em julho.
O que Kuminga entrega em quadra
Aos 23 anos, o ala chegou ao Hawks vindo do Golden State Warriors e disputou 16 partidas pela franquia, com médias de 12,3 pontos e 5,3 rebotes. É produção de rotação, não de titular consolidado. E é justamente esse o nó da negociação: ninguém está pagando pelo que ele já fez, e sim pelo que ele ainda não provou.
Kuminga quer o contrato que valida a promessa. Lakers e Cavaliers querem o desconto de quem ainda não a cumpriu. Entre uma coisa e outra existe um mês de calendário, dois times interessados e um terceiro que não tem pressa nenhuma.
Porque no fim quem escreve o desfecho não é nenhum dos dois pretendentes. É Atlanta, que pode simplesmente recusar tudo e devolver o problema ao mercado. Enquanto o Hawks decide o que aceita receber, Los Angeles continua ligando. E Kuminga continua sem time.