Com o training camp se aproximando, o Los Angeles Lakers fica cada vez mais pressionado para resolver dois problemas: a falta de um ala e ter um jogador a mais que o permitido. Mas a solução pode aparecer justamente entre o fim do training camp e o começo da pré-temporada, em 5 de outubro.

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Solução em NY

Atual campeão da NBA, o New York Knicks tem cinco jogadores em contrato do tipo Exhibit 9, que garante os atletas no training camp, mas não tem garantia nenhuma a partir do começo pré-temporada. São eles os veteranos Bruce Brown, Ochai Agbaji, James Wiseman, Drew Eubanks e John Konchar.

A franquia, no entanto, não pode oferecer a todos eles um contrato padrão da NBA; de acordo com sua folha de pagamento, o front office pode contratar até dois desses cinco nomes, ou apenas um, para não pagar a taxa de luxo.

Isso significa que, ao fim do training camp do Knicks, pelo menos três destes cinco nomes se tornarão agentes livres, podendo ser contratados por qualquer outro time —inclusive o Lakers. Mas nem todos esses nomes seriam um bom encaixe.

A melhor opção para o Lakers

Entre essas cinco opções, Bruce Brown é, disparadamente, o nome que mais se encaixaria no atual elenco do Lakers, principalmente pela habilidade de jogar sem bola; Luka Doncic costuma manter o domínio da laranjinha em seu estilo de jogo.

Brown apresenta soluções rápidas espaçando a quadra, principalmente em caso de marcação dobrada em cima de Doncic ou até mesmo de Austin Reaves. Foi esse trabalho sem bola, inclusive, que ajudou o Denver Nuggets a se tornar campeão da NBA em 2023; era exatamente assim que ele atuava ao lado de Nikola Jokic.

Sem LeBron James, Bruce também se tornaria uma peça fundamental no jogo de transição. O veterano de 41 anos liderava o contra-ataque rápido. Sem ele, o Lakers ficou sem peças para esse tipo de ataque, mas Brown poderia facilmente assumir esse papel.

Apesar de ser ala-armador, Brown tem bastante facilidade em atuar como ala-pivô, que é justamente a função que falta no quinteto titular do nosso time, graças à envergadura de 2,06 m e a força física.

Além de tudo isso, Bruce Brown também é um defensor de elite e complementaria perfeitamente o trabalho de Walker Kessler no garrafão; enquanto o pivô protege o aro, o ala protegeria o perímetro, dificultando a vida dos armadores e forçando-os a infiltrar, onde esbarrariam no próprio Kessler.

Para fechar com chave de ouro, Brown também seria um nome que cabe no orçamento limitado do Lakers; seu salário seria o mínimo de veterano, que corresponde a US$ 3,5 milhões —isso significa que o front office não precisaria de uma troca para contratá-lo.

A única questão é que o Lakers ainda tem um nome a ser dispensado ou trocado. Se Brown não vier através de troca, Rob Pelinka terá que escolher dois nomes para descartar antes do começo da temporada regular, em 20 de outubro.