Austin Reaves fez a primeira partida nesta fase de testes, deu 8 passes para cesta contra o Kings e saiu da quadra falando de Luka Doncic como raramente fala. O ala-armador contou o que muda no jogo dele ao lado do esloveno e fez uma confissão sobre a relação dos dois fora de quadra.
O que muda ao lado de Doncic
Perguntado sobre quando percebeu que a química com Doncic seria especial, Reaves explicou como enxerga a parceria. A resposta mostra exatamente onde ele se encaixa no ataque que Redick está desenhando.
“Ele é um jogador muito bom, e não é difícil jogar ao lado de jogadores muito bons que facilitam o jogo para você. Eu sabia que a atenção que ele ia atrair me daria chances de jogar a ação do segundo lado, atacando as defesas que chegam atrasadas e as vantagens.”
Austin Reaves, depois da vitória sobre o Kings
Em outras palavras, Doncic chama a marcação, a defesa se desmonta para cuidar dele e Reaves ataca do outro lado. É o mesmo papel que Redick descreveu para Quentin Grimes e que encaixa com a mudança que o time vem testando, com Doncic começando mais jogadas longe da bola. Contra o Kings, as 8 assistências de Reaves mostraram o outro lado da moeda: quando é ele quem conduz, Doncic vira o finalizador.
A confissão sobre a amizade
A parte mais curiosa da entrevista veio quando o assunto saiu da quadra. Reaves admitiu que a relação com Doncic não começou fácil.
“Eu não achei que a gente ia ser amigo, na verdade. Demorou um pouco, mas a gente é muito parecido em várias coisas, o que é meio triste de admitir. Mas agora que ele está jogando golfe, a gente passa bastante tempo junto.”
Austin Reaves, sobre Luka Doncic
O tornozelo e os novos companheiros
Sobre a lesão que o tirou dos dois primeiros jogos, Reaves minimizou. “Só torci o tornozelo no treino. Foi só uma pequena torcida”, disse. Ele também elogiou os reforços: “Achei eles incríveis. O Matisse tem sido ótimo. O Mamu foi ótimo hoje. O Jake tem sido muito bom. Dava para continuar a lista.”
Sobre Sandro Mamukelashvili, que fez 19 pontos e briga com Looney pela vaga de pivô reserva, Reaves deu um conselho público. Disse que o time precisa dar confiança para ele ser ele mesmo e que, no começo do camp, o reforço parecia se esforçar demais para não decepcionar ninguém.
A defesa como prioridade
Para os próximos dias, Reaves apontou a defesa como foco. Ele quer que os armadores continuem pressionando a bola, como fizeram nos três jogos, mas sem cometer faltas demais, e citou o Thunder, que eliminou o Lakers nos últimos playoffs, como exemplo de time que defende forte sem mandar o adversário para a linha de lance livre. “Façam o que eles fazem”, resumiu.
É um recado importante vindo de quem vem. Doncic e Reaves sempre foram apontados como o ponto fraco da defesa do Lakers, e o elenco foi reforçado com alas defensores justamente para proteger a dupla. Se os dois também comprarem a ideia de pressionar, a nova identidade do time fica mais perto de sair do papel. O Lakers volta a jogar na terça, contra o Warriors, em Los Angeles.