Bronny James ficou mais tempo que todo mundo no centro de treinamento do Lakers depois do primeiro dia de camp, arremessando de longe sozinho. O vídeo, gravado na terça-feira, circulou nas redes e veio um dia depois de ele dizer, no Media Day, que quer se provar como Bronny, e não como filho de LeBron.
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O primeiro dia sem o pai
O camp de 2026-27 é o primeiro da carreira de Bronny sem LeBron no vestiário. O pai foi para o Sixers na offseason, e o filho entra na terceira temporada da NBA tendo de responder, pela primeira vez, só por ele mesmo. O primeiro treino deu o tom: todo mundo foi embora, e ele ficou.
O registro que circulou nas redes mostra Bronny sozinho na quadra, emendando arremessos de três depois do fim do treino. Segundo o relato do Heavy, Walker Kessler também destacou, na entrevista depois do treino, a intensidade dele na defesa, marcando os companheiros com agressividade nos coletivos. É o tipo de sinal que um jogador de fim de banco precisa mandar em setembro.
O que ele disse no Media Day
A atitude de terça casa com o discurso de segunda. Perguntado sobre a vida no Lakers sem o pai, Bronny foi direto: “Ele tem o caminho dele, e eu tenho o meu”. Depois, explicou o que o tira da cama.
“Meu nome de verdade é LeBron. Então é uma motivação para mim: levantar todo dia e tentar me provar como Bronny, e não como LeBron.”
Bronny James, no Media Day do Lakers
Não é pouca coisa para um jogador de 21 anos que chegou à NBA carregando o sobrenome mais conhecido da liga. Até aqui, cada minuto dele em quadra foi lido como extensão da história do pai. Sem LeBron em Los Angeles, a leitura muda, e o espaço também.
Os números da temporada passada
Bronny disputou 42 jogos em 2025-26, com média de 8,9 minutos, 2,9 pontos e 1,2 assistência. O dado que salta é o arremesso: 38,6% nas bolas de três e 40,9% de quadra, com volume baixo, mas acima do que se esperava de alguém que chegou à liga como projeto.
É exatamente o que o vídeo de terça mostra. Num elenco que precisa de gente que arremesse em volta de Doncic, um armador reserva que defende forte e acerta de longe tem utilidade. O problema de Bronny não é o que ele faz, é quanta gente faz coisa parecida no mesmo elenco.
A fila atrás de Doncic e Reaves
Com Doncic e Austin Reaves como titulares, os minutos de armação no banco serão divididos entre Collin Sexton, Jaden Hardy, o calouro Cameron Carr e Bronny. É gente demais para uma rotação que, na temporada regular, costuma usar dois reservas nessa função.
A conta do elenco do Lakers também pesa. O time tem 16 contratos garantidos e precisa chegar a 15 até a estreia, em 21 de outubro. Pelinka já admitiu estudar uma troca de dois por um, e Jovan Buha, que cobre o Lakers, disse nesta semana que Dalton Knecht e Hardy são os nomes mais expostos, enquanto Bronny “parece seguro, por enquanto”.
O que ele ainda precisa mostrar
Seguro na folha salarial não é o mesmo que ter minutos. A pré-temporada, que começa em 5 de outubro contra o Kings, é onde Redick vai decidir quem entra na rotação. Antes do camp, em entrevista à rádio ESPN LA, o técnico deixou clara a avaliação: “Ele é um bom jogador de basquete. Estamos animados em tê-lo e animados em treiná-lo este ano”.
Sair por último do primeiro treino não garante nada disso. Mas, num camp em que Redick avisou que o minuto vai ser conquistado, Bronny escolheu mostrar logo no primeiro dia que entendeu a regra. Agora precisa repetir isso quando a bola subir de verdade.