O Lakers venceu 6 de 8 jogos em 2026-27 porque tem o ataque mais eficiente da NBA e Luka Doncic com 38,3 pontos por jogo, a melhor marca da liga. Mas o time entrega o último quarto com frequência e está entre os piores em rebote e em erros.
1. 64,9%: o ataque mais eficiente da NBA
Nenhum número explica melhor o 6-2. O Lakers converte 52% dos arremessos de quadra, também o melhor da liga, e acerta 39,7% das bolas de três, atrás só do Grizzlies. A média dos 30 times no aproveitamento real é de 57,2%: o Lakers está sete pontos percentuais acima, e o segundo colocado, o Rockets, fica três atrás.
Depois dos dois primeiros jogos, na matéria que publicamos em 24/10, o time acertava 57,5% dos arremessos de quadra. A marca caiu para 52%, como era de esperar quando a amostra cresce, e mesmo assim nenhum dos outros 29 times chegou lá.
A eficiência não é só de Doncic. Walker Kessler, que termina quase tudo perto do aro, tem 69,8% de aproveitamento real, o maior entre os que jogaram as oito partidas, e Ziaire Williams chega a 72,8% nos cinco jogos que fez. Quando a bola gira, alguém sempre está em posição boa.
2. 38,3: os pontos de Doncic, com folga
Doncic não é só o cestinha da NBA: ele abre 8,3 pontos de vantagem sobre Stephen Curry, o segundo, com 30. Na temporada passada, ele já tinha terminado como cestinha da liga, com 33,5 pontos por jogo; agora está quase cinco acima disso. E ele marca com eficiência, não no volume: 68,3% de aproveitamento real e 41 bolas de três em 96 tentativas.
O único jogo que ele perdeu, com dor nas costas, foi o clássico contra o Clippers, que o Lakers venceu por 103 a 87 com a defesa. A sequência de primeiros tempos de 20 pontos ou mais, que o Lakers não via desde Kobe, ajuda a explicar o número seguinte.
3. +105: o jogo que o Lakers decide cedo
O Lakers vence nos três primeiros quartos: +31 no primeiro, +28 no segundo e +46 no terceiro, o melhor deles, o da volta do intervalo. Contra o Heat, na segunda, o time chegou ao último período com 18 pontos de frente e administrou. Contra o Jazz, levou 47 pontos no primeiro quarto e mesmo assim virou antes do intervalo.
É um time que resolve cedo, com Doncic e Austin Reaves, que tem 23,6 pontos e 5,1 assistências por jogo, carregando o ataque até o terceiro quarto. Os dois somam quase 62 pontos por noite, metade do que o time produz. O problema é o que vem depois.
4. −47: o último quarto que o Lakers entrega
Só contra Jazz e Heat o time venceu o último quarto. Em San Francisco, o Lakers abriu 38 a 15 no primeiro quarto, perdeu os três seguintes e fechou a noite com um último período de 27 a 15 para o Warriors. Contra o Raptors, no domingo, uma frente de 22 pontos terminou em 131 a 125, depois de um quarto de 43 a 27 para o adversário. Contra o Blazers, a derrota por 136 a 129 também passou por um último quarto perdido, por 34 a 26.
Parte da conta é jogo decidido, com os reservas em quadra, e isso precisa ser dito: na estreia, contra o Warriors, o Lakers perdeu o último quarto por 12 e venceu por 22. Mas o banco é um problema real. Os reservas do Lakers marcaram 244 pontos nos oito jogos, contra 342 dos reservas adversários, e a noite dos 50 a 7 em San Francisco segue como o retrato mais duro.
5. 28º: em rebotes e em bolas perdidas
O Lakers pega 40,1 rebotes por jogo, quatro abaixo da média da liga, e é o 27º em rebotes de ataque. Kessler pega 10,5 por jogo e quase sozinho: o segundo do elenco é Doncic, com 8. E o time entrega 17,6 bolas por partida: só Clippers e Hornets perdem mais. Somados, os dois números dão ao adversário cerca de seis posses extras por noite.
Com o melhor ataque da liga, o time consegue esconder isso enquanto acerta. No último quarto, quando o arremesso cai menos e a defesa adversária aperta, cada posse perdida pesa mais. É aí que os números 4 e 5 se encontram.
O 6-2 é de verdade, porque nasce do ataque mais eficiente da NBA e do melhor jogador da liga até aqui. Mas é um time que vence de frente e ainda não aprendeu a fechar. Novembro tem 13 jogos, oito fora de casa, e é lá que o último quarto vai deixar de ser detalhe. A primeira prova vem já na quinta, contra o Kings, em Sacramento, e depois o Lakers recebe o Blazers pela Copa da NBA, o mesmo adversário que venceu um dos dois jogos perdidos.