O banco do Lakers fez 7 pontos e o do Warriors fez 50 na derrota por 112 a 95 em San Francisco, a diferenca que explica a virada sofrida no Chase Center. Os titulares fizeram o trabalho no primeiro quarto. Os reservas acertaram 3 de 16 arremessos, e o jogo mudou de dono quando eles entraram.

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Resumo rápido
50 a 7
Pontos do banco do Warriors contra os do banco do Lakers na sexta-feira.
3 de 16
Aproveitamento dos reservas do Lakers nos arremessos de quadra.
-23
Saldo de Sandro Mamukelashvili em 20 minutos, o pior do time.
0 de 6
Collin Sexton passou o jogo sem acertar um arremesso.
Hoje
O banco tem a primeira chance de resposta contra o Raptors, às 23h.

Onde o jogo virou

O primeiro quarto terminou 38 a 15 para o Lakers, e a vantagem chegou a 25 pontos. Foi o melhor momento do time na temporada, com Doncic e Reaves comandando um ataque que acertava tudo. No intervalo, o placar estava 53 a 53. A sequência que apagou a diferença começou com as rotações, quando Steve Kerr colocou seus reservas para correr e JJ Redick tentou dar descanso aos titulares.

Georges Niang acertou as três bolas de três que tentou e terminou com saldo de +21. De’Anthony Melton fez 16 pontos, Brandon Williams fez 9 e Charles Bassey deu presença no garrafão. Do outro lado, Vanderbilt não fez ponto em 13 minutos, Grimes acertou 1 de 3 e Bronny, Manon e Hardy jogaram apenas o último minuto.

Os nomes por trás dos números

Collin Sexton é o caso mais visível. Chegou para ser o armador que segura o ataque quando Doncic descansa, e já tínhamos explicado por que o Lakers depende dele nesse papel. Em Golden State, foram 16 minutos, seis arremessos, nenhum acerto e saldo de -19. Não foi falta de iniciativa, porque ele atacou. Foi uma noite em que nada caiu, em um jogo que não perdoava.

Sandro Mamukelashvili teve 20 minutos, 4 pontos, 2 acertos em 6 tentativas e saldo de -23. O ala-pivô contratado por quatro anos e US$ 52 milhões é o reserva de quem mais se espera arremesso de fora, e errou as duas bolas de três que tentou. Quentin Grimes, que vinha sendo o reserva mais consistente, ficou nos 3 pontos.

A leitura justa é que um jogo ruim não define a segunda unidade. Contra o Clippers, dois dias antes, o banco foi decisivo na vitória sem Doncic. O problema é que, na sexta, a distância entre as duas segundas unidades foi tão grande que nenhum titular conseguiria compensar.

Os números dos titulares mostram o contraste. Doncic fez 37 pontos com seis bolas de três, Reaves fez 21 e Kessler pegou 13 rebotes. Os cinco que começaram o jogo somaram 88 dos 95 pontos do time. Quando a produção fica tão concentrada, qualquer descanso dos titulares vira risco, e Redick precisa de pelo menos dois reservas confiáveis por noite para manter a rotação.

O recado de Doncic serve para eles

Depois do jogo, Doncic não poupou ninguém, nem ele mesmo. Disse que todo mundo precisa ser melhor e que jogos como aquele o time precisa ganhar junto. A frase vale para os titulares que relaxaram no segundo quarto, mas encontra o alvo mais claro no banco, que entrou com o jogo sob controle e o devolveu empatado.

Contra o Raptors, o cenário é favorável para uma resposta. O adversário não tem Kawhi Leonard, e o banco de Toronto depende de Collin Murray-Boyles e Jamal Shead. Para Redick, a pergunta é quanto tempo dar a cada reserva e se mantém a rotação que funcionou em Los Angeles. Para Sexton, Mamukelashvili e Grimes, é a primeira chance de mostrar que a sexta-feira foi exceção.

O jogo começa às 23h de Brasília, e a página ao vivo acompanha o placar e os pontos de cada reserva durante a partida.