O Lakers fez o Kings errar 27 vezes com a bola na segunda-feira, 16 delas antes do intervalo, e transformou esses erros em 32 pontos. Foi a primeira amostra da defesa que JJ Redick pediu no camp, com mais pressão e menos troca de marcação, na vitória por 127 a 103.
O que Redick viu
Redick não escondeu a satisfação depois do jogo, em Sacramento. A defesa foi o assunto principal da primeira semana de camp, com treinos tão intensos que ele chegou a interromper atividades, e o técnico queria ver se aquilo resistia a um adversário de verdade. Resistiu.
“A defesa se manteve. Foram 27 erros no total, 16 no primeiro tempo. Sei que é jogo de pré-temporada, mas é a primeira vez desde 2000 que o Lakers faz isso. Então aquela pressão de que a gente falou claramente se manteve.”
JJ Redick, técnico do Lakers, depois da vitória sobre o Kings
O técnico também elogiou o ataque, que rodou a bola sem prender a jogada, e destacou que o time manteve o nível mesmo nos minutos sem Luka Doncic em quadra.
Quem roubou a bola
O dado que mais diz sobre a noite é a distribuição. Não foi um jogador só atacando as linhas de passe: nove jogadores roubaram pelo menos uma bola, e seis deles roubaram duas.
Matisse Thybulle e Ziaire Williams, os dois alas contratados justamente para isso, passaram a noite atrás das linhas de passe do Kings. Jake LaRavia e Adou Thiero, que vieram do banco, terminaram com os dois melhores saldos do time, +27 e +21. E o calouro Cameron Carr, além dos 19 pontos, também roubou duas bolas.
A defesa também alimentou o ataque. O Lakers fez 24 pontos em contra-ataque, contra 16 do Kings, e acertou 20 bolas de três, uma a mais que a melhor marca do time em toda a temporada regular passada. Com mais atletas no elenco, o roubo de bola vira cesta fácil com frequência, e foi assim que o jogo se resolveu antes do intervalo.
O que ainda precisa ser confirmado
O Silver Screen and Roll lembrou o óbvio: o Kings está em reconstrução e jogou mal, o que infla qualquer número defensivo. E o Lakers venceu sem Austin Reaves e sem Walker Kessler, poupados por lesões leves. O pivô, que chegou para proteger o aro, ainda nem estreou.
Mesmo assim, a mudança de comportamento é visível. Com Kessler atrás, a ideia de Redick é que os alas arrisquem mais nas linhas de passe, porque há quem cubra quando a aposta falha. Na segunda-feira, mesmo sem ele, o time já jogou assim, com Kevon Looney no garrafão.
O próximo teste
O Lakers volta a jogar hoje, às 23h de Brasília, contra o Warriors, em San Francisco, na segunda noite seguida em quadra. É um ataque bem mais organizado que o do Kings, com Stephen Curry e Draymond Green, e um bom termômetro para saber se a pressão de segunda foi método ou só o reflexo de um adversário fraco.
Se a defesa forçar erros de novo contra um time como o Warriors, a pré-temporada vai ter confirmado a principal promessa do camp.