LeBron James tinha cinco times na lista quando deixou Los Angeles, e o Lakers ficou de fora dela. O time que ele queria mesmo era outro: no Media Day do Sixers, contou que se via encerrando a carreira no Madison Square Garden e que desistiu do Knicks quando o rival foi campeão.
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A lista que não tinha o Lakers
A informação veio de Dave McMenamin, da ESPN, que acompanhou o Media Day do Sixers nesta segunda (28). Quando a free agency chegou, a decisão de LeBron se afunilou em cinco destinos: Philadelphia 76ers, Cleveland Cavaliers, Golden State Warriors, Miami Heat e Minnesota Timberwolves.
Três desses nomes se explicam sozinhos. O Cavaliers foi a casa dos dois começos dele na NBA, o Heat deu os dois primeiros anéis e o Warriors tem Stephen Curry, parceiro dele na seleção americana. O Timberwolves é a surpresa da lista. O Lakers, onde ele passou oito temporadas e ganhou o título de 2020, simplesmente não aparece.
Isso fecha uma conta que Rob Pelinka já tinha aberto. Na coletiva de 24 de setembro, o dirigente contou que Rich Paul, agente de LeBron, avisou cedo que o cliente não ficaria. O Lakers montou a offseason inteira sabendo disso, da renovação de Austin Reaves à troca por Walker Kessler. A lista confirma o que a coletiva sugeria: a decisão de sair foi dele, e veio antes de qualquer proposta.
O Garden era o plano
O detalhe que ninguém esperava apareceu quando os jornalistas perguntaram sobre Nova York. LeBron admitiu que o Knicks estava na cabeça dele antes mesmo de a free agency começar, ainda durante os playoffs. E não como uma opção entre tantas.
“Eu me imaginava jogando no Garden e terminando a minha carreira no Garden. É um dos melhores lugares em que eu já joguei.”
LeBron James, no Media Day do Sixers, à ESPN
Não é uma declaração que surge do nada. O Madison Square Garden sempre foi palco de algumas das noites mais marcantes dele fora de casa, e LeBron nunca escondeu o carinho pelo ginásio. A diferença é que, desta vez, havia um contrato em jogo e uma escolha de verdade para fazer.
Por que o Knicks saiu da conta
O plano morreu na final. O Knicks bateu o San Antonio Spurs e ficou com o título, e LeBron percebeu que chegar a Nova York logo depois disso teria outra leitura. Seria o veterano de 41 anos pegando carona em um time que acabou de ser campeão.
“Depois que eles venceram o San Antonio, eu pensei: não dá. Eu não conseguiria fazer isso. Vocês não iam me deixar esquecer isso nunca”, disse aos jornalistas. O “vocês” era a imprensa, mas valia também para a torcida e para os críticos que já o chamaram de caçador de anel quando assinou com o Sixers.
Ele ainda fez questão de elogiar o campeão. Chamou o Knicks de time inacreditável, com jogadores inacreditáveis, e disse estar feliz onde está. E Nova York não sai totalmente da vida dele: perguntado se vai morar na Filadélfia ou em Nova York, respondeu que nas duas, com mais de uma residência.
Maxey, Embiid e a segunda rodada
Descartado o Knicks, o Sixers ganhou a disputa por causa de um nome. Segundo o PhillyVoice, LeBron disse que tinha uma relação excelente com Tyrese Maxey, representado pela mesma agência, e que o armador foi um dos principais fatores da decisão. A chegada de Jaylen Brown, que veio do Celtics em julho, também pesou, de acordo com Rich Paul.
O contrato é de dois anos, pelo salário mínimo de veterano, ao lado de Maxey, Joel Embiid e Brown. E o recado sobre o que ele espera da temporada veio curto: “Eu não deixei a minha família para perder na segunda rodada. Disso eu tenho certeza.”
O que isso muda para o Lakers
No elenco, nada. O Lakers já virou a página, e o time agora é de Luka Doncic, que assumiu o papel de LeBron no vestiário e disse no Media Day que o título é a única meta que faz sentido. O que muda é a história da separação: não foi uma negociação que deu errado, foi uma escolha em que Los Angeles nem chegou à fase final.
E a lista esconde uma coincidência de calendário. O Warriors, um dos cinco finalistas de LeBron, é justamente o adversário da estreia do Lakers, no dia 21 de outubro, em Los Angeles. O Sixers vem depois, e em data de vitrine: no calendário do Lakers, o reencontro está marcado para o dia de Natal, às 19h de Brasília, na Crypto Arena.
Vai ser a primeira vez que LeBron entra naquela quadra como visitante desde 2018. O Garden ficou no plano que ele desfez. Los Angeles volta a vê-lo em uma noite de dezembro, com a outra camisa.