O futuro de LeBron James virou a próxima grande peça da offseason do Lakers. Com Austin Reaves fechando um acordo de US$ 185 milhões por quatro anos, a franquia estuda pedir um corte salarial ao veterano. Se ele sair, o destino mais provável é o Cleveland Cavaliers, num sign-and-trade que traria o pivô Jarrett Allen.

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Resumo rápido
  • LeBron ganhou US$ 52,6 milhões em 2025-26 e deve receber pedido de corte salarial.
  • Reaves está perto de fechar US$ 185 milhões por quatro anos com o Lakers.
  • Brian Windhorst apontou o caminho: sign-and-trade de LeBron por Jarrett Allen.
  • Allen teve 15,4 pontos e 8,5 rebotes por jogo na temporada; foi All-Star em 2022.
  • O Lakers projeta cerca de US$ 50 milhões de espaço salarial para a janela.

Por que LeBron virou a peça-chave da offseason

A engrenagem do Lakers depende de uma decisão só. Com o acordo de Austin Reaves fechado, segundo o que se discute internamente, o próximo movimento gira em torno do que o camisa 23 vai aceitar. James fechou a temporada recebendo US$ 52,6 milhões, e a franquia, que pode abrir por volta de US$ 50 milhões em espaço salarial, dificilmente vai repetir esse número para mantê-lo.

A lógica é simples. Para reforçar o elenco e atacar as carências reais, o Lakers precisa que o veterano abra mão de uma fatia do salário. Sem esse corte, não sobra margem para trazer ninguém de fora. E todo esse raciocínio cai por terra se James decidir, ele mesmo, encerrar o ciclo em Los Angeles.

O caminho de volta para Cleveland

Se a saída acontecer, o endereço mais citado tem história. James começou a carreira no Cleveland Cavaliers, onde passou as sete primeiras temporadas, voltou em 2014 e ficou mais quatro anos. O reencontro não seria novidade, e a forma de operá-lo já tem desenho.

Brian Windhorst, em participação na ESPN Cleveland, descreveu o cenário que faz a diretoria do Lakers prestar atenção: uma troca casada que devolveria o pivô Jarrett Allen.

“Existe uma linha de pensamento em Los Angeles, e acho que, se os Cavs topassem, o Lakers ficaria em alerta agora mesmo, de que eles fariam um sign-and-trade do LeBron por Jarrett Allen”, disse Windhorst. “E acho que, se os Cavs estivessem dispostos a isso, eles teriam o LeBron. Obviamente, o LeBron teria que querer assinar com os Cavs. Mas o caminho para pagar o LeBron é trocar o Jarrett Allen por ele. O Lakers mataria pelo Jarrett Allen. Mataria! Faria esse negócio em 1,7 segundo.”

Por que o Lakers “mataria” por Jarrett Allen

O entusiasmo tem endereço certo: a posição de pivô é apontada por muitos como a maior deficiência do time. Allen é o tipo de homem grande que empurra a equipe para a briga real por título. Não é um criador de jogadas nem alguém que pede a bola para resolver, mas rebota, defende e finaliza alley-oop com eficiência rara.

Nesta temporada, ele teve médias de 15,4 pontos, 8,5 rebotes, 1 roubo e 0,8 toco em 27,1 minutos por jogo. Foi All-Star em 2022. Para um elenco que carece de presença consistente no garrafão, é exatamente o perfil que faltava.

O contraste com o que existe hoje explica a urgência. O titular Deandre Ayton, que tem opção de jogador para a próxima temporada, jogou bem em alguns momentos, mas sempre conviveu com oscilações de intensidade e regularidade. O reserva Jaxson Hayes, de utilidade limitada, está prestes a virar agente livre. A vaga no meio está aberta, e Allen a fecharia.

O outro lado da mesa

Resta a pergunta que trava o sonho: por que Cleveland enfraqueceria o próprio elenco? Os Cavaliers vêm de uma campanha que chegou às finais da Conferência Leste, e perder Allen comprometeria as chances de voltar às finais da NBA, mesmo com James no time.

É aí que o negócio esbarra. Para o Lakers, a conta fecha de imediato. Para os Cavs, abrir mão de um defensor All-Star em troca de um veterano de 41 anos é uma aposta que precisa de muita convicção. O movimento depende de três vontades alinhadas ao mesmo tempo: a do Lakers, a de Cleveland e, antes de tudo, a do próprio James.

Enquanto as três não se cruzarem, o caminho continua sendo só uma hipótese bem desenhada. Mas é a hipótese que mantém a diretoria do Lakers de prontidão, esperando o telefone tocar do outro lado do país.