Derek Fisher não acredita em desastre no Lakers sem LeBron James. Cinco vezes campeão pela franquia, ele disse na rádio 97.1 The Fan LA que o time não vai cair porque Luka Doncic está lá, e projetou uma faixa de vitórias parecida com a que já discutimos quando a ESPN cravou a dela.
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O argumento que Fisher usou, e ele é histórico
A fala foi na 97.1 The Fan LA e chegou ao público pela reportagem de Rexwell Villas, no ClutchPoints. O ponto dele não é torcida, é registro: os times que LeBron deixou para trás não melhoraram de repente depois da saída, então não faz sentido tratar a partida dele como colapso automático.
“Pense nas poucas organizações onde LeBron passou e me diga em qual delas a campanha melhorou muito depois que ele saiu. Não vai cair tanto assim, porque o Luka está aqui.”
Derek Fisher, cinco vezes campeão pelo Lakers, na 97.1 The Fan LA
É uma inversão de leitura que quase não aparece no debate. A discussão pública tratou a saída como perda seca, e Fisher lembra que o efeito de LeBron costuma se dissolver devagar, não de uma vez, porque o que ele deixa é um time montado em volta de um jeito de jogar que continua ali.
O que ele enxerga no elenco
Fisher aposta no perímetro. Para ele, Doncic e Reaves formam um backcourt de nível All-Star para escalar todas as noites, e Walker Kessler é um pivô jovem em desenvolvimento com defesa e rebote de elite. É com essas três peças que ele monta a faixa de 45 a 50 vitórias, com a ressalva de que muita coisa precisa dar certo.
| Peça | O que Fisher vê | O que ainda depende |
|---|---|---|
| Doncic e Reaves | Backcourt de All-Star para todas as noites | Os dois nunca jogaram uma temporada inteira juntos |
| Walker Kessler | Defesa e rebote de elite, em evolução | Voltar de cirurgia e sustentar uma temporada cheia |
| A vaga de ala | Não entrou na conta dele | Segue aberta a um mês do training camp |
Vale dizer o que a conta dele deixa de fora. Fisher não trata da defesa coletiva, que foi o buraco do time na eliminação para o Thunder, nem do banco, que perdeu peso na offseason. Ele também não menciona a vaga de ala que segue vazia. A leitura é de perímetro, e o perímetro é a parte do elenco que de fato está resolvida.
Ainda assim, o argumento histórico dele resiste. Quando LeBron saiu de Cleveland pela segunda vez e quando deixou Miami, os times que ficaram não deram salto nenhum, e nenhum deles tinha em casa um armador do tamanho de Doncic para reorganizar o ataque no dia seguinte. Essa é a diferença que Fisher está apontando, e ela não é sentimental.
Onde essa conta cai, comparada com o resto
A faixa de Fisher não é otimismo solto. Ela conversa com o que a liga vem projetando para o Lakers, e o interessante é justamente isso: o campeão e o modelo estatístico chegaram quase ao mesmo lugar, por caminhos diferentes.
A distância entre o piso e o teto dessa conversa é de nove vitórias. Parece pouco, e não é: no Oeste dos últimos anos, nove vitórias separam a vaga direta de uma vida inteira no play-in. É essa faixa estreita que o Lakers vai disputar, e é por isso que a última vaga do quinteto vira decisão de temporada, não detalhe de elenco.
Por que a fala dele pesa diferente
Fisher não é analista de fora. Ele jogou onze temporadas pela franquia em duas passagens, ganhou cinco títulos, e já saiu em defesa de LeBron quando uma lista o colocou abaixo de outros nomes da casa. Não é alguém que precisa diminuir o que LeBron fez em Los Angeles para defender o time que ficou.
O que ele faz é separar duas coisas que a discussão embaralhou desde julho: a perda de um jogador histórico e o tamanho da queda que ela provoca. As duas não são a mesma medida, e a temporada começa em outubro com essa pergunta em aberto. A resposta não vem de projeção nenhuma, vem de quantos jogos Doncic, Reaves e Kessler vão conseguir dividir em quadra.