A ESPN projetou o Lakers em sexto no Oeste para 2026-27, com 45 vitórias e 37 derrotas, dentro da zona de play-in. É um resultado mais pessimista que nós projetamos: a conta que publicamos na semana passada apontava 49 vitórias e o quarto lugar.

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Resumo rápido
45-37
Campanha que a ESPN projeta, sexta colocação do Oeste e zona de play-in.
53-29
O que o time fez na temporada passada, a segunda seguida acima de 50 vitórias.
62-20
Projeção do Spurs, primeiro colocado e favorito isolado da conferência.
4 saídas
LeBron, Marcus Smart, Rui Hachimura e Deandre Ayton deixaram o elenco.

Como fica o Oeste na conta da ESPN

A projeção separa a conferência em dois blocos, e o Lakers cai justamente na fronteira entre eles. Acima, cinco times classificados direto. Abaixo, a fila do play-in, que começa nele.

Projeção da ESPN
Os oito primeiros do Oeste em 2026-27
Vitórias projetadas em 82 jogos
1. Spurs
62
 
2. Thunder
60
 
3. Nuggets
51
 
4. Rockets
51
 
5. Timberwolves
50
 
6. Lakers
45
 
7. Blazers
43
 
8. Suns
42
 
Seis vitórias separam o sexto do terceiro colocado, e três separam o Lakers do oitavo. A faixa inteira cabe numa sequência ruim de duas semanas.

O detalhe que a tabela esconde é a compressão. Do terceiro ao oitavo lugar há nove vitórias de diferença, o que significa que a posição projetada diz menos sobre qualidade e mais sobre onde a bola vai parar em março.

Onde a nossa conta discorda

A projeção que publicamos parte do saldo de pontos, não da impressão. A campanha de 53-29 do ano passado veio com saldo de time de 46-36, e aproveitamento em jogo apertado não se repete de uma temporada para outra. Por isso chegamos a 49 vitórias.

A ESPN corta quatro dessas. A diferença não está no que o time perdeu, que os dois lados enxergam igual, e sim no quanto o elenco novo compensa: o plantel atual trocou LeBron James, Marcus Smart, Rui Hachimura e Deandre Ayton por Walker Kessler, Quentin Grimes, Collin Sexton e Sandro Mamukelashvili. É mais profundo e menos decisivo.

A conta toda passa por um jogador

O texto da ESPN é direto sobre isso: cabe a Luka Doncic levar o time a uma das seis primeiras posições. Não é elogio nem cobrança, é descrição de dependência. Sem LeBron, não sobrou no elenco ninguém capaz de sustentar um ataque inteiro numa noite ruim dele.

É também o que torna a projeção instável. Uma temporada de 70 jogos do esloveno e o Lakers ganha mais que 45. Uma lesão longa e o time despenca para fora do play-in, sem rede embaixo.

O Oeste ficou mais duro por cima

Parte da queda projetada não é sobre o Lakers, é sobre a vizinhança. A ESPN põe dois times acima de 60 vitórias na mesma conferência, o Spurs com 62 e o Thunder com 60, o que não acontece com frequência e muda a régua de todo mundo abaixo.

Quando os dois primeiros lugares somam 122 vitórias, sobram menos vitórias para repartir entre os outros treze times. Um elenco que ganharia 48 jogos num Oeste normal termina com 45 sem ter jogado pior, apenas porque perdeu mais confrontos diretos com quem está no topo.

Foi assim que o Lakers caiu de quarto na nossa conta para sexto na da ESPN sem que ninguém questionasse a qualidade do time. Duas posições, quatro vitórias, e nenhuma delas depende só do que acontece em Los Angeles.

Por que 45 vitórias não é o fim do mundo

Vale lembrar o que a sexta posição significa hoje. O Lakers entrou no play-in três vezes na era LeBron, e em duas delas seguiu vivo. A diferença agora é que o time chega ali por construção, com elenco jovem e um armador de 27 anos, e não por desgaste no fim de um ciclo.

Projeção de agosto também tem prazo de validade curto. A da ESPN foi feita antes de a franquia resolver a última vaga do elenco, e antes de qualquer bola quicar. Vale como termômetro do que a liga pensa do time, não como sentença.