Luol Deng lidera a nossa lista dos 10 piores contratos do Lakers. Foram US$ 72 mi por quatro anos e 57 jogos, e o resto virou dinheiro morto. Mozgov, Westbrook e Nash completam o topo de uma lista em que oito dos dez só saíram com troca ou dispensa.
A conta não é só de salário. Contrato ruim é aquele em que o valor e os anos não batem com o que o jogador entregou, e fica pior quando o time ainda paga para se livrar dele, com escolha de draft ou com um jovem promissor. Por esse critério, montamos o ranking do 10º ao 1º lugar. Ontem mostramos os jogadores mais inúteis da atual temporada; hoje a régua vai para a história.
10. Sasha Vujacic, 2008
Três anos e US$ 15 milhões depois de uma temporada de 8,8 pontos e 43,7% nas bolas de três. A pontaria nunca mais voltou àquele nível, os minutos sumiram e, em dezembro de 2010, o Lakers mandou Vujacic para o Nets junto com a escolha de primeira rodada de 2011 só para abrir espaço. Ele tinha jogado 11 vezes naquela temporada.
9. Vladimir Radmanovic, 2006
Cinco anos e cerca de US$ 30 milhões por um ala que arremessava bem e não fazia muito mais. O episódio que marcou o contrato veio em 2007: Radmanovic machucou o ombro andando de snowboard durante a pausa do All-Star, o que o contrato proibia, e primeiro disse que tinha escorregado no gelo. Levou multa de US$ 500 mil e foi trocado para o Charlotte em fevereiro de 2009.
8. Luke Walton, 2007
Seis anos e US$ 30 milhões, assinados depois da melhor temporada da carreira, com 11,4 pontos em 2006-07. Nos anos seguintes ele virou reserva e depois figurante: 29 jogos em 2009-10, 9 em 2011-12. Para tirar o salário da folha, o Lakers mandou Walton ao Cavaliers em março de 2012 com uma escolha de primeira rodada, na troca que trouxe Ramon Sessions.
7. Kendrick Nunn, 2021
Dois anos e US$ 10,25 milhões pela exceção de nível médio, para um armador que vinha de duas boas temporadas no Heat. Nunn não jogou uma única partida em 2021-22, com uma contusão óssea no joelho que se arrastou o ano inteiro, exerceu a opção do segundo ano e saiu em janeiro de 2023, com três escolhas de segunda rodada, na troca por Rui Hachimura.
6. Gabe Vincent, 2023
Três anos e US$ 33 milhões depois de uma boa campanha de playoffs pelo Heat. O primeiro ano rendeu 11 jogos, com 3,1 pontos e 30,6% de aproveitamento, por causa do joelho. Ele se recuperou em 2024-25, com 72 jogos, mas nunca justificou o valor, e em fevereiro de 2026 foi trocado para o Hawks por Luke Kennard, levando junto uma escolha de segunda rodada do Lakers.
5. Jarred Vanderbilt, 2023
A extensão de quatro anos e US$ 48 milhões saiu em setembro de 2023 e vai até 2027-28. Desde então foram 29 jogos em 2023-24 e 36 em 2024-25, entre cirurgias no pé e problemas no joelho. Em 2025-26 ele ficou saudável e jogou 65 vezes, mas só 3 como titular. Neste começo de temporada, ficou fora de quatro dos oito jogos por decisão do técnico, com US$ 12,4 milhões no teto. É o único da lista que ainda está no elenco.
4. Steve Nash, 2012
Aqui o problema nem foi o salário, de três anos e US$ 27,9 milhões em uma troca com o Suns. Foi o preço: o Lakers entregou duas escolhas de primeira rodada e duas de segunda, mais US$ 3 milhões, por um armador de 38 anos. Nash jogou 50 vezes no primeiro ano, 15 no segundo e nenhuma no terceiro, por causa das costas. Aposentou-se em março de 2015 ainda recebendo os US$ 9,7 milhões da última temporada.
3. Russell Westbrook, 2021
O Lakers não assinou esse contrato, absorveu. Para trazer Westbrook do Wizards, mandou Kyle Kuzma, Kentavious Caldwell-Pope e Montrezl Harrell, além da 22ª escolha do draft de 2021, e herdou US$ 44,2 milhões naquela temporada e US$ 47,1 milhões na seguinte. O time perdeu a profundidade do título de 2020, ficou fora dos playoffs em 2021-22 e, para se livrar do salário, mandou junto a escolha de primeira rodada de 2027 na troca com o Jazz.
2. Timofey Mozgov, 2016
Quatro anos e US$ 64 milhões assinados nas primeiras horas da agência livre de 2016, para um pivô que tinha sido reserva no Cavaliers campeão. Mozgov jogou 54 vezes, com 7,4 pontos, e um ano depois virou o contrato mais difícil de passar adiante da liga. O preço para se livrar dele foi D’Angelo Russell, segunda escolha do draft de 2015, mandado ao Nets em junho de 2017 para o Brooklyn absorver os US$ 54 milhões restantes.
1. Luol Deng, 2016
Assinado na mesma semana de Mozgov, no começo de julho de 2016, por quatro anos e US$ 72 milhões. Deng jogou 56 vezes em 2016-17, com 7,6 pontos e 38,7% nos arremessos, e uma única vez na temporada seguinte, por 13 minutos. O Lakers o deixou fora da rotação, negociou a dispensa em setembro de 2018 e usou a regra que estica o salário restante: US$ 6,27 milhões por temporada ficaram na folha até 2021-22, três anos depois de ele ir embora.
É o único da lista que custou dinheiro de folha em temporadas nas quais nem estava no time. O verão de 2016 rendeu os dois primeiros lugares do ranking, e não por acaso a diretoria que assinou os dois saiu em 2017. A lista dos mais bem pagos da história do Lakers tem quase só estrela. A dos piores contratos mostra o outro lado: dinheiro que não virou jogo e ainda cobrou juros.