Luka Doncic pediu formalmente para ter as filhas, Gabriela e Olivia, perto dele em Los Angeles durante a temporada do Lakers. O processo foi aberto na Justiça da Eslovênia com base na Convenção de Haia, segundo o The Athletic, e reabre a briga com a ex-noiva, que pediu US$ 50 milhões e menos tempo dele com as meninas.

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Resumo rápido
1980
Ano da Convenção de Haia, tratado assinado por Estados Unidos e Eslovênia que embasa o pedido.
25/09
Data em que Doncic esperava resolver a situação, antes do camp. Passou sem acordo.
Sigilo
Processo de família com crianças corre em segredo na Eslovênia. Não há decisão nem data pública.
5 de out
Estreia do Lakers na pré-temporada, contra o Kings, fora de casa.

O que Doncic pediu

A informação saiu na sexta-feira (2), em reportagem de Dan Woike, do The Athletic, a partir de uma fonte que falou sob anonimato por se tratar de processo em andamento. Doncic recorreu à Convenção de Haia sobre os aspectos civis do sequestro internacional de crianças, de 1980. O nome assusta, mas o instrumento é mais amplo do que parece: ele serve para garantir que um pai ou uma mãe consiga conviver com os filhos quando a família está dividida entre dois países.

É exatamente o caso dele. As meninas vivem com a mãe, Anamaria Goltes, na Eslovênia. Doncic precisa estar em Los Angeles de setembro a abril, no mínimo, para cumprir o calendário do Lakers. Sem acordo, são pelo menos sete meses longe das filhas.

“Nada é mais importante para mim do que as minhas filhas. Vou fazer o que for preciso para garantir que elas tenham o pai e a mãe presentes na vida delas.”

Luka Doncic, armador do Lakers, ao The Athletic

A declaração não fala em guarda nem em mudança definitiva, e o cuidado tem motivo. Um pedido desse tipo não decide quem fica com as crianças e não leva as duas para os Estados Unidos de forma automática. Ele abre um caminho para garantir a convivência entre os dois países, e quem decide é a Justiça eslovena.

Como a briga chegou até aqui

O casal estava junto desde a adolescência, e a separação veio a público no começo de 2026. A tensão já vinha de antes. Gabriela nasceu em novembro de 2023, ainda nos tempos de Dallas. Depois da troca para o Lakers, em fevereiro de 2025, mãe e filha passaram poucos meses em Los Angeles e voltaram para a Eslovênia. Olivia nasceu lá, em dezembro de 2025, e nunca esteve nos Estados Unidos.

Em fevereiro deste ano, Goltes entrou com pedido de pensão na Justiça da Califórnia, e Doncic respondeu com uma ação na Eslovênia para ter contato imediato com as filhas. Em agosto, durante as férias dele no país, ela retirou o pedido de pensão e disse que queria resolver tudo de forma amigável. Três dias depois, segundo o TMZ Sports, abriu outra ação na Eslovênia, com o pedido de US$ 50 milhões e a redução de dois para um dia por semana no tempo dele com as meninas.

Doncic esperava fechar tudo até 25 de setembro, antes do Media Day. A data passou sem acordo com a ex-noiva e sem decisão da Justiça eslovena, e ele voltou para Los Angeles sem saber quando vai ver as filhas de novo durante a temporada.

O que isso significa para o Lakers

Em quadra, nada mudou até aqui. Doncic está no camp desde o primeiro dia e é tratado por JJ Redick como o centro do time na primeira temporada sem LeBron James. O técnico já confirmou que ele joga na pré-temporada, com minutos controlados por causa da lesão na coxa que encerrou a temporada dele em abril.

Fora dela, a história pesa. Na temporada passada, a separação veio a público em março, no meio da corrida pelo prêmio de MVP, e o rendimento dele caiu nas semanas seguintes. Doncic nunca usou isso como desculpa, mas também nunca escondeu que a situação o afetava.

O Lakers não comentou o pedido. O processo segue sob sigilo e não tem data para decisão. Até lá, o armador vai repetir o roteiro do ano passado: jogar em Los Angeles e esperar que a resposta chegue de um tribunal do outro lado do oceano antes das festas de fim de ano.