O Lakers gastou o que tinha para montar o elenco de 2026-27 e chega a temporada sem moeda de troca. O cofre de escolhas de draft tem duas linhas, e as duas valem pouco. Eric Pincus, do Bleacher Report, listou cinco alvos possíveis na terça-feira, e quase nenhum cabe na conta que o time consegue fazer hoje.
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O que sobrou no cofre depois da offseason
A conta é curta e explica o resto do texto. Fora uma troca de escolha de primeira rodada em 2032 e três escolhas de segunda rodada, o Lakers não tem ativo de draft para oferecer. O que tem de valor real está em quadra, e são exatamente os jogadores que ninguém na diretoria vai colocar na mesa: Luka Doncic, Austin Reaves e Walker Kessler.
Isso muda o tipo de conversa que o time consegue ter. Não dá para comprar um titular, dá para tentar encaixar um contrato dentro de outro. E há uma trava a mais: o time já passou da linha do imposto e opera perto do primeiro apron, que é o limite duro que impede absorver salário a mais em uma troca. Nós detalhamos a folha inteira há duas semanas, e ela não ficou mais folgada desde então.
Os cinco nomes que aparecem na lista
Pincus é repórter de teto salarial, e a lista dele nasce de quem está disponível e de quanto custa, não de quem seria bonito ter. Os cinco, do menos ao mais caro:
O nome no topo da lista tem história com a franquia. O Lakers escolheu Julius Randle na sétima posição do Draft de 2014, e ele saiu de Los Angeles antes de virar o jogador que é hoje. Na temporada passada, pelo Minnesota, fez 21,1 pontos e 5,0 assistências por partida. O que ele traria não é arremesso, porque a carreira dele marca 33,2% da linha de três, é o peso físico que o elenco atual não tem em nenhum lugar.
O jogador que ninguém quer virou a moeda
Aqui está a parte que muda a leitura do que publicamos ontem. Jarred Vanderbilt é hoje o contrato que o Lakers não consegue passar adiante, justamente porque a última temporada, de 13,3 milhões de dólares, é opção do jogador. Em dois dos cinco cenários da lista, essa mesma opção deixa de ser defeito e vira argumento.
No caso de PJ Washington, o raciocínio é direto: Dallas quer sair de um compromisso de quatro anos e 88,8 milhões, e um contrato que acaba antes resolve isso, mesmo que o jogador não sirva. No pacote pelo Randle, Vanderbilt entra junto com Jake LaRavia, Jaden Hardy e Dalton Knecht só para as contas fecharem, e aí aparece o problema seguinte: o Nets ficaria com quatro jogadores a mais no meio da temporada, com o limite de 15 valendo. Por isso Pincus fala em uma operação de três times.
Por que nada disso acontece antes da bola subir
A janela real de troca abre em meados de dezembro e vai até o prazo de fevereiro. Antes disso, a diretoria tem motivo para esperar: só depois de ver o elenco atual jogando junto é que dá para saber se a carência de ala-pivô é de verdade ou é impressão de tabela.
O que pode acontecer antes é bem menor: a troca pequena para sair de 16 contratos padrão e chegar aos 15 que a liga exige. Isso não é reforço, é arrumação.
E tem um alvo que a lista cita só para descartar. Michael Porter Jr, hoje também no Nets, custa 40,8 milhões nesta temporada, e o primeiro apron impede o Lakers de absorver esse salário sem devolver quase o elenco inteiro. O jogador que criticou o elenco do Lakers na semana passada é, por ora, matematicamente impossível.
A conclusão é desconfortável para quem esperava mais uma contratação: o time que se apresenta na segunda-feira é, com alguma margem, o time que vai jogar a temporada. O próximo movimento não depende de vontade, depende de dezembro.