A folha salarial do Lakers em 2026-27 está em US$ 200,9 milhões, US$ 469 mil acima da linha do imposto de luxo. É pouco dinheiro para o tamanho da franquia, mas custa caro: o time é um pagante repetidor, e a conta sai triplicada. O elenco ainda tem 16 jogadores para 15 vagas.
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A folha, jogador por jogador
Os 16 contratos padrão do elenco somam US$ 201,3 milhões. Três jogadores concentram três quintos desse total, e outros três estão no salário mínimo de veterano.
Doncic, Austin Reaves e Walker Kessler somam US$ 121,3 milhões, ou 60% de tudo. Do outro lado da lista, Matisse Thybulle, Kevon Looney e Ziaire Williams recebem exatamente o mesmo valor, US$ 2.449.421, que é o mínimo de veterano desta temporada.
Contratos de duas vias, como os de Chris Mañon e Arthur Kaluma, não entram nessa conta: eles ficam fora do cálculo do teto e do imposto.
Onde a folha cai na régua da liga
A NBA tem cinco marcas de referência nesta temporada, e o Lakers está entre a terceira e a quarta. A régua abaixo mostra cada uma delas em escala.
O teto salarial de US$ 164,9 milhões ficou para trás faz tempo, e não é ele que limita o Lakers. O que importa agora são duas linhas acima: a do imposto, que o time já passou por US$ 469 mil, e a do primeiro apron, ainda US$ 8,1 milhões adiante.
O primeiro apron é o limite que trava operações. Time acima dele não pode absorver salário a mais em trocas, nem usar a exceção de nível médio cheia, nem assinar jogador cortado por outra equipe acima de certo valor. Ficar embaixo dele é o que dá ao Lakers alguma liberdade de mexer no elenco durante a temporada.
Por que a multa sai triplicada
A regra do imposto de luxo é simples na superfície: quem passa da linha paga por cada dólar excedente, em faixas que ficam mais caras conforme a distância. A primeira faixa custa US$ 1,00 por dólar para um pagante comum.
O Lakers não é um pagante comum. Por ter pago o imposto pelo menos três vezes entre 2023 e 2026, a franquia entrou na categoria de repetidora, junto com Nuggets, Warriors e Suns. Para elas, a primeira faixa custa US$ 3,00 por dólar, e a última chega a US$ 6,75.
Na prática, os mesmos US$ 469 mil de excesso que gerariam uma multa de US$ 469 mil viram US$ 1,41 milhão. É um valor pequeno para uma franquia avaliada em bilhões, e o problema não é o dinheiro em si: é que o rótulo de repetidora acompanha o time nas próximas temporadas e encarece qualquer decisão futura de aumentar a folha.
O corte para 15 mexe na conta
O elenco tem 16 jogadores sob contrato padrão e o limite da liga é 15, então alguém sai antes da estreia, em 21 de outubro. O efeito disso na folha depende de um detalhe que ainda não é público: se o contrato do dispensado é garantido.
Contrato garantido continua pesando no teto mesmo depois da dispensa. Contrato sem garantia sai da conta inteiro. Como a diferença para a linha do imposto é de menos de meio milhão de dólares, dispensar o jogador certo é o caminho mais barato para o Lakers escapar da multa sem trocar ninguém.
A alternativa é uma troca que envie mais salário do que recebe, e o time tem espaço para isso enquanto estiver abaixo do primeiro apron. As duas portas continuam abertas até a estreia, e é por isso que os cinco jogos de pré-temporada valem mais do que o placar sugere. Quem perder minutos em outubro vira a resposta mais fácil para um problema que, neste caso, custa exatamente US$ 469 mil.