A folha salarial do Lakers em 2026-27 está em US$ 200,9 milhões, US$ 469 mil acima da linha do imposto de luxo. É pouco dinheiro para o tamanho da franquia, mas custa caro: o time é um pagante repetidor, e a conta sai triplicada. O elenco ainda tem 16 jogadores para 15 vagas.

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Resumo rápido
US$ 200,9 mi
A folha salarial do Lakers para a temporada 2026-27.
US$ 469 mil
O quanto ela passa da linha do imposto, de US$ 200,4 milhões.
Três vezes
A multiplicação da multa por ser pagante repetidor.
US$ 49,8 mi
O salário de Luka Doncic, um quarto de toda a folha.
US$ 8,1 mi
A folga que sobra até o primeiro apron, o limite duro de gasto.

A folha, jogador por jogador

Os 16 contratos padrão do elenco somam US$ 201,3 milhões. Três jogadores concentram três quintos desse total, e outros três estão no salário mínimo de veterano.

Salários do Lakers em 2026-27
Luka Doncic
US$ 49,8 mi
Austin Reaves
US$ 41,2 mi
Walker Kessler
US$ 30,2 mi
Quentin Grimes
US$ 14,0 mi
Sandro Mamukelashvili
US$ 13,0 mi
Jarred Vanderbilt
US$ 12,4 mi
Collin Sexton
US$ 9,4 mi
Jaden Hardy
US$ 6,0 mi
Jake LaRavia
US$ 6,0 mi
Dalton Knecht
US$ 4,2 mi
Cameron Carr
US$ 3,3 mi
Matisse Thybulle
US$ 2,4 mi
Kevon Looney
US$ 2,4 mi
Ziaire Williams
US$ 2,4 mi
Bronny James
US$ 2,3 mi
Adou Thiero
US$ 2,2 mi
Soma dos 16 contratos
US$ 201,3 mi
Valores de contrato do Basketball-Reference. O rastreador da Hoops Rumors, que aplica os ajustes do acordo coletivo, calcula US$ 200,9 milhões de folha para efeito de imposto.

Doncic, Austin Reaves e Walker Kessler somam US$ 121,3 milhões, ou 60% de tudo. Do outro lado da lista, Matisse Thybulle, Kevon Looney e Ziaire Williams recebem exatamente o mesmo valor, US$ 2.449.421, que é o mínimo de veterano desta temporada.

Contratos de duas vias, como os de Chris Mañon e Arthur Kaluma, não entram nessa conta: eles ficam fora do cálculo do teto e do imposto.

Onde a folha cai na régua da liga

A NBA tem cinco marcas de referência nesta temporada, e o Lakers está entre a terceira e a quarta. A régua abaixo mostra cada uma delas em escala.

As marcas da NBA em 2026-27
Segundo apron
US$ 221,7 mi
Primeiro apron
US$ 209,0 mi
Folha do Lakers
US$ 200,9 mi
Linha do imposto
US$ 200,4 mi
Teto salarial
US$ 165,0 mi
Piso salarial
US$ 148,5 mi
Valores oficiais divulgados pela liga em junho de 2026. Barras em escala de US$ 145 mi a US$ 225 mi. Fonte: NBA e Hoops Rumors.

O teto salarial de US$ 164,9 milhões ficou para trás faz tempo, e não é ele que limita o Lakers. O que importa agora são duas linhas acima: a do imposto, que o time já passou por US$ 469 mil, e a do primeiro apron, ainda US$ 8,1 milhões adiante.

O primeiro apron é o limite que trava operações. Time acima dele não pode absorver salário a mais em trocas, nem usar a exceção de nível médio cheia, nem assinar jogador cortado por outra equipe acima de certo valor. Ficar embaixo dele é o que dá ao Lakers alguma liberdade de mexer no elenco durante a temporada.

Por que a multa sai triplicada

A regra do imposto de luxo é simples na superfície: quem passa da linha paga por cada dólar excedente, em faixas que ficam mais caras conforme a distância. A primeira faixa custa US$ 1,00 por dólar para um pagante comum.

O Lakers não é um pagante comum. Por ter pago o imposto pelo menos três vezes entre 2023 e 2026, a franquia entrou na categoria de repetidora, junto com Nuggets, Warriors e Suns. Para elas, a primeira faixa custa US$ 3,00 por dólar, e a última chega a US$ 6,75.

Na prática, os mesmos US$ 469 mil de excesso que gerariam uma multa de US$ 469 mil viram US$ 1,41 milhão. É um valor pequeno para uma franquia avaliada em bilhões, e o problema não é o dinheiro em si: é que o rótulo de repetidora acompanha o time nas próximas temporadas e encarece qualquer decisão futura de aumentar a folha.

O corte para 15 mexe na conta

O elenco tem 16 jogadores sob contrato padrão e o limite da liga é 15, então alguém sai antes da estreia, em 21 de outubro. O efeito disso na folha depende de um detalhe que ainda não é público: se o contrato do dispensado é garantido.

Contrato garantido continua pesando no teto mesmo depois da dispensa. Contrato sem garantia sai da conta inteiro. Como a diferença para a linha do imposto é de menos de meio milhão de dólares, dispensar o jogador certo é o caminho mais barato para o Lakers escapar da multa sem trocar ninguém.

A alternativa é uma troca que envie mais salário do que recebe, e o time tem espaço para isso enquanto estiver abaixo do primeiro apron. As duas portas continuam abertas até a estreia, e é por isso que os cinco jogos de pré-temporada valem mais do que o placar sugere. Quem perder minutos em outubro vira a resposta mais fácil para um problema que, neste caso, custa exatamente US$ 469 mil.