O Lakers estuda Dwight Powell, o jogador que mais atuou ao lado de Luka Doncic na NBA: 389 partidas, mais do que qualquer um dos 98 companheiros da carreira do esloveno. Depois de perder Jonathan Kuminga, a franquia procura um homem grande para completar o garrafão de 2026-27.
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Por que o nome de Powell aparece agora
A lista de alvos do Lakers encolheu de uma vez quando Jonathan Kuminga assinou com o Timberwolves por dois anos e US$ 13 milhões. A proposta da franquia, de três temporadas a US$ 12 milhões por ano, ficou na mesa. Sem ele, e sem trocas de peso à disposição, o que sobra no mercado é um grupo pequeno de veteranos de contrato baixo.
É nesse grupo que Khobi Price, repórter que cobre o Lakers no Southern California News Group, colocou Powell à frente dos demais. O argumento não é estatístico, é de convivência: entre os 98 jogadores que dividiram elenco com Doncic em oito temporadas de NBA, nenhum esteve em tantos jogos quanto o canadense. Foram seis temporadas e meia juntos em Dallas.
Nós fizemos a conta que o relatório não faz. Doncic disputou 514 jogos de temporada regular na carreira. Powell estava no elenco em 389 deles, ou 76% de tudo o que o armador jogou na liga. Bismack Biyombo, Mason Plumlee e Drew Eubanks também aparecem na lista de nomes livres, e nenhum tem nada parecido com isso.
O garrafão que Powell encontraria
O time chega em 2026-27 com quatro homens grandes sob contrato e um deles voltando de cirurgia. Walker Kessler custou duas primeiras escolhas sem proteção, duas trocas de escolha e um contrato de quatro anos e US$ 130 milhões, e perdeu a temporada 2025-26 inteira depois de operar o labrum do ombro esquerdo. Atrás dele estão Kevon Looney, contratado por um ano e US$ 3,9 milhões, e a dupla Sandro Mamukelashvili e Jarred Vanderbilt, que disputa a vaga aberta de ala-pivô no plantel atual.
A leitura é simples. Kessler abre a temporada como titular, Looney assume os minutos de reserva e não há um terceiro pivô de verdade caso o ombro cobre pedágio em janeiro. Powell não resolveria o quinteto titular. Resolveria a noite em que o time precisa de dez minutos honestos no garrafão sem inventar solução.
Sete temporadas convertendo o que Doncic cria
O que Powell faz bem é limitado e é exatamente o que falta ali. Ele bloqueia, rola para a cesta e finaliza perto do aro. Nada disso pede posse de bola, e foi por isso que a rotina dele com Doncic virou hábito: o armador arma, o pivô corta, a defesa escolhe quem deixa livre.
Aproveitamento de quadra, em porcentagem
| Temporada | Contexto | Jogos | Aproveitamento de quadra |
|---|---|---|---|
| 2018-19 | Primeira de Doncic na NBA | 77 | 59,7% |
| 2019-20 | Temporada interrompida | 40 | 63,8% |
| 2020-21 | Volta da lesão no tendão | 58 | 61,9% |
| 2021-22 | Dallas na final do Oeste | 82 | 67,1% |
| 2022-23 | Melhor marca da carreira | 76 | 73,2% |
| 2023-24 | Dallas chega às Finais | 63 | 67,9% |
| 2024-25 | Última ao lado de Doncic | 55 | 68,9% |
O número de 2025-26 caiu para 64,4%, com 3,3 pontos e 4,1 rebotes em 14,3 minutos por jogo, já como terceiro pivô de Dallas. É pouca produção, e o Lakers não estaria comprando produção. Estaria comprando previsibilidade em dez minutos de segunda unidade.
A conta de 16 para 15
Existe um obstáculo antes de qualquer assinatura, e ele não tem nada a ver com Powell. O elenco tem 16 jogadores em contrato padrão e a liga permite 15. Alguém sai antes que alguém entre, e essa decisão precisa estar tomada antes da estreia de outubro.
Salário em 2026-27, em milhões de dólares
| Posição | Jogador | Ficha | Salário na temporada |
|---|---|---|---|
| Pivô | Walker Kessler | 2,18 m, 25 anos | US$ 30,2 mi |
| Ala-pivô | Sandro Mamukelashvili | 2,06 m, 27 anos | US$ 13,0 mi |
| Ala-pivô | Jarred Vanderbilt | 2,03 m, 27 anos | US$ 12,4 mi |
| Pivô | Kevon Looney | 2,06 m, 30 anos | US$ 2,4 mi |
Nenhuma conversa formal foi confirmada até aqui, e Powell não é o único nome em pauta: Kevin Love também apareceu ligado ao time nos últimos dias. A diferença é que os outros candidatos chegariam para aprender como Doncic joga. Powell chegaria sabendo, e a menos de dois meses da estreia isso vale mais do que parece.
O elenco inteiro foi montado em torno de uma pergunta: quem corre para a cesta quando o número 77 segura a bola no perímetro. Kessler é a resposta cara, e é a resposta que ainda depende de um ombro operado. Powell seria a resposta barata, velha e já testada 389 vezes.