O Lakers mira Bruce Brown pelo mínimo de veterano, US$ 3,5 milhões, para ocupar a vaga de ala que Jonathan Kuminga deixou aberta. O campeão pelo Nuggets em 2023 acertou 38,5% de três na última temporada, acima da média da NBA, e custaria um sexto do que pedem os três planos B que listamos na terça.

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Resumo rápido
US$ 3,5 mi
Piso de veterano com oito anos de liga em 2026-27, a faixa de preço de Brown.
38,5%
Aproveitamento de três de Brown em 2025-26, contra 36% de média na NBA.
82 jogos
Partidas disputadas pelo Nuggets na temporada passada, sem perder nenhuma.
16 para 15
Contratos padrão no elenco contra o limite da liga, antes de qualquer assinatura.
5 rivais
Times citados na disputa por Brown, do Cavaliers ao Warriors.

O nome que ficou de fora da lista de planos B

Kuminga assinou com o Timberwolves na quarta-feira e o Lakers acordou sem o ala que perseguiu desde julho. Na conta que publicamos na terça sobravam três saídas viáveis: Kyle Kuzma, Herbert Jones e De’Andre Hunter. Nenhuma delas é barata, e as três dependem de troca.

Existe uma quarta, e ela não estava na lista porque acabou de aparecer. Jake Fischer, do Bleacher Report, disse em transmissão ao vivo que o Lakers está no páreo por Bruce Brown, agente livre sem contrato desde o começo da agência livre.

“Acho que ele está no páreo pelo Lakers, um time que tem interesse nele há vários anos.”

Jake Fischer, repórter do Bleacher Report, em transmissão ao vivo

A diferença entre Brown e os outros três é o caminho. Kuzma e Hunter só chegam por troca, o que obriga o front office a mandar salário embora. Brown chega com uma assinatura, porque não pertence a ninguém.

O que Brown entrega em quadra

Brown tem 30 anos, 1,93 metro e joga como ala-armador capaz de marcar três posições. Foi peça de rotação do Nuggets no título de 2023, com 11,4 pontos por jogo nas Finais contra o Heat. Voltou a Denver na temporada passada e disputou as 82 partidas, com 7,9 pontos, 3,9 rebotes e 2,1 assistências em 47,5% de quadra.

É o perfil que o time procurou a offseason inteira: um ala que aceite a segunda função no ataque, acerte de fora quando a bola sobrar e pegue o melhor jogador do adversário quando Luka Doncic estiver poupado na defesa. O vídeo abaixo, do canal oficial do Nuggets, mostra o que ele fez nas Finais de 2023, que é o teto dele.

A pontaria é o que separa Brown dos outros alvos

Aqui o comparativo fica desconfortável para os planos B. Brown acertou 38,5% de três em 2025-26. A média da NBA na mesma temporada foi de 36%. O melhor dos três nomes que listamos ficou em 34,7%, e Hunter, o mais caro deles, parou em 30,6%.

Aproveitamento de três em 2025-26

Bruce Brown 38,5% Média da NBA 36,0% Melhor plano B 34,7% Hunter 30,6% média da liga

A linha tracejada é a média da liga. Só uma barra passa dela, e é a do jogador que sai mais barato. Para um time que vai colocar Doncic e Austin Reaves juntos no perímetro, quem entra pela ala precisa abrir a quadra, não fechar.

O preço é o argumento

O piso salarial de um veterano com oito anos de liga em 2026-27 é de US$ 3.517.528, segundo o levantamento do Hoops Rumors. O mercado trata Brown nessa faixa hoje, e não como o jogador de contrato cheio que ele foi em 2023. A comparação com os outros alvos explica por que o telefone tocou.

Alvo Custo em 2026-27 Como chegaria O que trava
Bruce Brown US$ 3,5 mi Assinatura direta Cinco times na disputa
Kyle Kuzma US$ 20,3 mi Troca com o Bucks Não cabe na folga até o apron
De’Andre Hunter US$ 24,9 mi Troca com o Kings O mais caro e o pior de três
Jonathan Kuminga US$ 13 mi por 2 anos Fechado com o Timberwolves Fora da mesa

A folha do Lakers está em US$ 200,9 milhões, US$ 469 mil acima do teto de luxo, sem exceção salarial disponível. Nessa situação, a diferença entre assinar um jogador de piso e montar uma troca de US$ 20 milhões não é de gosto, é de possibilidade.

A recusa de 2023 ainda pesa na conversa

Não é a primeira vez que os dois lados se falam. Em 2023, logo depois do título com o Nuggets, o Lakers ofereceu a Brown um contrato de três anos para ser o armador titular. Ele contou a história depois: ia mesmo para Los Angeles, e o Pacers apareceu no meio com duas temporadas e US$ 45 milhões, com opção de equipe no segundo ano. Brown pegou o dinheiro.

De lá para cá o mercado virou. Ele passou por Indiana, voltou a Denver e viu a produção cair. O time que o queria como titular agora o quer como reserva, e pelo piso. Quem tem pressa nessa negociação já não é o mesmo.

O problema não é o dinheiro, é a vaga

O plantel atual tem 16 contratos padrão e a liga só permite 15 quando a temporada regular começa. Antes de assinar qualquer nome, o front office precisa dispensar ou trocar alguém, e a lista de candidatos passa por Adou Thiero, Bronny James e Dalton Knecht. É a mesma trava que aparece em todas as contas do elenco do Los Angeles Lakers desde julho.

Há concorrência real. O Yahoo Sports aponta Cavaliers, Heat, Timberwolves, Warriors e Magic também de olho em Brown, todos com o mesmo argumento de folha apertada e vaga curta. Nenhum deles vai pagar muito mais do que o piso, então o desempate tende a ser minutos e função, não cifra.

A estreia é em 21 de outubro. Rob Pelinka passou dois meses tentando resolver a ala com um contrato grande e terminou sem nada. O caminho que sobrou é o contrário: gastar pouco, aceitar um jogador de 30 anos e apostar que 38,5% de três valem mais do que o nome na manchete. Depois da offseason que o Lakers teve, isso até que soa como bom senso.