Restaram dois times na disputa por Jonathan Kuminga: o Lakers e o Timberwolves. O jogador prefere Los Angeles, onde entraria como titular na posição 4. O Lakers, que parecia sozinho depois que o Cavaliers desistiu, agora disputa com um time onde a vaga na mesma posição também está aberta.
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Por que ele prefere Los Angeles
A informação é de Kurt Helin, do NBC Sports, e o motivo é simples: posição. Kuminga gosta da ideia de jogar pelo Lakers porque o time o colocaria como titular na 4, função que ele nunca teve garantida no Warriors e que vale mais para ele do que qualquer decimal de contrato.
É uma preferência de carreira, não de dinheiro. Aos 23 anos, entrar como titular fixo em uma franquia que aparece em rede nacional toda semana muda o valor do próximo contrato dele mais do que os milhões deste aqui.
A bola já tem dono nos dois lugares
O problema é que Kuminga quer criar, e não só finalizar. Ele passou a carreira inteira reclamando de espaço no ataque do Warriors, e foi isso que azedou a relação com Steve Kerr. A pergunta que os dois times precisam responder é quantos arremessos sobram para ele depois que os donos da bola se servirem.
Essa é a parte que desmonta o argumento do encaixe. Luka Doncic e Austin Reaves somam 37,7 arremessos por jogo. Anthony Edwards e LaMelo Ball somam 37,5. Escolher entre os dois times por causa de espaço no ataque é escolher entre praticamente a mesma coisa.
O que Minnesota tem a oferecer
O Timberwolves chega com um argumento que o Lakers não tem: buraco no garrafão. Minnesota se desfez de Julius Randle e de Naz Reid na offseason para trazer LaMelo Ball, e ficou com vaga aberta exatamente onde Kuminga joga. A titularidade que Los Angeles promete, Minnesota também pode entregar, e sem precisar limpar salário antes.
Do lado de Los Angeles, o desenho continua dependendo de uma operação de três pontas com o Hawks, que segue emperrada. O time precisa colocar Jarred Vanderbilt em algum lugar antes de qualquer assinatura, e é isso que separa a intenção do elenco atual da conclusão do negócio.
Dois meses de negociação, nenhuma assinatura
A negociação começou antes do draft e perdeu participantes em vez de avançar. Vista em sequência, ela mostra times saindo da fila, e nenhum acordo se aproximando.
O relógio que importa agora
Falta pouco mais de um mês para a abertura dos campos de treino, e essa é a única data que ainda pressiona alguém. Um agente livre que chega em outubro perde a pré-temporada inteira, e quem depende de aprender um sistema novo perde mais que os outros.
A escolha que Kuminga tem pela frente não é entre dois projetos diferentes. É entre dois times que jogam com a bola nas mãos de outras pessoas, e que vão pedir a ele exatamente aquilo que ele reclamou de fazer nos últimos três anos. Preferir Los Angeles resolve a vaga no quinteto. Não resolve a pergunta.