O Lakers tem a 14ª maior folha salarial da NBA em 2026-27: US$ 201,3 milhões. Treze times gastam mais que o elenco de Luka Doncic. A franquia estourou o teto salarial, como contamos em julho, mas 27 dos 30 times também estouraram.
Siga o Lakers Brasil no Instagram
A folha do Lakers é a 14ª da NBA, e a conta não é próxima do topo
A tabela abaixo põe as 30 folhas lado a lado. O Lakers aparece no meio exato da lista, US$ 27,1 milhões atrás do Cavaliers e a 105 mil dólares do Celtics, diferença que na prática é um empate. Os times que gastam mais formam um grupo previsível de candidatos, e o Lakers não está nele.
.lbf{–rx:#552583;–gd:#c9a227;–ln:#ece9f1;–mu:#8b8494;border:1px solid var(–ln);border-radius:14px;overflow:hidden;margin:26px 0;background:#fff;box-sizing:border-box}
.lbf *{box-sizing:border-box}
.lbf-hd{padding:20px 22px 16px;border-bottom:1px solid var(–ln)}
.lbf-ey{display:block;font-size:10px;font-weight:700;letter-spacing:.18em;text-transform:uppercase;color:var(–rx);margin:0 0 6px}
.lbf-ti{font-size:19px;font-weight:700;color:#1a1a1a;margin:0 0 6px;line-height:1.25}
.lbf-sb{font-size:13px;color:var(–mu);margin:0;line-height:1.5}
.lbf-t{width:100%;border-collapse:collapse;font-size:15px;font-variant-numeric:tabular-nums}
.lbf-t thead th{background:#faf9fb;color:var(–mu);text-transform:uppercase;letter-spacing:.09em;font-size:10px;font-weight:700;padding:10px 14px;text-align:left;border-bottom:1px solid var(–ln);white-space:nowrap}
.lbf-t tbody td{padding:11px 14px;border-bottom:1px solid #f4f2f7;vertical-align:middle}
.lbf-t tbody tr:last-child td{border-bottom:0}
.lbf-t tbody tr.lbf-lal td{background:#f7f2fb}
.lbf-rk{width:1%;white-space:nowrap;color:var(–mu);font-size:12.5px;font-weight:700}
.lbf-tm{font-weight:600;color:#1a1a1a;white-space:nowrap}
.lbf-lal .lbf-tm{color:var(–rx)}
.lbf-val{width:46%;min-width:170px}
.lbf-v{display:flex;align-items:baseline;justify-content:space-between;gap:10px;margin:0 0 5px}
.lbf-v b{font-weight:700}
.lbf-v i{font-style:normal;font-size:11px;color:var(–mu)}
.lbf-bar{display:block;height:6px;border-radius:3px;background:#efecf3;overflow:hidden}
.lbf-bar span{display:block;height:100%;border-radius:3px;background:#c8c2d4}
.lbf-bar span.acima{background:#552583}
.lbf-lal .lbf-bar span{background:var(–gd)}
.lbf-ft{display:flex;flex-wrap:wrap;gap:8px 18px;justify-content:space-between;padding:13px 22px;border-top:1px solid var(–ln);background:#faf9fb;font-size:12px;color:var(–mu)}
.lbf-ft b{color:#1a1a1a}
@media (max-width:640px){
.lbf-t thead{display:none}
.lbf-t tbody tr{display:grid;grid-template-columns:auto 1fr;gap:2px 10px;padding:12px 16px;border-bottom:1px solid var(–ln)}
.lbf-t tbody td{display:block;padding:0;border:0}
.lbf-t tbody td.lbf-rk{grid-row:1/3;align-self:center}
.lbf-t tbody td.lbf-val{grid-column:2;width:auto;min-width:0;margin-top:4px}
}
A folha salarial dos 30 times, do maior para o menor
Valores comprometidos com jogadores sob contrato padrão. Barra roxa marca quem passou do first apron, barra dourada é o Lakers.
| # | Time | Folha 2026-27 |
|---|---|---|
| 1 | Cavaliers | US$ 228,5 miacima do apron |
| 2 | Hawks | US$ 221,3 miacima do apron |
| 3 | Magic | US$ 218,1 miacima do apron |
| 4 | Knicks | US$ 217,9 miacima do apron |
| 5 | Nuggets | US$ 217,7 miacima do apron |
| 6 | Wolves | US$ 215,9 miacima do apron |
| 7 | Warriors | US$ 214,9 miacima do apron |
| 8 | Thunder | US$ 214,8 miacima do apron |
| 9 | Suns | US$ 213,8 miacima do apron |
| 10 | 76ers | US$ 209,4 miacima do apron |
| 11 | Rockets | US$ 205,5 miacima do teto |
| 12 | Pacers | US$ 203,7 miacima do teto |
| 13 | Celtics | US$ 201,4 miacima do teto |
| 14 | Lakers | US$ 201,3 miacima do teto |
| 15 | Raptors | US$ 200,6 miacima do teto |
| 16 | Pelicans | US$ 199,8 miacima do teto |
| 17 | Heat | US$ 198,9 miacima do teto |
| 18 | Spurs | US$ 198,3 miacima do teto |
| 19 | Mavs | US$ 197,9 miacima do teto |
| 20 | Blazers | US$ 194,5 miacima do teto |
| 21 | Bucks | US$ 191,4 miacima do teto |
| 22 | Kings | US$ 189,3 miacima do teto |
| 23 | Wizards | US$ 186,5 miacima do teto |
| 24 | Clippers | US$ 180,2 miacima do teto |
| 25 | Jazz | US$ 179,4 miacima do teto |
| 26 | Hornets | US$ 168,1 miacima do teto |
| 27 | Grizzlies | US$ 167,6 miacima do teto |
| 28 | Bulls | US$ 161,5 miabaixo do teto |
| 29 | Nets | US$ 160,1 miabaixo do teto |
| 30 | Pistons | US$ 153,2 miabaixo do teto |
O detalhe que muda a leitura está na coluna da direita. A barra roxa marca quem cruzou o first apron, a linha a partir da qual o acordo coletivo começa a fechar portas de verdade. São dez times. O Lakers não é um deles.
O teto salarial virou piso, e ninguém mais mora abaixo dele
O teto da NBA para esta temporada é de US$ 164,9 milhões. Estar acima dele soa grave e por isso rende manchete, mas o número perdeu sentido como divisor: 27 das 30 franquias estão acima. Só Hornets, Grizzlies, Bulls, Nets e Pistons ficam perto ou abaixo, e nenhum deles está montando um time para ganhar agora.
Isso acontece porque o acordo coletivo permite que um time renove os próprios jogadores mesmo estourado. Quem desenvolveu elenco em casa naturalmente ultrapassa a linha. Ficar abaixo do teto, hoje, quase sempre significa que a franquia está em reconstrução, não que ela é bem administrada.
Foi por isso que o Lakers acabou enquadrado como um time caro quando o assunto virou a folha de 2026-27. A informação estava certa e o contexto faltava.
A linha que importa é o apron, e o Lakers parou antes dela
O first apron está em US$ 209 milhões. Cruzar essa marca custa ferramenta: o time perde o direito de receber jogador em troca com salários desiguais, fica sem parte das exceções de contratação e passa a depender de veterano disposto a aceitar o mínimo.
Cavaliers, Hawks, Magic, Knicks, Nuggets, Wolves, Warriors, Thunder, Suns e 76ers estão desse lado da linha. O Lakers parou US$ 7,7 milhões antes, e essa é toda a margem que o front office tem para reagir durante a temporada, seja numa troca de meio de ano, seja na chegada de alguém cortado.
É pouco, e o próprio time sabe disso. Mas é mais do que têm dez adversários diretos, que gastaram o dinheiro e ficaram com as mãos amarradas para consertar o que der errado.
Doncic é o 18º maior salário da liga, e o Lakers não tem ninguém acima dele
Aqui o dado fica mais estranho ainda. Doncic recebe US$ 49,8 milhões nesta temporada, o que faz dele o 18º maior contrato da NBA, empatado com De’Aaron Fox e Bam Adebayo. Stephen Curry, o primeiro da lista, ganha US$ 62,6 milhões, quase US$ 13 milhões a mais.
Entre Curry e Doncic passam dezessete jogadores de doze times diferentes. Nikola Jokic, Giannis Antetokounmpo, Jayson Tatum, Anthony Davis, Joel Embiid, Karl-Anthony Towns, Jaylen Brown, Devin Booker, Jimmy Butler, Paul George, Kawhi Leonard e mais seis. É a lista dos contratos que o mercado considera de primeira linha, e o melhor jogador do Lakers está atrás de todos eles.
Austin Reaves, o segundo maior salário do elenco atual, sequer aparece entre os 30 maiores da liga. Somados, Doncic e Reaves ocupam 45% da folha, o que dá a impressão de dois contratos gigantes. Vistos de fora do time, são dois contratos caros dentro de um mercado em que caro virou o normal.
Por que isso muda o julgamento da temporada
Existe uma diferença prática entre um elenco caro que fracassa e um elenco de custo mediano que fracassa. O primeiro erra na alocação, gasta como campeão e entrega menos. O segundo erra no projeto, porque nem tentou pagar o preço de campeão.
O Lakers está no segundo grupo, e por escolha. Deixou LeBron James sair, distribuiu o dinheiro entre um astro e um segundo violino bem pago, e completou o resto com contratos médios e mínimos de veterano. É uma aposta em encaixe, não em acúmulo de talento comprado.
Se der certo, será um dos elencos mais eficientes da liga em dinheiro gasto por vitória. Se der errado, a franquia não vai poder dizer que gastou tudo o que podia, porque dez times gastaram mais e ainda travaram as próprias mãos para isso. A conta desta temporada não é sobre quanto o Lakers pagou. É sobre o que ele decidiu não comprar.