Atualizado em 19 de agosto de 2026 com os valores do Basketball-Reference, a chegada de Matisse Thybulle e Ziaire Williams e a correção da terceira vaga de two-way.

Resumo rápido

O Lakers tem US$ 201,3 milhões comprometidos com salários em 2026-27, cerca de US$ 36,4 milhões acima do teto de US$ 164,9 milhões. Doncic e Reaves sozinhos respondem por 45% da folha. O time está US$ 7,7 milhões abaixo do first apron, a linha que mais limita movimentações.

Com o elenco do Lakers quase completo para a temporada 2026-27 da NBA, o Los Angeles Lakers já estourou o limite da folha salarial, liderada por Luka Doncic e Austin Reaves. Os dois sozinhos ocupam quase metade dos US$ 201,3 milhões comprometidos.

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Salários do Lakers em 2026-27: a lista completa

São 16 jogadores sob contrato e US$ 201,3 milhões na conta. A tabela abaixo traz quanto cada contrato pesa no teto salarial da temporada e a fatia que ele ocupa da folha, segundo o Basketball-Reference.

JogadorSalário 2026-27% da folha
Luka DoncicUS$ 49,8 milhões24,7%
Austin ReavesUS$ 41,2 milhões20,5%
Walker KesslerUS$ 30,2 milhões15,0%
Quentin GrimesUS$ 14,0 milhões6,9%
Sandro MamukelashviliUS$ 13,0 milhões6,5%
Jarred VanderbiltUS$ 12,4 milhões6,2%
Collin SextonUS$ 9,4 milhões4,7%
Jaden HardyUS$ 6,0 milhões3,0%
Jake LaRaviaUS$ 6,0 milhões3,0%
Dalton KnechtUS$ 4,2 milhões2,1%
Cameron CarrUS$ 3,3 milhões1,6%
Kevon LooneyUS$ 2,4 milhões1,2%
Matisse ThybulleUS$ 2,4 milhões1,2%
Ziaire WilliamsUS$ 2,4 milhões1,2%
Bronny JamesUS$ 2,3 milhões1,1%
Adou ThieroUS$ 2,2 milhões1,1%
TotalUS$ 201,3 milhões100%

Quanto ganha Luka Doncic no Lakers em 2026-27

Doncic pesa US$ 49,8 milhões, o maior contrato do elenco e um quarto de tudo que a franquia gasta com jogadores. É a conta previsível de quem chegou como peça central do projeto e assumiu a camisa que dita o ritmo do ataque.

Reaves aparece logo atrás, com US$ 41,2 milhões. A proximidade entre os dois valores é o dado mais revelador da folha: o Lakers não tem um astro e um coadjuvante bem pago, tem dois contratos de primeira linha dividindo o mesmo orçamento. Somados, são US$ 91,0 milhões, ou 45% da folha em duas assinaturas.

O terceiro maior contrato é de Walker Kessler, que pesa US$ 30,2 milhões em seu primeiro ano em Los Angeles. Depois dele, o degrau é abrupto: o quarto maior contrato do elenco não chega aos US$ 14 milhões cheios. A franquia concentrou dinheiro no topo e montou o resto do elenco com contratos médios e baratos.

O que é o first apron e por que ele limita o Lakers

O teto salarial da NBA para a próxima temporada é de US$ 164,9 milhões. Com US$ 201,3 milhões comprometidos, o Lakers já está mais de US$ 36,4 milhões acima dessa linha. Estar acima do teto, sozinho, não impede o time de operar: a maioria das franquias competitivas vive nessa faixa, usando exceções previstas no acordo coletivo para renovar os próprios jogadores.

O limite que realmente aperta é outro. O first apron, fixado em US$ 209 milhões, é a linha a partir da qual o acordo coletivo começa a fechar portas de verdade. Quem cruza essa marca perde o direito de receber jogador em troca com salários desiguais, fica sem parte das exceções de contratação e passa a depender de veteranos dispostos a aceitar o mínimo. Não é uma multa, é uma restrição de ferramenta.

O Lakers está a US$ 7,7 milhões do first apron. Na prática, essa é toda a margem de manobra que o front office tem para reagir durante a temporada, seja numa troca de meio de ano, seja na chegada de um veterano cortado. É pouco espaço para um elenco que ainda deve precisar de ajuste.

Contratos two-way do Lakers

Para a sorte do front office e felicidade dos torcedores, o Lakers tem ido bem na Summer League e revelado talentos em potencial que podem preencher as vagas de duas vias do elenco, que não contam dentro da folha salarial. É a única fonte de reforço que não custa margem de teto.

Uma delas já foi preenchida por Chris Mañon, destaque na vitória sobre o San Antonio Spurs. Cada franquia pode ter até três contratos dessa modalidade por temporada; os jogadores costumam se dividir entre G-League e o time principal e podem fazer no máximo 50 jogos da temporada regular.

A segunda ficou com AK Okereke, ala versátil que o Draft deixou passar. A terceira foi para Arthur Kaluma, que se destacou na Summer League e assinou em julho.

Nenhum dos acordos, no entanto, é garantido. Isso significa que o Lakers ainda pode mudar de ideia e oferecer as vagas para outros jogadores que aparecerem no training camp.

É aí que a folha salarial deixa de ser planilha e vira decisão de basquete. Com o topo travado em três contratos e a margem para o apron cabendo em um único acerto, o Lakers vai passar a temporada garimpando valor em quem ainda custa nada.