Resumo rápido

O Lakers projeta US$ 196,8 milhões em salários para 2026-27, cerca de US$ 32 milhões acima do teto de US$ 164,9 milhões. Doncic e Reaves sozinhos respondem por 46% da folha. O time está US$ 12,2 milhões abaixo do first apron, a linha que mais limita movimentações.

Com o elenco quase completo para a temporada 2026-27 da NBA, o Los Angeles Lakers já estourou o limite da folha salarial, liderada por Luka Doncic e Austin Reaves. Os dois sozinhos ocupam quase metade dos US$ 196,8 milhões comprometidos.

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Salários do Lakers em 2026-27: a lista completa

São 14 jogadores sob contrato e US$ 196,8 milhões na conta. A tabela abaixo traz o salário de cada um e o peso que ele representa dentro da folha.

JogadorSalário 2026-27% da folha
Luka DoncicUS$ 49,4 milhões25,1%
Austin ReavesUS$ 41,2 milhões20,9%
Walker KesslerUS$ 30,1 milhões15,3%
Quentin GrimesUS$ 13,9 milhões7,1%
Sandro MamukelashviliUS$ 13 milhões6,6%
Jarred VanderbiltUS$ 12,4 milhões6,3%
Collin SextonUS$ 9,3 milhões4,7%
Jaden HardyUS$ 6 milhões3,0%
Jake LaRaviaUS$ 6 milhões3,0%
Dalton KnechtUS$ 4,2 milhões2,1%
Kevon LooneyUS$ 3,9 milhões2,0%
Cameron CarrUS$ 3,3 milhões1,7%
Bronny JamesUS$ 2,2 milhões1,1%
Adou ThieroUS$ 1,9 milhão1,0%
TotalUS$ 196,8 milhões100%

Quanto ganha Luka Doncic no Lakers em 2026-27

Doncic recebe US$ 49,4 milhões, o maior salário do elenco e um quarto de tudo que a franquia gasta com jogadores. É a conta previsível de quem chegou como peça central do projeto e assumiu a camisa que dita o ritmo do ataque.

Reaves aparece logo atrás, com US$ 41,2 milhões. A proximidade entre os dois valores é o dado mais revelador da folha: o Lakers não tem um astro e um coadjuvante bem pago, tem dois contratos de primeira linha dividindo o mesmo orçamento. Somados, são US$ 90,6 milhões, ou 46% da folha em duas assinaturas.

O terceiro maior contrato é de Walker Kessler, que receberá US$ 30,1 milhões em seu primeiro ano em Los Angeles. Depois dele, o degrau é abrupto: ninguém mais passa dos US$ 14 milhões. A franquia concentrou dinheiro no topo e montou o resto do elenco com contratos médios e baratos.

O que é o first apron e por que ele limita o Lakers

O teto salarial da NBA para a próxima temporada é de US$ 164,9 milhões. Com US$ 196,8 milhões comprometidos, o Lakers já está quase US$ 32 milhões acima dessa linha. Estar acima do teto, sozinho, não impede o time de operar: a maioria das franquias competitivas vive nessa faixa, usando exceções previstas no acordo coletivo para renovar os próprios jogadores.

O limite que realmente aperta é outro. O first apron, fixado em US$ 209 milhões, é a linha a partir da qual o acordo coletivo começa a fechar portas de verdade. Quem cruza essa marca perde o direito de receber jogador em troca com salários desiguais, fica sem parte das exceções de contratação e passa a depender de veteranos dispostos a aceitar o mínimo. Não é uma multa, é uma restrição de ferramenta.

O Lakers está a US$ 12,2 milhões do first apron. Na prática, essa é toda a margem de manobra que o front office tem para reagir durante a temporada, seja numa troca de meio de ano, seja na chegada de um veterano cortado. É pouco espaço para um elenco que ainda deve precisar de ajuste.

Contratos two-way do Lakers

Para a sorte do front office e felicidade dos torcedores, o Lakers tem ido bem na Summer League e revelado talentos em potencial que podem preencher as vagas de duas vias do elenco, que não contam dentro da folha salarial. É a única fonte de reforço que não custa margem de teto.

Uma delas já foi preenchida por Chris Mañon, destaque na vitória sobre o San Antonio Spurs. Cada franquia pode ter até três contratos dessa modalidade por temporada; os jogadores costumam se dividir entre G-League e o time principal e podem fazer no máximo 50 jogos da temporada regular.

A segunda vaga ficou com Peter Suder, que não foi draftado em 2026, mas chamou a atenção pelo aproveitamento no perímetro; ele também tem ido bem na Summer League. A terceira também foi um que o Draft deixou passar: AK Okereke, um ala bastante versátil.

Nenhum dos acordos, no entanto, é garantido. Isso significa que o Lakers ainda pode mudar de ideia e oferecer as vagas para outros jogadores da Summer League. Quem tem se destacado com frequência é Arthur Kaluma, que pode conquistar espaço.

É aí que a folha salarial deixa de ser planilha e vira decisão de basquete. Com o topo travado em três contratos e a margem para o apron cabendo em um único acerto, o Lakers vai passar a temporada garimpando valor em quem ainda custa nada.