O Lakers tem 16 contratos garantidos para 15 vagas e precisa cortar ou trocar um jogador até a abertura da temporada, no fim de outubro. O aperto começou com a chegada de Matisse Thybulle, e Dave McMenamin, da ESPN, aponta Jarred Vanderbilt, Dalton Knecht e Jaden Hardy como os candidatos mais prováveis a sair.

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Resumo rápido
  • O Lakers tem 16 contratos garantidos e o limite da NBA é 15 na noite de estreia.
  • Matisse Thybulle assinou por um ano e US$ 3,3 milhões e criou o excedente.
  • Dave McMenamin, da ESPN, cita Vanderbilt, Knecht e Hardy como candidatos a sair.
  • Bronny James teve os US$ 2,3 milhões garantidos antes de LeBron anunciar a saída.
  • Vanderbilt tem opção de US$ 13,3 milhões, o maior salário móvel do grupo.

A conta que o Lakers ainda não fechou

A franquia passou julho contratando e passou agosto olhando para uma planilha que não fecha. Foram oito chegadas na offseason: Walker Kessler, Quentin Grimes, Sandro Mamukelashvili, Collin Sexton, Jaden Hardy, Kevon Looney, Ziaire Williams e Matisse Thybulle. Cada uma delas resolveu um buraco real do time. Juntas, criaram um problema de aritmética que a NBA não deixa passar: a liga permite levar até 20 atletas ao training camp, mas exige 15 na noite de estreia.

Thybulle assinou por um ano e US$ 3,3 milhões. É o tipo de contrato que ninguém discute pelo valor, e que mesmo assim empurrou o grupo para 16. A conta virou o assunto principal de um mês em que o time, no papel, já tinha terminado o trabalho.

Os três nomes que a ESPN colocou na mesa

Dave McMenamin, da ESPN, foi direto no NBA Today ao listar quem está de fato disponível. São três: Jarred Vanderbilt, Dalton Knecht e Jaden Hardy. A lista diz muito sobre como a diretoria enxerga o próprio grupo.

Vanderbilt é o mais óbvio pelo salário. A opção dele para 2026-27 vale US$ 13,3 milhões, de longe o maior contrato móvel fora dos intocáveis. Em qualquer troca que envolva um jogador caro chegando, é o salário dele que faz a conta fechar. Knecht carrega o peso de não ter correspondido como 17ª escolha do draft. Hardy é armador em um grupo saturado de gente que precisa da bola.

Nenhum dos três é problema de vestiário. São, simplesmente, os jogadores cujo valor de mercado supera o valor de rotação. É assim que times com pouco capital de draft compram flexibilidade.

Bronny James saiu da linha de tiro

Em julho, a leitura corrente era outra. Sam Quinn, do CBS Sports, escreveu que Bronny James era o jogador mais dispensável do grupo, com o argumento de que os minutos de playoff dele vieram de lesão alheia e que o valor dele estava amarrado à presença do pai. A tese envelheceu rápido.

O Lakers garantiu integralmente o salário de Bronny para 2026-27, cerca de US$ 2,3 milhões, antes de LeBron James anunciar que não voltaria. E ainda segurou uma opção de time para 2027-28. Nenhum dos dois movimentos é de quem se preparava para abrir mão do jogador. Khobi Price, do The California Post, resumiu o clima interno na 97.1 The Fan: “Seria preciso algo de verdade para o Lakers querer trocar Bronny.”

Com LeBron assinando com o Philadelphia 76ers por dois anos e US$ 8 milhões, o cenário de Bronny sair deixou de ser seguir o pai numa troca e virou outra coisa: o Lakers teria que dispensá-lo para abrir a vaga. Ninguém com acesso à sala está apontando para essa porta.

O caso Kuminga travou o corte

Existe um motivo para a decisão não ter saído ainda, e ele atende pelo nome de Jonathan Kuminga. O Lakers subiu a oferta para a faixa de US$ 15 milhões a US$ 16 milhões por temporada, o que daria cerca de US$ 45 milhões em três anos, o mínimo exigido pelo acordo coletivo em operações de sign-and-trade. Kuminga quer algo acima de US$ 20 milhões e, se não conseguir, prefere assinar por um ano só, formato que inviabiliza a operação. Timberwolves, Bucks e Cavaliers entraram na disputa.

Aqui os dois problemas viram um só. Uma troca de dois por um resolve o excedente e traz o ala que falta ao lado de Luka Doncic na mesma tacada. Yossi Gozlan apontou que o Lakers tem espaço abaixo do primeiro apron para operar exatamente assim. Grant Mona, do Roundtable Sports, chegou a desenhar um cenário de quatro times em que Knecht vai para o Chicago Bulls e Hardy para o Brooklyn Nets, com o Atlanta Hawks no meio, deixando o time em 15 e com Kuminga na ala.

É um exercício, não uma apuração. Mas ilustra o ponto: cortar por cortar seria desperdiçar a única moeda que o Lakers ainda tem. A franquia guarda apenas três escolhas de segunda rodada e uma troca de posição de primeira. Não sobra munição para errar.

Os três caminhos até 15

São três saídas possíveis, em ordem crescente de proveito:

  • Dispensar um jogador: é o caminho mais rápido e o mais caro em ativo, porque o time perde a peça e não recebe nada em troca.
  • Esticar um contrato: dilui o valor pelo teto salarial de temporadas futuras e amarra a diretoria lá na frente.
  • Trocar dois por um: resolve a vaga, abre espaço salarial e ainda entrega um jogador melhor. É a razão pela qual a diretoria escolheu esperar.

Enquanto o Kuminga não decide, o Lakers segura os 16 contratos como quem segura uma carta que ainda pode valer. O prazo é a estreia, no fim de outubro. Até lá, o elenco do Lakers está fechado em tudo, menos no número.

Kevon Looney, que assinou pelo mínimo veterano, já entregou de graça a explicação de por que a fila anda. Segundo ele, o Lakers era o “destino número um” da free agency, e a chance de jogar ao lado de Doncic pesou na decisão. Quando o time vira ímã de veterano barato, o problema deixa de ser encontrar jogador. Passa a ser escolher qual deles não vai caber.