O Lakers travou a montagem do próprio departamento de basquete até saber quem manda no clube. A franquia planejava dois assistentes de gerente-geral sob Rob Pelinka, contratou um e parou o segundo. O motivo é a venda para Bob Iger e Josh Kushner, ainda em disputa.
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O que estava planejado
A reformulação do departamento foi desenhada ainda sob Mark Walter, que assumiu o controle em 2025 e prometeu modernizar a estrutura. O plano previa dois assistentes de gerente-geral trabalhando abaixo de Rob Pelinka: um dedicado a análise de dados e outro a desenvolvimento de jogadores, as duas frentes em que o clube vinha ficando atrás de franquias como Thunder e Celtics.
Uma das vagas foi preenchida e anunciada junto de outras contratações de bastidor. A segunda não saiu, e não deve sair até que a propriedade esteja definida.
Por que a venda trava uma contratação de bastidor
Contratar um executivo de alto escalão é um compromisso de anos, e quem assina precisa ter autoridade para isso. Com a franquia passando das mãos de Walter para Iger e Kushner, e com a família Buss disputando judicialmente a própria saída, ninguém quer definir a estrutura que o próximo dono vai herdar.
Há também o lado de quem seria contratado. Aceitar um cargo em um clube cuja diretoria pode mudar por completo em semanas é risco de carreira. Executivos costumam esperar a poeira baixar antes de assinar.
O que isso significa para Pelinka
Pelinka foi mantido e trabalha normalmente, mas segue sem o time completo que lhe prometeram. Ele conduziu a offseason inteira, montou o elenco atual e vai começar a temporada com a estrutura que já tinha, não com a que foi desenhada para ele.
Nada indica que a posição dele esteja ameaçada. O que existe é uma indefinição sobre quanto poder ele terá quando a nova diretoria se instalar, e essa é uma pergunta que só o novo dono responde.
Quem já chegou e quem ficou de fora
A movimentação de bastidor do clube não parou por completo. Nomes ligados à diretoria seguiram chegando ao longo da offseason, incluindo a aproximação de Chris Paul com o novo grupo de controle, em conversas sobre um papel executivo no futuro. O que travou foi especificamente a estrutura abaixo de Pelinka.
A diferença entre os dois casos é quem assina. Conversa exploratória não custa nada e não compromete o próximo dono. Contrato de assistente de gerente-geral, com salário e mandato, é decisão que fica.
Enquanto isso, o elenco atual segue fechado em dezesseis jogadores sob contrato padrão, um acima do limite de quinze, com uma decisão de corte pendente antes da estreia. É o tipo de escolha que passa exatamente pela área que está com meia equipe.
O custo que ninguém vê na tabela
Essa é a parte concreta de uma novela que até agora só produziu comunicados e cartas de advogado. Enquanto a disputa não se resolve, o clube atrasa decisão de estrutura, adia contratação e trabalha com meia equipe numa área que decide troca, contrato e desenvolvimento de jovem.
Vale lembrar a escala do que essa área decide. É o departamento que avalia troca no meio da temporada, mede se um jovem está evoluindo no ritmo esperado e monta o material que sustenta cada conversa de contrato. Um time que quer competir no Oeste não faz isso com metade da estrutura planejada.
A boa notícia para o Lakers é que nada disso é irreversível. Assim que a propriedade estiver definida, a vaga volta ao mercado e o cargo é preenchido. A má é que o calendário não espera, e as primeiras decisões da temporada vão ser tomadas antes disso.
O elenco está fechado e o calendário está no ar. O que ainda não está pronto é quem vai operar as decisões da temporada inteira, e isso não aparece em nenhuma tabela de classificação.