O Lakers travou a montagem do próprio departamento de basquete até saber quem manda no clube. A franquia planejava dois assistentes de gerente-geral sob Rob Pelinka, contratou um e parou o segundo. O motivo é a venda para Bob Iger e Josh Kushner, ainda em disputa.

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Resumo rápido
2 vagas
Assistentes de gerente-geral que o Lakers planejava contratar sob Pelinka
1 preenchida
A outra segue parada até a definição de quem controla o clube
Análise de dados
Uma das áreas visadas; a outra é desenvolvimento de jogadores
2 meses
O que falta para a estreia da temporada, marcada para 21 de outubro

O que estava planejado

A reformulação do departamento foi desenhada ainda sob Mark Walter, que assumiu o controle em 2025 e prometeu modernizar a estrutura. O plano previa dois assistentes de gerente-geral trabalhando abaixo de Rob Pelinka: um dedicado a análise de dados e outro a desenvolvimento de jogadores, as duas frentes em que o clube vinha ficando atrás de franquias como Thunder e Celtics.

Uma das vagas foi preenchida e anunciada junto de outras contratações de bastidor. A segunda não saiu, e não deve sair até que a propriedade esteja definida.

Estrutura do departamento
O plano de reforço e onde ele parou
A reformulação foi desenhada sob Mark Walter e não sobreviveu à troca de comando.
Sob Mark Walter
O clube desenha a reformulação do departamento de basquete, com dois assistentes de gerente-geral abaixo de Rob Pelinka.
Offseason de 2026
Uma das vagas é preenchida e anunciada junto de outras contratações de bastidor.
13 de agosto de 2026
A franquia é vendida a Iger e Kushner, e a família Buss entra em disputa sobre a própria saída.
Agora
A segunda vaga, de análise de dados ou desenvolvimento de jogadores, segue congelada até a definição da propriedade.
Faltam menos de dois meses para a estreia, marcada para 21 de outubro, e a área que decide troca e contrato entra na temporada com meia equipe.

Por que a venda trava uma contratação de bastidor

Contratar um executivo de alto escalão é um compromisso de anos, e quem assina precisa ter autoridade para isso. Com a franquia passando das mãos de Walter para Iger e Kushner, e com a família Buss disputando judicialmente a própria saída, ninguém quer definir a estrutura que o próximo dono vai herdar.

Há também o lado de quem seria contratado. Aceitar um cargo em um clube cuja diretoria pode mudar por completo em semanas é risco de carreira. Executivos costumam esperar a poeira baixar antes de assinar.

O que isso significa para Pelinka

Pelinka foi mantido e trabalha normalmente, mas segue sem o time completo que lhe prometeram. Ele conduziu a offseason inteira, montou o elenco atual e vai começar a temporada com a estrutura que já tinha, não com a que foi desenhada para ele.

Nada indica que a posição dele esteja ameaçada. O que existe é uma indefinição sobre quanto poder ele terá quando a nova diretoria se instalar, e essa é uma pergunta que só o novo dono responde.

Quem já chegou e quem ficou de fora

A movimentação de bastidor do clube não parou por completo. Nomes ligados à diretoria seguiram chegando ao longo da offseason, incluindo a aproximação de Chris Paul com o novo grupo de controle, em conversas sobre um papel executivo no futuro. O que travou foi especificamente a estrutura abaixo de Pelinka.

A diferença entre os dois casos é quem assina. Conversa exploratória não custa nada e não compromete o próximo dono. Contrato de assistente de gerente-geral, com salário e mandato, é decisão que fica.

Enquanto isso, o elenco atual segue fechado em dezesseis jogadores sob contrato padrão, um acima do limite de quinze, com uma decisão de corte pendente antes da estreia. É o tipo de escolha que passa exatamente pela área que está com meia equipe.

O custo que ninguém vê na tabela

Essa é a parte concreta de uma novela que até agora só produziu comunicados e cartas de advogado. Enquanto a disputa não se resolve, o clube atrasa decisão de estrutura, adia contratação e trabalha com meia equipe numa área que decide troca, contrato e desenvolvimento de jovem.

Vale lembrar a escala do que essa área decide. É o departamento que avalia troca no meio da temporada, mede se um jovem está evoluindo no ritmo esperado e monta o material que sustenta cada conversa de contrato. Um time que quer competir no Oeste não faz isso com metade da estrutura planejada.

A boa notícia para o Lakers é que nada disso é irreversível. Assim que a propriedade estiver definida, a vaga volta ao mercado e o cargo é preenchido. A má é que o calendário não espera, e as primeiras decisões da temporada vão ser tomadas antes disso.

O elenco está fechado e o calendário está no ar. O que ainda não está pronto é quem vai operar as decisões da temporada inteira, e isso não aparece em nenhuma tabela de classificação.