O Lakers trocou a moeda na mesa por Jonathan Kuminga. O nome que a diretoria oferece ao Hawks agora é Jaden Hardy, de US$ 6 milhões, no lugar de Jarred Vanderbilt, de US$ 12,4 milhões. A apuração é de Kurt Helin, do NBC Sports.
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Por que a moeda encolheu pela metade
Hardy chegou a Los Angeles nesta mesma offseason, na troca que mandou Deandre Ayton para o Wizards. Ganha US$ 6 milhões nesta temporada e tem opção de equipe para a seguinte, o que na prática o transforma num contrato de um ano só. Para quem recebe, é salário que sai da folha em junho sem precisar de negociação nenhuma.
“O Lakers e o Hawks voltaram a conversar sobre um sign-and-trade, com o armador Jaden Hardy na conversa. Antes, essa peça era Jarred Vanderbilt.”
Kurt Helin, repórter de NBA do NBC Sports
A diferença entre as duas propostas é exatamente o que Atlanta quer evitar. Vanderbilt custa mais que o dobro e tem opção do jogador para 2027-28, ou seja, quem aceitar pode ficar com ele mais tempo do que gostaria. Hardy custa metade e sai da folha em junho, sem que Atlanta precise fazer nada.
O problema nunca foi o Lakers
Quem trava a negociação é Atlanta, e por dois motivos de planilha. O primeiro é que o time está a US$ 3,8 milhões da linha de imposto de luxo, com Kuminga contando como zero na conta atual. Qualquer salário que entre pelo sign-and-trade empurra o Hawks para dentro do imposto, e é isso que ninguém quer assinar.
O segundo é vaga. Atlanta chega ao training camp com 17 contratos e precisa dispensar pelo menos dois jogadores, não receber mais um. Nas conversas de julho, o time só topou seguir adiante se viesse uma escolha de draft decente junto, e o Lakers não foi. Nada nessas duas linhas mudou em agosto.
Quatro cifras que explicam o impasse
As duas peças que o Lakers já ofereceu e as duas travas de planilha que seguram a negociação, lado a lado. A barra é proporcional ao maior valor.
Em milhões de dólares, na temporada 2026-27
| Papel | O que é | Valor |
|---|---|---|
| Antes | Jarred Vanderbilt, a peça anterior | US$ 12,4 mi |
| Agora | Jaden Hardy, a peça atual | US$ 6,0 mi |
| Trava | Folga do Hawks até o imposto de luxo | US$ 3,8 mi |
| Trava | Folga do Timberwolves até o segundo apron | US$ 3,9 mi |
O Timberwolves não tem com o que competir
A leitura de que Minnesota é uma ameaça real precisa de um ajuste. O time está com trava rígida para ficar abaixo do segundo apron e tem cerca de US$ 3,9 milhões de espaço até esse teto. Traduzindo: a oferta possível ali é algo perto do mínimo de veterano, não um contrato plurianual.
Isso muda a natureza da escolha de Kuminga. Não são duas propostas em cima da mesa disputando quem paga mais. É um plurianual em Los Angeles, que depende de o Hawks assinar embaixo, contra o mínimo em Minnesota, que não depende de ninguém. Dizer que sobraram dois times na disputa está correto, mas esconde que só um dos dois pode pagar.
O que sobrou para ele decidir
Kuminga tem 23 anos e virou agente livre irrestrito quando o Hawks recusou a opção de equipe de US$ 24,3 milhões. Desde então, o mercado só encolheu: o Cavaliers saiu da fila ao trocar por Peyton Watson, e a lista de times com dinheiro de verdade para um ala-pivô de 23 anos ficou vazia.
O que o Lakers oferece não é a maior cifra, é a vaga. Segundo Helin, o time o colocaria como titular na posição 4, função que ele nunca teve garantida no Warriors. Num plantel atual que já tem 16 contratos garantidos para 15 vagas, encaixá-lo obriga a diretoria a resolver duas contas ao mesmo tempo: a de Atlanta e a de casa.
O training camp abre em outubro. Cada semana parada encurta o tempo de encaixar um titular novo no sistema, e isso faz a proposta do Lakers valer um pouco menos. O jogador que passou a carreira reclamando de não ter papel definido está prestes a começar mais uma temporada sem ter um.