O banco do Lakers na estreia de 21 de outubro tem dois nomes certos, Collin Sexton e Sandro Mamukelashvili, e uma fila atrás deles. São 16 jogadores sob contrato padrão para um limite de 15, então alguém sai antes da bola subir.
Siga o Lakers Brasil no Instagram
Os dois nomes já garantidos no banco
Sexton chegou em julho por dois anos e US$ 19 milhões e não deixou dúvida sobre a função. Ele foi contratado para pontuar saindo do banco, e ele mesmo disse o que veio buscar aqui. Na carreira são 18,3 pontos por jogo, e na última temporada acertou 40,1% das bolas de três.
Mamukelashvili é o outro. A tabela de rotações do site ainda o coloca como candidato à vaga de ala-pivô titular, mas a leitura mais consistente é que ele rende mais entrando. Com o quinteto já cheio de poder de fogo, as mesmas características que sobram no quinteto viram vantagem no banco, ao lado de Sexton.
Quem entra para fazer uma tarefa só
Depois dos dois vem um grupo que não disputa bola, disputa tarefa. Matisse Thybulle entra para marcar o melhor perimetral adversário em trecho de jogo apertado. Jarred Vanderbilt faz o mesmo trabalho um degrau acima na altura, e é o segundo jogador com mais tempo de casa no elenco. Kevon Looney cobre os minutos em que Walker Kessler descansa.
Jaden Hardy é o nome variável desse grupo. Ele pontua em rajada e defende pouco, o tipo de jogador que aparece muito em algumas noites e some em outras. É também o primeiro a perder minuto quando o jogo aperta, e por isso a temporada dele depende menos de talento e mais do tipo de adversário que aparece no calendário.
Seis jogadores para duas vagas
Aqui mora a briga de verdade, e ela envolve seis nomes para pouquíssimo tempo de quadra. Bronny James entra no terceiro ano e assumiu que vai jogar sem a bola ao lado de Luka Doncic, apostando no arremesso de três, que subiu de 28,1% para 38,6% do primeiro para o segundo ano.
Cameron Carr é o caso que exige paciência. O calouro escolhido na primeira rodada fez 18 pontos por jogo na Summer League, mas com 19,2% nas bolas de três, e é esse número que trava a promoção dele. Dalton Knecht vive o problema oposto, já teve minuto e perdeu. Ziaire Williams, Adou Thiero e Jake LaRavia completam a fila.
São seis jogadores para, na melhor das hipóteses, duas vagas de rotação em noite normal. É essa conta que explica por que a pré-temporada de outubro vai ser levada a sério por gente que normalmente a trataria como treino.
Sobra um jogador, e alguém precisa sair
O elenco do Lakers tem hoje um jogador a mais do que a liga permite. Alguém precisa sair antes do início da temporada, e a decisão não é entre titular e reserva, é entre o último da fila e o penúltimo.
O detalhe cruel é que a escolha não se faz só por talento. Contrato garantido, idade e a chance de o jogador ser aproveitado em uma troca futura pesam tanto quanto o que ele mostra no treino. Quem tem contrato pequeno e não garantido corre mais risco do que quem joga pior e custa mais caro.
Por que esse banco importa mais que o do ano passado
Porque o time não tem mais o terceiro criador. Com LeBron James no Philadelphia, os minutos em que Doncic e Austin Reaves descansam ao mesmo tempo deixaram de ter uma rede de segurança. Ou a segunda unidade sustenta o placar, ou o time perde no intervalo entre as entradas dos titulares.
É a primeira vez desde 2023 que o Lakers monta o banco com essa intenção declarada, gastando dinheiro em quem entra e não só em quem começa. A resposta chega em 21 de outubro, contra o Warriors, e ela vai aparecer no segundo quarto, não no primeiro. É ali, com os titulares sentados, que se descobre se a offseason valeu.