O Lakers chegou a setembro sem preencher a última vaga do quinteto titular, e a lista de alvos que sobrou no mercado tem cinco nomes. Nenhum deles resolve a defesa e o arremesso ao mesmo tempo. Kuminga assinou com o Timberwolves e deixou o buraco aberto, como já contamos aqui.

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Resumo rápido
5 nomes
Opções que sobraram para a última vaga do quinteto, contando a aposta interna.
Nenhum
Resolve a defesa e o arremesso de três ao mesmo tempo.
17,7
Pontos por jogo de Saddiq Bey no Pelicans na temporada passada.
1 mês
Tempo que resta até a abertura do training camp, pela conta de Jacob Rude.
2 anos
Contrato que levou Kuminga para o Timberwolves e fechou a porta em Los Angeles.

O buraco que Kuminga deixou aberto

A perseguição do Lakers por Jonathan Kuminga nunca empolgou a torcida, e mesmo assim fazia sentido: era o nome disponível que mais se aproximava do perfil que falta no quinteto. Quando ele escolheu o Timberwolves, o time não perdeu só um alvo, perdeu o único que estava perto de fechar. Jacob Rude, que cobre o Lakers no Silver Screen and Roll, resume o efeito em uma frase simples: falta cerca de um mês para o training camp abrir e o relógio está correndo.

O problema não é a quantidade de jogadores disponíveis, é a qualidade do que sobrou. Cada nome da lista resolve metade do problema e cria outro. O elenco atual já tem gente que ataca bem e defende mal, e contratar mais um perfil desses não muda nada.

Os quatro nomes que ainda estão no mercado

P.J. Washington abre a lista, e o detalhe diz tudo sobre o tamanho da seca: é um jogador que o Lakers já disse, repetidamente, que não quer. Depois da rodada de contratações da agência livre, muita gente enxergou nele a solução para o quinteto, e vários relatos deixaram claro que a franquia não tinha interesse por causa do contrato. Pode ter sido postura de negociação, pode ter sido opinião sincera. A situação mudou, e a pergunta é se Los Angeles volta a conversar com o Dallas.

De’Andre Hunter é o nome que mais aparece nessa lista há mais tempo. Ele esteve perto do Lakers na última janela de trocas, em uma conversa que envolvia Dalton Knecht, até o Kings entrar na frente e ficar com ele. Um ano depois, Sacramento se prepara para outra temporada irrelevante e Hunter virou contrato de vencimento. Continua sendo um jogador cheio de furos, que não resolve tudo, mas ninguém a esta altura da offseason resolve. Como aluguel de uma temporada, dá para fazer pior. E o Kings é um dos poucos times com menos de 15 jogadores, o que abre espaço para uma troca de dois por um.

Saddiq Bey aparece porque as opções acabam rápido. É um jogador correto, que não conserta muita coisa, e como quase todo o elenco do Lakers pesa muito mais para o ataque do que para a defesa. Fez 17,7 pontos por jogo pelo Pelicans na temporada passada, com 36,7% nas bolas de três. Nova Orleans acabou de oferecer contrato a Bennedict Mathurin e já tem Trey Murphy III, Herb Jones e Jeremiah Fears no perímetro, gente em quem a franquia investiu mais. O atrativo aqui seria uma conversa maior: o Lakers também já foi ligado a Yves Missi e a Karlo Matkovic, e resolver dois problemas em uma troca só é tentador. É otimista, mas é o tipo de negócio que muda um verão.

Ben Simmons é a carta fora do baralho, e a mais fácil de conseguir justamente porque ninguém disputa. Duas temporadas atrás ele já era a sombra do jogador que foi, e passou o ano passado pescando em vez de jogar basquete. Um convite para o training camp, com a chance de mostrar serviço, é a moldura possível. Não é o tipo de movimento que inspira confiança, e a própria presença dele em uma lista de alvos mede o quanto o mercado secou.

A resposta mais provável já está no vestiário

O quinto nome da lista não vem de fora. Adou Thiero, que jogou três minutos no último jogo da temporada passada, entra na conversa não como titular pronto, mas como investimento. E é aí que o texto de Rude chega ao ponto que interessa: o cenário mais provável é o Lakers se virar com quem já tem.

Isso significa Sandro Mamukelashvili, Jarred Vanderbilt, Jake LaRavia ou Ziaire Williams disputando a vaga no training camp, com Thiero e Cameron Carr atrás na fila. Não é a solução que a torcida pediu em julho, mas é coerente com um time que já resolveu a vaga da ala pela sobra, e não pela contratação.

Por que essa espera pode não ser o pior resultado

Trocar por trocar tem um preço que não aparece na tabela de salários. O Lakers não tem escolha de primeira rodada para oferecer, então qualquer negócio sai de dentro do elenco, e o elenco é justamente o que a franquia precisa preservar para a próxima janela. Gastar uma peça em um aluguel de uma temporada resolve outubro e complica fevereiro.

Há um argumento honesto do outro lado: um time que aposta em Doncic no auge não deveria passar uma temporada inteira testando quem serve. Os dois raciocínios estão certos, e é essa a tensão que a comissão técnica leva para o training camp. O que a lista de Rude mostra, sem querer, é que a decisão talvez já esteja tomada pela ausência de alternativa. Quando o melhor plano disponível é esperar, esperar vira o plano.