O Jazz que recebe o Lakers neste domingo, em Salt Lake City, tem um time jovem, veloz e cheio de jogadores que gostam de arremessar. Ganhou um jogo e perdeu outro na abertura da temporada, e depende de Keyonte George e Jaren Jackson Jr. para competir. É o primeiro teste do Lakers fora de casa.

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Resumo rápido
1-1
A campanha do Jazz: derrota por 123 a 103 para o Grizzlies e vitória por 120 a 119 sobre o Pelicans.
20,5
Os pontos por jogo de Keyonte George, o cestinha do time de Will Hardy.
18
Os erros por jogo do Jazz, número parecido com os 19,5 do Lakers.
61
Os pontos no garrafão que o Jazz sofre por jogo, terreno onde Kessler brilha.

Um começo de altos e baixos

O Jazz estreou em casa com uma derrota pesada. Perdeu para o Grizzlies por 123 a 103, levou 55 rebotes contra 38 e sofreu 58 pontos no garrafão. Dois dias depois, se recuperou com uma vitória apertada sobre o Pelicans, por 120 a 119, mesmo cedendo 64 pontos perto da cesta. Nos dois jogos, cometeu 18 erros.

O retrato é de um time que ataca bem e defende mal o garrafão. Acertou 47% e 49% dos arremessos e 37% das bolas de três na vitória. Mas permitiu que os adversários entrassem na área pintada com facilidade, justamente onde Walker Kessler vem fazendo estrago: 22 de 26 nos arremessos em dois jogos.

As peças que Redick precisa parar

O motor do time é Keyonte George. O armador de 22 anos assumiu a criação do ataque e lidera o Jazz em pontos. Ao lado dele, Jaren Jackson Jr., que chegou do Grizzlies na temporada passada, joga aberto, arremessa de três e protege o aro. Contra o Pelicans, teve 24 pontos, 10 rebotes e 3 tocos.

Quem decide no Jazz
Keyonte George
20,5 pontos e 7,5 assistências. Fez 22 contra o Grizzlies e 19, com 10 assistências, contra o Pelicans.
Jaren Jackson Jr.
19,5 pontos, 7,5 rebotes e 2,5 tocos. Teve 24 pontos e 10 rebotes na vitória.
Lauri Markkanen
17 pontos e 7,5 rebotes, mas só 10 de 26 nos arremessos e 5 de 16 de três.
Darryn Peterson
12 pontos por jogo como titular, na estreia do calouro na NBA.
Jaxson Hayes
11 pontos por jogo e 7 tocos em dois jogos. O ex-pivô do Lakers fez 17 pontos, com 7 de 8, contra o Pelicans.

Lauri Markkanen, o nome mais conhecido do elenco, começou a temporada frio. Acertou só 10 dos 26 arremessos nos dois jogos e 5 das 16 bolas de três que tentou. Mesmo assim, é o jogador que mais preocupa quando esquenta, pela altura e pela facilidade de pontuar de longe.

Os rostos conhecidos

O Jazz tem um velho conhecido da torcida. Jaxson Hayes, que defendeu o Lakers nas últimas temporadas, agora disputa minutos no garrafão de Salt Lake City. Foi titular na estreia e saiu do banco contra o Pelicans, quando fez 17 pontos com 7 de 8 nos arremessos. Ele vai ter pela frente Kessler, que volta à casa onde jogou três temporadas ao lado de Collin Sexton.

Há ainda os jovens que o Jazz trata como futuro. Ace Bailey, no segundo ano, saiu como titular contra o Pelicans. Darryn Peterson, calouro, fez 9 e 15 pontos nos dois primeiros jogos da carreira. O time ainda não terá Jusuf Nurkic, que está fora, assim como Trey Alexander e Blake Hinson.

A altitude e o último quarto

Jogar em Salt Lake City tem um detalhe que todo visitante conhece. A cidade fica a cerca de 1.300 metros acima do nível do mar, e o ar mais rarefeito cobra o preço no fim das partidas. Para o Lakers, isso acende um alerta específico. Nos dois primeiros jogos, o time de Redick perdeu o último quarto: somados, foram 64 pontos sofridos contra 47 marcados no período.

Contra o Warriors e o Clippers, a vantagem construída no terceiro quarto deu conta do recado. Em Utah, com a torcida empurrando um time jovem que corre o jogo inteiro, relaxar no fim pode custar caro. O Jazz mostrou contra o Pelicans que sabe fechar jogo apertado, vencendo por um ponto. A rotação do banco, com Sexton ganhando minutos, vai ser decisiva para manter as pernas dos titulares no fim.

Onde o Lakers pode ganhar o jogo

Os números apontam dois caminhos. O primeiro é o garrafão: o Jazz sofre 61 pontos por jogo perto da cesta, e o Lakers marca 62. O segundo é o rebote. Contra o Grizzlies, o Jazz foi dominado nas tabelas, e o Lakers tem em Kessler um pivô que pega rebote e devolve a bola no aro.

O cuidado é com os erros. Os dois times perdem a bola com frequência, e esse é o número que mais preocupa no Lakers. Contra um time jovem e veloz, cada posse entregue vira contra-ataque. Se Doncic e Reaves cuidarem da bola, o Lakers tem tudo para sair de Salt Lake City com o 3-0. A bola sobe às 18h, horário de Brasília.