O Lakers fez os dois primeiros jogos da temporada em casa, com a Crypto Arena cheia empurrando o time contra Warriors e Clippers. Neste domingo, em Salt Lake City, a história muda: é a primeira viagem, o primeiro ginásio contra e o começo de uma sequência com três jogos fora em quatro. O time de Redick chega invicto e confiante.
Um time que não sente a estrada
Se a temporada passada serve de pista, o Lakers não tem motivo para temer o primeiro jogo fora. Em 2025-26, terminou com 25 vitórias e 16 derrotas longe de Los Angeles, quase o mesmo desempenho que teve em casa, onde foi 28-13. Das 41 partidas fora, venceu 25, um aproveitamento de 61%, em uma temporada que terminou com o Lakers em 4º no Oeste.
O elenco mudou bastante desde então, mas o núcleo que decidiu aquelas vitórias continua. Luka Doncic e Austin Reaves seguem no comando do ataque, e os dois estão acostumados a jogar sob vaia. Os dois já dividem a artilharia do time nesta temporada, com 25,5 pontos por jogo cada um.
Salt Lake City, um lugar conhecido
Contra o Jazz, o retrospecto recente é todo do Lakers. Foram quatro vitórias em quatro jogos na temporada passada, duas delas na Delta Center. A de novembro foi a mais apertada, por 108 a 106. A de dezembro foi um tiroteio, 143 a 135. Nos dois casos, o ataque do Lakers passou dos 100 pontos com folga.
O Jazz também sofreu em casa no ano passado. Terminou com 14 vitórias e 27 derrotas em Salt Lake City, em uma temporada de 22 vitórias no total. O time de agora é diferente, mais experiente com Jaren Jackson Jr. e com o calouro Darryn Peterson, mas ainda está em reconstrução. Quem decide no Jazz está em detalhe aqui no site.
Há ainda uma diferença importante em relação aos jogos do ano passado. Naquela época, o Lakers tinha LeBron James e Rui Hachimura. Hoje, o garrafão é de Kessler, o perímetro tem Ziaire e Matisse Thybulle, e o banco ganhou Grimes e Sexton. O retrospecto ajuda a dar confiança, mas o time que entra em quadra neste domingo é praticamente novo.
O que realmente muda
A primeira diferença é a rotina. Viagem, hotel, treino em quadra emprestada e um ginásio que não está do seu lado. Para os reforços, como Walker Kessler, Collin Sexton e Ziaire Williams, é o primeiro jogo fora com a camisa do Lakers. Kessler e Sexton, pelo menos, conhecem bem o lugar: os dois jogaram três temporadas no Jazz.
A segunda é a altitude. Salt Lake City fica a cerca de 1.300 metros acima do nível do mar, e o cansaço costuma aparecer no último quarto. É justamente o período em que o Lakers foi pior nos dois primeiros jogos, perdendo por 64 a 47 no somatório. Contra Warriors e Clippers, a vantagem construída antes deu conta. Fora de casa, o time não pode contar com isso.
A semana que vem pela frente
O jogo em Utah abre um trecho puxado do calendário. Depois do Jazz, o Lakers volta para casa para pegar o Blazers na terça e, no dia seguinte, viaja ao Intuit Dome para o segundo clássico contra o Clippers. Na sexta, encara o Warriors em San Francisco, a revanche da estreia, que o Lakers venceu por 127 a 105.
O jogo no Intuit Dome tem um peso extra. É a casa nova do Clippers e de Rui Hachimura, que perdeu o duelo particular com Reaves na sexta. O Clippers vai querer revanche diante da própria torcida, menos de uma semana depois da derrota por 125 a 117.
São três jogos fora em seis dias, com um back-to-back no meio. É o primeiro teste de verdade da profundidade do elenco e da gestão de minutos de Redick, principalmente para Sexton, que ainda volta de lesão. Se o Lakers sair dessa sequência com a invencibilidade intacta, a conversa sobre o time vai mudar de patamar. O primeiro passo é neste domingo, às 18h.