Mais uma. Era só o que o Lakers não precisava agora. Jogo 1 da semifinal da Conferência Oeste, em Oklahoma, sem Luka Doncic, derrota por 108 a 90 para o atual campeão da NBA, e ainda assim o pior da noite veio em uma jogada que durou um segundo. Jarred Vanderbilt sentiu o dedo, saiu de quadra e não voltou mais.

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O lance que mudou a noite

Foi no segundo quarto. Chet Holmgren ganhou espaço para enterrada e Vanderbilt subiu para tentar o bloqueio, em uma das jogadas que definem o que ele entrega ao Lakers todo jogo: vontade. O dedo bateu na bola da forma errada, ele sentiu na hora, pediu para sair, foi direto para o vestiário. Não voltou.

Shams Charania, da ESPN, deu o diagnóstico ainda durante a partida. Deslocamento total do dedo mindinho direito. Sem prazo definido para o retorno, sem clareza sobre quantos jogos pode perder, sem o luxo de esperar.

O que o Lakers perde com a ausência

Vanderbilt não é nome de quinteto inicial, mas é peça central das rotações. Em uma equipe que já teve um banco limitado durante a temporada regular, o ala vinha sendo o motor de energia que JJ Redick usava nos minutos em que LeBron James e Austin Reaves precisavam respirar. Defesa, rebote ofensivo, infiltração, troca de marcação. Tudo aquilo que o time precisa fazer mais e melhor contra um Thunder que pressiona em todas as posses.

Sem ele, o ataque do Lakers fica ainda mais dependente do trio LeBron, Reaves e Hachimura, e a defesa perde uma das poucas peças capazes de cobrir múltiplas posições no perímetro. O banco, que cresceu na primeira rodada com LaRavia, Smart, Kennard e o próprio Vanderbilt, perde uma das suas duas pontas mais móveis.

As opções no banco

O cenário desenha duas alternativas, e nenhuma delas confortável. A primeira é Maxi Kleber, ala-pivô que entregou alguma utilidade na temporada regular, com 10,7 minutos por jogo de média, mas que praticamente sumiu nos playoffs. Disputou apenas sete minutos na série inteira contra o Rockets, todos no Jogo 4, que terminou em derrota por 115 a 96 do Lakers.

A segunda é Adou Thiero. O novato apareceu pouco durante a temporada e quase sempre em momentos de jogo decidido, fora das rotações principais. É um perfil de energia que pode ser útil em minutos curtos, mas pedir minutos relevantes a um estreante em uma série de playoffs contra o atual campeão da NBA é apostar no escuro. JJ Redick precisará escolher entre os dois ou redistribuir a carga de minutos entre LaRavia e Hachimura, exigindo ainda mais dos titulares e dos coadjuvantes.

O peso das ausências

Sem Doncic. Sem Vanderbilt. Sem profundidade. Sem margem para erro. Cada nome que sai dessa lista pesa mais do que o anterior, porque o time que sobra precisa cobrir os buracos sem perder a identidade que construiu na primeira rodada. Quando o Lakers achou um caminho contra o Rockets, o caminho passava por defesa coletiva, banco produtivo e equilíbrio entre titulares e reservas. Cada baixa redesenha esse caminho.

Do outro lado, o Thunder tem profundidade de sobra. Tem Shai Gilgeous-Alexander, Holmgren, Hartenstein, Cason Wallace, Aaron Wiggins, Isaiah Joe. Tem o ritmo de quem já levantou o troféu. Tem o conforto de não precisar improvisar nada para ganhar a série.

O que fazer para o Jogo 2

O Jogo 2 acontece nesta quinta-feira, 7 de maio, ainda em Oklahoma. Antes da bola subir, o Lakers precisa de duas respostas. A primeira é sobre Vanderbilt, com prazo possível de retorno. A segunda é sobre quem entra no lugar dele para somar minutos relevantes diante do melhor time do ano. JJ Redick terá que escolher, e o Lakers terá que descobrir, no caminho, como continuar lutando em uma série em que cada jogo, cada minuto e cada nome a menos pesam mais do que o normal. Vai passar?