Sandro Mamukelashvili fez 20 pontos, 6 rebotes, 6 assistências e 3 roubos de bola na vitória da Geórgia sobre Israel por 101 a 90, no domingo. Foi o último teste da seleção antes das eliminatórias do Mundial de 2027, e a primeira vez que o reforço do Lakers jogou depois do minicamp na Eslovênia.
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O jogo
A partida foi na capital da Geórgia, com a seleção jogando em casa diante de Israel. Mamukelashvili dividiu o garrafão com Goga Bitadze, do Orlando Magic, e terminou como o nome mais completo da noite: 20 pontos, 6 rebotes, 6 assistências e 3 roubos.
Não era um amistoso qualquer de agosto. Era o último ajuste antes da segunda e última fase das eliminatórias do Mundial de 2027, o tipo de jogo em que a comissão fecha rotação e testa quem vai carregar a bola. Ele chegou direto da Eslovênia, onde tinha passado quatro dias treinando com os novos companheiros do Lakers.
O número que sai da curva
Vinte pontos chamam atenção e dizem pouco. Ele já é um jogador de 11,2 pontos por jogo na NBA, então dobrar a média num amistoso de seleção é rotina para quem vira primeira opção de ataque. O dado que interessa está na outra coluna.
A barra mostra quantas vezes ele superou a própria média
| Estatística | Média 25-26 | Contra Israel |
|---|---|---|
| 3,2x | Assistências | 1,9 para 6 |
| 1,8x | Pontos | 11,2 para 20 |
| 1,2x | Rebotes | 4,9 para 6 |
Um ala-pivô que distribui seis assistências e rouba três bolas não está só finalizando jogada. Está lendo a defesa e movimentando a bola a partir do garrafão, que é a função mais difícil de comprar no mercado e a que o Lakers passou a offseason inteira procurando.
Por que o contrato tinha surpreendido
Quando montamos o ranking do elenco, em 16 de agosto, escrevemos que os quatro anos e US$ 52 milhões dele surpreenderam, e que o número que sustentava o investimento era outro: 38,9% nas bolas de três em 80 jogos pelo Raptors, com 11,2 pontos e 4,9 rebotes em 21,9 minutos por partida.
A conta do Lakers sempre foi essa. Um pivô que acerta de fora tira o marcador do caminho de Doncic e abre a quadra sem custar uma vaga de rotação. O que o amistoso acrescenta é uma segunda função à mesma peça: além de abrir espaço, ele pode ser o ponto de passe quando a bola parar no garrafão.
Há um detalhe que costuma passar batido no meio dos percentuais: ele jogou 80 das 82 partidas da temporada passada. Num elenco em que Doncic parou em 64 jogos e Walker Kessler em cinco, um reserva que quase não falta resolve um problema real, e faz parte do que a diretoria comprou em julho.
Dentro do elenco principal, ele disputa a vaga de ala-pivô titular e deve pegar minutos também na posição 5, como reserva de Walker Kessler. Nas duas funções, saber passar vale mais do que os 20 pontos da noite de domingo.
O teste de verdade começa em três dias
O amistoso não decide nada e ele mesmo sabe disso. A Geórgia entra na fase final das eliminatórias em 28 de agosto, em casa, contra Montenegro, e joga em Portugal no dia 31. São dois jogos de pontos corridos, com escalação fechada e adversário estudando, o oposto de um preparatório.
É o último basquete competitivo dele antes de se apresentar em Los Angeles para o training camp, em outubro. Se as seis assistências virarem padrão nessas duas partidas, o Lakers terá comprado mais do que um arremessador de garrafão.