Luka Doncic lidera com folga o ranking do elenco do Lakers para 2026-27, à frente de um plantel reconstruído do zero em torno dele. Sem LeBron James, após uma offseason de quase US$ 450 milhões em contratos, o time chega a outubro com 16 atletas garantidos e uma vaga a menos do que o regulamento permite.
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- Doncic fechou 2025-26 com 33,5 pontos, 8,3 assistências e 7,7 rebotes por jogo.
- Austin Reaves renovou por quatro anos e US$ 185 milhões após média de 23,3 pontos.
- Walker Kessler custou duas primeiras escolhas sem proteção e duas trocas de posição no draft.
- O elenco tem 16 contratos garantidos para 15 vagas até a estreia, em outubro.
- LeBron James assinou com o Philadelphia por dois anos, no valor mínimo de veterano.
Como este ranking foi montado
A média de pontos não decide sozinha. Pesam três coisas, na ordem: o que o jogador produziu em 2025-26, o tamanho do papel que a diretoria comprou para ele em 2026-27 e o quanto a rotação piora se ele sumir. É por isso que um titular de contrato longo aparece à frente de um reserva que pontuou mais.
O recorte é o plantel atual, com os 16 atletas de contrato padrão. Chris Mañon, Arthur Kaluma e AK Okereke, os três de two-way, ficam fora porque disputam outra fila.
Do 1º ao 3º: o topo que sustenta a temporada
1. Luka Doncic, armador, 27 anos. Não há discussão no primeiro lugar. Doncic terminou 2025-26 com 33,5 pontos, 8,3 assistências e 7,7 rebotes em 35,8 minutos, acertando 47,6% de quadra e 36,6% das bolas de três. O ano acabou cedo e mal: estiramento de grau 2 no posterior da coxa esquerda em abril, contra o Thunder, e nenhum minuto de playoffs. Em agosto, ele avisou que virou a página. “Minha recuperação foi ótima, e estou 100% saudável de novo”, escreveu, em mensagem enviada aos torcedores e revelada por Dan Woike, do The Athletic.
2. Austin Reaves, ala-armador, 28 anos. O ano da vida dele: 23,3 pontos, 5,5 assistências e 4,7 rebotes em 51 jogos, com 49% de quadra, 36% de três e 87,1% nos lances livres. O aproveitamento verdadeiro de 64,1% explica por que a diretoria pagou quatro anos e US$ 185 milhões sem pestanejar. Reaves é o único do grupo capaz de segurar o ataque nos minutos sem Doncic, e foi exatamente isso que ele fez na eliminação da primeira rodada sobre o Houston.
3. Walker Kessler, pivô, 25 anos. O nome mais caro da offseason em moeda de futuro: além dos quatro anos e US$ 130 milhões, saíram duas primeiras escolhas sem proteção e duas trocas de posição no draft rumo ao Utah. O risco é real, porque Kessler jogou só cinco partidas em 2025-26 (14,4 pontos, 10,8 rebotes, 3,0 assistências e 1,8 tocos) antes de operar o ombro esquerdo. A referência verdadeira é 2024-25: 11,1 pontos, 12,2 rebotes e 2,4 tocos, com liderança da NBA em rebotes ofensivos e vice-liderança em tocos, atrás apenas de Victor Wembanyama.
Médias da última temporada, com o time em que cada um jogou.
Kessler em tom mais claro: amostra de apenas cinco partidas antes da cirurgia no ombro.
O Lakers pós-LeBron começa aqui
A saída de LeBron James para o Philadelphia, por dois anos no mínimo de veterano, mudou o desenho inteiro da lista. Durante oito temporadas, qualquer ranking do elenco começava por ele e terminava discutindo quem sobrava. Agora a hierarquia é simples de ler: um jogador que domina a bola, um segundo criador caríssimo, um pivô de proteção de aro e um monte de peças escolhidas para caber ao redor dos três.
Também saíram Rui Hachimura, Jaxson Hayes, Luke Kennard e Marcus Smart. Deandre Ayton foi trocado com o Washington por Jaden Hardy e escolhas futuras de segunda rodada. É reconstrução de rotação inteira, não ajuste fino.
Do 4º ao 7º: a camada que decide jogo apertado
4. Quentin Grimes, ala-armador, 26 anos. Quatro anos e US$ 60 milhões para ser titular de ala desde o primeiro dia. Em 75 jogos pelo Philadelphia, teve 13,4 pontos, 3,6 rebotes, 3,3 assistências e 1,7 bola de três convertida em 29,4 minutos. O valor dele aqui é de encaixe: acerta o arremesso de canto e marca o melhor perimetral adversário, exatamente o que o quinteto de Doncic e Reaves não consegue fazer sozinho.
5. Collin Sexton, armador, 27 anos. Dois anos e US$ 19,2 milhões, o melhor custo-benefício da offseason. Foram 15,4 pontos, 3,3 assistências, 2,3 rebotes e 1,1 roubo em 68 jogos. Sexton entra para atacar o aro quando o ritmo do jogo trava, e é o seguro direto contra outra ausência longa de Doncic.
6. Sandro Mamukelashvili, ala-pivô, 27 anos. Quatro anos e US$ 52 milhões surpreenderam, mas o número que importa é 38,9% de três em 80 jogos, com 11,2 pontos e 4,9 rebotes. É o garrafão que abre a quadra para os dribles de Doncic sem tirar um pivô da rotação. Disputa a vaga de ala-pivô titular.
7. Jaden Hardy, ala-armador, 24 anos. Chegou como peça de ajuste salarial na troca de Ayton e virou aposta legítima: 12,6 pontos por jogo depois de trocar Dallas por Washington na temporada passada. É o pontuador puro do segundo pelotão, com contrato pequeno e valor de troca crescente.
Do 8º ao 12º: especialistas, apostas e o melhor defensor do grupo
8. Matisse Thybulle, ala, 29 anos. A única contratação puramente defensiva. Em 30 partidas pelo Portland, teve 2,0 roubos de bola e um aproveitamento defensivo de 99,8, terceiro melhor da NBA entre quem atuou 30 jogos ou mais. A projeção por 36 minutos, 4,5 roubos, é recorde pessoal. Custou o mínimo de veterano.
9. Jake LaRavia, ala, 24 anos. Jogou as 82 partidas, com 8,2 pontos, 4,0 rebotes, 1,8 assistência e 1,3 roubo em 25,1 minutos. O problema mora nos 32,1% de três, insuficientes para uma função que existe basicamente para pontuar de fora. É o jogador do elenco com maior margem de crescimento e maior risco de ficar sem minutos.
10. Ziaire Williams, ala, 24 anos. Média de 8,7 pontos pelo Brooklyn e o único ala grande de verdade fora do garrafão. Assinou pelo mínimo, o que transforma qualquer rendimento acima da média em lucro.
11. Kevon Looney, pivô, 30 anos. Um ano no mínimo de veterano para ser o reserva imediato de Kessler. Não vai somar números, vai somar rebote e minutos em noites de contusão.
12. Jarred Vanderbilt, ala-pivô, 27 anos. Ficou em 4,4 pontos, 4,5 rebotes e 1,3 assistência. Continua sendo o marcador mais versátil do grupo, e continua sem arremesso, o que fecha a quadra justamente para o jogador que precisa de espaço. Contrato longo em elenco caro é combinação que atrai proposta de troca.
Do 13º ao 16º: o fim da fila e a vaga a menos
13. Dalton Knecht, ala, 25 anos. A 17ª escolha de 2024 caiu para 4,3 pontos e 44,5% de quadra, e virou o nome mais citado pelos apuradores como candidato ao corte. Jovan Buha, Trevor Lane e Iztok Franko apontaram Knecht como o mais provável.
14. Bronny James, armador, 21 anos. Com o pai em Philadelphia, o contexto mudou por completo. Segue como projeto defensivo de segunda unidade.
15. Adou Thiero, ala, 22 anos. Escolha de 2025, atleticamente pronto e ofensivamente cru.
16. Cameron Carr, ala-armador, 21 anos. A 24ª escolha de 2026, chegou numa troca de quatro times. Ano de aprendizado.
A conta não fecha: são 16 contratos garantidos para um limite de 15 na estreia. Alguém sai por troca ou dispensa antes de outubro, e os salários menores de Thiero, US$ 2,15 milhões, e Bronny, US$ 2,3 milhões, estão na conversa junto com os US$ 4,2 milhões de Knecht.
Os números lado a lado
| # | Jogador | Posição | Idade | 2025-26 | Função em 2026-27 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Luka Doncic | Armador | 27 | 33,5 pts / 7,7 reb / 8,3 ast | Eixo do ataque |
| 2 | Austin Reaves | Ala-armador | 28 | 23,3 pts / 4,7 reb / 5,5 ast | Segundo criador |
| 3 | Walker Kessler | Pivô | 25 | 14,4 pts / 10,8 reb / 1,8 toco (5 jogos) | Proteção de aro |
| 4 | Quentin Grimes | Ala-armador | 26 | 13,4 pts / 3,6 reb / 3,3 ast | Titular de ala |
| 5 | Collin Sexton | Armador | 27 | 15,4 pts / 2,3 reb / 3,3 ast | Pontuação do banco |
| 6 | Sandro Mamukelashvili | Ala-pivô | 27 | 11,2 pts / 4,9 reb / 38,9% de três | Garrafão que abre a quadra |
| 7 | Jaden Hardy | Ala-armador | 24 | 12,6 pts | Pontuador reserva |
| 8 | Matisse Thybulle | Ala | 29 | 2,0 roubos / defensivo 99,8 | Marcador de elite |
| 9 | Jake LaRavia | Ala | 24 | 8,2 pts / 4,0 reb / 32,1% de três | Ala de ligação |
| 10 | Ziaire Williams | Ala | 24 | 8,7 pts | Aposta de tamanho |
| 11 | Kevon Looney | Pivô | 30 | Veterano de mínimo | Rebote e minutos de emergência |
| 12 | Jarred Vanderbilt | Ala-pivô | 27 | 4,4 pts / 4,5 reb / 1,3 ast | Defesa de garrafão |
| 13 | Dalton Knecht | Ala | 25 | 4,3 pts / 44,5% de quadra | Em risco de corte |
| 14 | Bronny James | Armador | 21 | Rotação curta | Desenvolvimento |
| 15 | Adou Thiero | Ala | 22 | Draft 2025 | Desenvolvimento |
| 16 | Cameron Carr | Ala-armador | 21 | Draft 2026, 24ª escolha | Novato |
A distância entre o primeiro e o terceiro explica o desenho do ataque.
A régua que este ranking não mede
Todo ranking de agosto é um ranking de contracheque e de temporada passada. O que ele não mede é o ombro de Kessler segurando 65 jogos, o posterior de coxa de Doncic aguentando abril, o arremesso de LaRavia saindo dos 32%. Três respostas que só a quadra dá.
Vale lembrar de onde esse time vem: 50 vitórias e 27 derrotas, título da Divisão Pacífico, eliminação do Houston em seis jogos e queda diante do Thunder na segunda rodada, com o melhor jogador assistindo lesionado do banco. A lista acima é a aposta da diretoria de que a mesma campanha, agora com o armador inteiro e um pivô de verdade, chega mais longe. Em outubro, a primeira linha desse ranking vira nota de rodapé ou vira profecia.