O Lakers se apresenta nesta segunda no Media Day, e cada jogador chega com uma pergunta diferente esperando por ele. Doncic vai falar da coxa, Kessler do ombro, Reaves do papel novo. As pendências do time já contamos. Aqui estão as de cada um, nome por nome.
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Por que a segunda é dos jogadores
A diretoria já falou. Na quinta, Rob Pelinka e JJ Redick fizeram a coletiva de abertura da temporada e responderam o que cabia a eles: o time quer ficar mais jovem, estuda uma troca de dois por um para resolver o elenco cheio e só tem três titulares definidos. O que sobrou para segunda-feira é o que só o jogador pode contar.
O formato ajuda. No Media Day cada um senta sozinho diante dos microfones, em sequência, e a pergunta que pesa sobre ele não tem para onde escapar. Dirigente responde pelo plano. Jogador responde pelo próprio corpo, pelo próprio contrato e pela própria vaga.
Neste ano a lista é longa porque o elenco mudou quase inteiro. Oito nomes chegaram na offseason, LeBron James foi embora e o time que se apresenta na segunda nunca jogou uma partida oficial junto.
A pergunta de cada um
O corpo de Doncic e o ombro de Kessler
As duas perguntas mais importantes do dia são médicas, e nenhuma delas se responde com frase pronta. Doncic não joga uma partida oficial desde 2 de abril, quando sofreu um estiramento de grau 2 no posterior da coxa esquerda contra o Thunder. Perdeu as duas séries de playoff do time e passou a offseason inteira em um preparo cuidadoso, com muito trabalho na piscina e sem defender a Eslovênia. Ele já disse que está recuperado. O que ninguém disse ainda é quanto ele pesa, e no ano passado foi a foto oficial que respondeu isso antes de qualquer entrevista.
O caso de Walker Kessler é parecido e tem mais dinheiro envolvido. O pivô jogou cinco partidas na temporada passada antes de operar o ombro esquerdo, e mesmo assim o Lakers pagou duas escolhas de primeira rodada e um contrato de quatro anos por ele. Explicamos por que ninguém no elenco tem mais a provar. A pergunta de segunda não é se ele está liberado, porque o prazo de recuperação passou com folga. É se ele entra no camp sem nenhum limite de contato.
O que já foi dito na quinta
Vale assistir à coletiva de Pelinka e Redick antes do Media Day, porque ela deixa claro o que os jogadores vão ouvir. Foi ali que o técnico se disse seguro de três titulares, e só três, e que o dirigente admitiu a troca para passar de 16 para 15 contratos.
Daí sai a pergunta de Redick. Se Doncic, Reaves e Kessler estão garantidos, sobram duas vagas para um grupo grande. Quentin Grimes chegou para defender o perímetro, Sandro Mamukelashvili é pivô que arremessa e pode jogar ao lado de Kessler e Adou Thiero virou candidato de verdade, apesar de um arremesso de três que andou para trás em Las Vegas. Redick costuma segurar essa decisão até o fim da pré-temporada, e a resposta de segunda deve vir no mesmo tom.
Reaves e o vestiário sem LeBron
Reaves é o único dos oito cuja pergunta não é sobre dúvida, e sim sobre peso. Ele renovou por quatro anos na maior extensão já dada a um jogador que não foi escolhido no Draft, e agora é a segunda estrela de um time que perdeu a voz mais forte dos últimos oito anos. No ano passado, LeBron respondia primeiro e o resto do elenco respondia depois. Nesta segunda, quem fala do vestiário é ele e Doncic, e a forma como os dois dividirem esse papel diz muito sobre a temporada.
Os três que falam sobre o próprio futuro
Vanderbilt, Knecht e, em outro grau, Thiero vão ouvir perguntas sobre permanência. O caso de Vanderbilt é o mais delicado: o Lakers tenta trocá-lo desde julho, e o último ano do contrato pertence a ele, o que afasta interessados. Knecht é o nome que mais aparece quando o assunto é quem sai para o elenco caber em 15, e o time não tem mais escolhas de Draft para usar em uma troca, então o contrato dele virou moeda.
Nenhum dos dois vai dizer que quer sair, e a resposta padrão é conhecida: foco no camp, controlar o que dá para controlar. O que vale observar é o tom. Jogador que fala como quem está de passagem costuma estar mesmo.
O que a segunda não resolve
Media Day é dia de fala, não de decisão. O quinteto não sai dali, o corte também não, e ninguém anuncia troca no meio de uma sessão de fotos. O que o dia entrega é a primeira resposta de cada um diante de todo mundo, gravada, com data. É contra ela que o camp vai ser medido a partir de terça, e é por isso que a pergunta certa pesa mais do que a resposta.