Um ranking desta semana aponta a escolha 24 do draft como o melhor acerto do Lakers na offseason, e deixa a troca mais cara do ano em terceiro. Conferimos o preço dessa troca: o time entregou quatro ativos de draft pelo pivô, não dois, o que muda a conta da offseason inteira.
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Quem assinou a conta, e o que ele pôs em primeiro
O ranking é de Svyatoslav Rovenchuk, do LakeShowLife, publicado na segunda-feira. A ordem dele é contraintuitiva de propósito: o movimento mais barato da offseason em primeiro, o mais caro em último. É uma tese, não um placar, e vale discutir em cima dos números.
Ela também vai na direção oposta do que circulou por aqui nas últimas semanas. Byron Scott chamou a offseason do time de superestimada, e nós mesmos escrevemos que o Lakers pagou caro por um pivô que mal jogou na temporada passada. Duas leituras opostas do mesmo verão americano.
O novato que o time subiu uma posição para pegar
Cameron Carr saiu na escolha 24, pelo Knicks, e foi para Los Angeles na mesma noite. Para subir da 25 para a 24, o Lakers mandou a própria escolha e US$ 3 milhões em dinheiro. É a moeda mais barata que existe no draft: dinheiro não ocupa vaga, não conta no teto e não volta para assombrar ninguém em 2031.
Carr vinha de Baylor, onde foi o cestinha do time com 18,9 pontos por jogo, e usa a camisa 43 em homenagem ao pai. Na Summer League ele jogou quatro das cinco partidas e teve 18,0 pontos, 2,3 rebotes e 1,0 assistência. O argumento de quem o coloca em primeiro é simples: ele era cotado para a loteria e caiu.
O ala que só chegou porque o Kuminga disse não
Ziaire Williams assinou por um ano, no mínimo de veterano, e é o segundo da lista. Ele entrou na conversa depois que Jonathan Kuminga preferiu o Minnesota, por três anos e US$ 13 milhões, recusando uma proposta maior do Lakers. O time ficou sem o alvo principal e foi buscar o preço mais baixo da prateleira.
O currículo recente ajuda o argumento. Pelo Brooklyn, em 2025-26, Williams teve a melhor temporada da carreira: 56 jogos, 13 deles como titular, 22,9 minutos, 10,2 pontos e 2,4 rebotes, com 42,5% de aproveitamento de quadra e 34,3% nas bolas de três. Para um contrato que não custou nada em ativos, é bastante.
A conta do pivô é maior do que o texto diz
Aqui está a correção que muda a leitura do ranking. O texto original descreve o negócio do Walker Kessler como duas escolhas de primeira rodada, o preço normal de um agente livre restrito. Não foi isso. O Lakers mandou ao Utah duas primeiras rodadas sem proteção, em 2031 e 2033, e mais duas trocas de posição, em 2028 e 2030. São quatro ativos, e o efeito prático é que o Utah passa a mandar no draft do Lakers em quatro dos próximos sete anos.
A defesa do negócio existe e não é frágil: Luka Doncic costuma tirar o melhor de quem joga no garrafão ao lado dele, e as trocas de posição só doem se o time cair na tabela. Mas essa defesa depende de o Lakers seguir competitivo por sete anos seguidos, o que é uma aposta, não uma premissa. Com o preço certo na mesa, o terceiro lugar do pivô na lista faz mais sentido do que parecia.
O que isso muda até segunda-feira
O media day é dia 28, e as três apostas passam a ser cobradas ali. Carr chega como novato que já mostrou serviço no verão americano e disputa vaga no elenco principal. Williams chega para brigar pela vaga de ala que o time não conseguiu preencher no mercado. Kessler chega com a conta mais pesada e a menor amostra recente dos três.
O que o ranking acerta é a régua: custo contra retorno provável. O que ele erra é o custo de um dos três, e justamente do mais caro. Corrigido esse número, a conclusão continua a mesma, só que por um motivo mais duro: o Lakers acertou mais onde arriscou menos.