Byron Scott disse no podcast dele que o Lakers teve a offseason mais superestimada da NBA, respondendo a um palpite de 58 jogos ganhos. Ele é tricampeão pela franquia como jogador e treinou o time por duas temporadas. A opinião não está sozinha: as projeções públicas do time vão do play-in à elite do Oeste.
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O que ele disse, e a quem estava respondendo
A pergunta no episódio era direta: qual time teve a offseason mais superestimada da NBA. Um convidado tinha acabado de projetar 58 jogos ganhos para o Lakers. Scott pegou justamente aquele número como resposta.
“O Lakers. O time que você disse que ia ganhar 58 jogos. Acho que foi a offseason mais superestimada. Estou sendo sincero. Eu sou Lakers até o osso. Mas todo mundo falando dessas grandes contratações, e eu simplesmente ainda não vejo.”
Byron Scott, tricampeão pelo Lakers e ex-técnico do time, no podcast Fast Break
Vale registrar o que ele não fez. Scott não projetou campanha nenhuma, não citou uma posição no Oeste e não apontou um jogador como erro de contratação. A crítica dele é sobre o tamanho da expectativa, não sobre o tamanho do time.
Não é a primeira vez que ele fala do assunto
Em 9 de setembro ele já tinha aparecido no mesmo debate, quando Charles Barkley discordou de quem enterrou o time. Ali a discussão era o teto da equipe, até onde ela pode chegar em um ano bom. Agora é outra coisa: é o elenco que foi montado, peça por peça.
A posição dele não mudou de lado, ficou mais específica. Antes era ceticismo com o limite do time; agora é ceticismo com a lista de reforços.
A conta que o time fez na offseason
O elenco do Los Angeles Lakers mudou quase inteiro em torno de Luka Doncic. Chegaram Walker Kessler, Collin Sexton, Quentin Grimes, Matisse Thybulle, Ziaire Williams, Kevon Looney e Sandro Mamukelashvili. Austin Reaves ficou. E LeBron James saiu para o Philadelphia, o que tira do time o segundo maior volume de criação de jogada.
A leitura otimista diz que o time ficou mais jovem, mais fundo no banco e muito melhor de defesa perimetral, que era o buraco antigo. A leitura de Scott diz que trocar oito peças não é o mesmo que ficar oito peças melhor, e que a folha passou da linha do imposto para comprar uma aposta.
A dispersão das projeções é o verdadeiro assunto
O que dá peso à fala dele não é a fala, é o tamanho do desacordo em volta do time. Três contas públicas sobre a mesma temporada, e treze vitórias separando a mais baixa da mais alta.
Nós projetamos 49 vitórias e o quarto lugar, mais perto do meio do que de qualquer extremo. A ESPN pôs o time em sexto, com 45 a 37, dentro da faixa de play-in. O palpite de 58 que Scott contestou é o topo da escala, e é o único que exigiria o time melhorar cinco jogos em cima de uma campanha de 53 a 29 tendo perdido LeBron.
Vale lembrar o que nós já medimos: 45 vitórias não teriam dado vaga direta no Oeste em quatro das últimas cinco temporadas. A faixa que separa conforto de sufoco é estreita, e as três contas caem em lados diferentes dela.
Onde a opinião dele pesa e onde não pesa
Scott tem três títulos com a camisa e dois anos de banco como técnico. Isso dá a ele repertório para falar de vestiário e de como um grupo novo se acerta. Não dá informação de bastidor: ele não trabalha na franquia, não participa de reunião de elenco e não fala em nome de ninguém lá dentro.
Tratar a frase como termômetro do que o time pensa seria inventar. Ela é o que é: um ex-jogador da casa dizendo em público que o barulho da offseason passou do tamanho do que aconteceu em quadra. Daqui a sete meses a tabela decide quem estava lendo certo, e ninguém vai precisar de podcast para saber.