O The Athletic colocou o Lakers em oitavo no ranking de força da NBA para 2026-27, à frente de Timberwolves, Rockets e Nuggets. É o contrário da conta da ESPN, que pôs os três acima do time e projetou 45 vitórias. As duas leituras saíram na mesma semana.
Siga o Lakers Brasil no Instagram
O que o The Athletic enxergou
Quem assina o ranking é Law Murray, que cobre a NBA pelo The Athletic. A leitura dele parte de um ponto simples: o Lakers manteve o criador principal, garantiu o segundo e finalmente comprou um pivô de verdade. É pouco para virar favorito e é bastante para segurar uma temporada regular longa.
“Reaves renovou, então ele e Luka Doncic vão liderar o ataque sem discussão. Kessler entra no lugar de Ayton e dá ao Lakers um trio principal que ainda precisa provar que aguenta. O time deve ser forte na temporada regular enquanto Doncic, Reaves e Kessler estiverem disponíveis.”
Law Murray, repórter de NBA do The Athletic
A frase seguinte é a que interessa, porque é onde o elogio acaba. Murray escreveu que o piso do time, caso qualquer um dos três perca várias semanas, é uma preocupação séria. Ou seja: o oitavo lugar não é uma aposta no talento, é uma aposta na presença.
Os três times que trocam de lado
A ESPN publicou dias antes a projeção de campanha para o Oeste e chegou a um desenho diferente. Lá, o Lakers aparece em sexto, com 45 vitórias e 37 derrotas, dentro da faixa do play-in, e os três times que o The Athletic põe atrás dele passam na frente. Nós projetamos 49 vitórias e o quarto lugar, mais perto do The Athletic do que da ESPN.
Vitórias projetadas pela ESPN em 82 jogos
| No Oeste | Time | Vitórias |
|---|---|---|
| 3º | Nuggets | 51 |
| 4º | Rockets | 51 |
| 5º | Timberwolves | 50 |
| 6º | Lakers | 45 |
Vale dizer que a distância entre as duas publicações é menor do que parece à primeira vista. No ranking geral de força da própria ESPN, o Lakers aparece em nono, um degrau abaixo do The Athletic. O desacordo real está na ordem do Oeste, não na avaliação do time.
O ponto em que ninguém discorda
Todo elogio ao Lakers em agosto vem com a mesma cláusula. Luka Doncic fechou 2025-26 com 33,5 pontos por jogo, mas em 64 partidas, e terminou o ano com estiramento na coxa esquerda e nenhum minuto de playoffs. Austin Reaves renovou por quatro anos e US$ 185 milhões depois de uma temporada de 23,3 pontos, e é o único outro criador da folha.
O terceiro nome do trio é o mais delicado. Walker Kessler jogou cinco partidas em 2025-26 antes de operar o ombro, e custou dois anos de flexibilidade de draft: duas primeiras escolhas sem proteção e duas trocas de posição foram para o Jazz. O contrato é de topo de mercado para um jogador cuja última amostra cabe numa semana de calendário.
É por isso que a mesma projeção comporta 50 vitórias e 42. Não há um cenário intermediário confortável: ou os três jogam, e o time tem elenco de faixa alta, ou um deles some por um mês e a conta desaba para a briga do play-in.
A vaga que continua aberta
Murray guardou a ressalva mais concreta para o fim: Kevon Looney entra no lugar de Jaxson Hayes como pivô reserva, o que deve melhorar o rebote ofensivo, mas é difícil imaginá-lo aguentando minutos longos. O dado sustenta a dúvida. Looney tem 30 anos, assinou pelo mínimo de veterano e somou 21 partidas pelo Pelicans na temporada passada.
A alternativa dentro do elenco atual é Sandro Mamukelashvili, que deve pegar minutos na posição 5. Ele resolve espaçamento e não resolve proteção de aro, que é exatamente o que o time perde quando Kessler sai da quadra. A vaga de pivô reserva, num elenco montado ao redor de um pivô, segue sendo o buraco mais visível do plantel.
O que fazer com um ranking de agosto
Nada, na prática. Ranking de agosto não vale ponto e não sobrevive a duas semanas de dezembro. O que ele mede é outra coisa: o quanto o resto da liga ainda não decidiu o que pensar deste time. Um Lakers sem LeBron James pela primeira vez em oito anos, com um pivô caro que mal jogou e um trio que nunca dividiu uma quadra oficial, é um time que ninguém viu jogar.
O que decide não é a posição numa lista, é quantos jogos Doncic, Reaves e Kessler conseguem fazer juntos. Até aqui esse número é zero: Kessler passou a temporada passada no Jazz e parou no quinto jogo, e Doncic terminou o ano fora dos playoffs. A primeira amostra real chega em outubro.