O The Athletic colocou o Lakers em oitavo no ranking de força da NBA para 2026-27, à frente de Timberwolves, Rockets e Nuggets. É o contrário da conta da ESPN, que pôs os três acima do time e projetou 45 vitórias. As duas leituras saíram na mesma semana.

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Resumo rápido
Posição do Lakers entre os 30 times no ranking de força do The Athletic.
3 times
Timberwolves, Rockets e Nuggets ficam atrás no The Athletic e à frente na ESPN.
5 jogos
O que Walker Kessler jogou em 2025-26 antes da cirurgia no ombro.
53-29
Campanha da temporada passada, com quarto lugar no Oeste e queda na segunda rodada.
21 jogos
O que Kevon Looney, o reserva de Kessler, somou pelo Pelicans na última temporada.

O que o The Athletic enxergou

Quem assina o ranking é Law Murray, que cobre a NBA pelo The Athletic. A leitura dele parte de um ponto simples: o Lakers manteve o criador principal, garantiu o segundo e finalmente comprou um pivô de verdade. É pouco para virar favorito e é bastante para segurar uma temporada regular longa.

“Reaves renovou, então ele e Luka Doncic vão liderar o ataque sem discussão. Kessler entra no lugar de Ayton e dá ao Lakers um trio principal que ainda precisa provar que aguenta. O time deve ser forte na temporada regular enquanto Doncic, Reaves e Kessler estiverem disponíveis.”

Law Murray, repórter de NBA do The Athletic

A frase seguinte é a que interessa, porque é onde o elogio acaba. Murray escreveu que o piso do time, caso qualquer um dos três perca várias semanas, é uma preocupação séria. Ou seja: o oitavo lugar não é uma aposta no talento, é uma aposta na presença.

Os três times que trocam de lado

A ESPN publicou dias antes a projeção de campanha para o Oeste e chegou a um desenho diferente. Lá, o Lakers aparece em sexto, com 45 vitórias e 37 derrotas, dentro da faixa do play-in, e os três times que o The Athletic põe atrás dele passam na frente. Nós projetamos 49 vitórias e o quarto lugar, mais perto do The Athletic do que da ESPN.

Vitórias projetadas pela ESPN em 82 jogos

No Oeste Time Vitórias
Nuggets 51
Rockets 51
Timberwolves 50
Lakers 45
No The Athletic os três ficam atrás do Lakers, que aparece em oitavo entre os 30 times.A lista da ESPN projeta campanha; a do The Athletic ordena força de elenco.

Vale dizer que a distância entre as duas publicações é menor do que parece à primeira vista. No ranking geral de força da própria ESPN, o Lakers aparece em nono, um degrau abaixo do The Athletic. O desacordo real está na ordem do Oeste, não na avaliação do time.

O ponto em que ninguém discorda

Todo elogio ao Lakers em agosto vem com a mesma cláusula. Luka Doncic fechou 2025-26 com 33,5 pontos por jogo, mas em 64 partidas, e terminou o ano com estiramento na coxa esquerda e nenhum minuto de playoffs. Austin Reaves renovou por quatro anos e US$ 185 milhões depois de uma temporada de 23,3 pontos, e é o único outro criador da folha.

O terceiro nome do trio é o mais delicado. Walker Kessler jogou cinco partidas em 2025-26 antes de operar o ombro, e custou dois anos de flexibilidade de draft: duas primeiras escolhas sem proteção e duas trocas de posição foram para o Jazz. O contrato é de topo de mercado para um jogador cuja última amostra cabe numa semana de calendário.

É por isso que a mesma projeção comporta 50 vitórias e 42. Não há um cenário intermediário confortável: ou os três jogam, e o time tem elenco de faixa alta, ou um deles some por um mês e a conta desaba para a briga do play-in.

A vaga que continua aberta

Murray guardou a ressalva mais concreta para o fim: Kevon Looney entra no lugar de Jaxson Hayes como pivô reserva, o que deve melhorar o rebote ofensivo, mas é difícil imaginá-lo aguentando minutos longos. O dado sustenta a dúvida. Looney tem 30 anos, assinou pelo mínimo de veterano e somou 21 partidas pelo Pelicans na temporada passada.

A alternativa dentro do elenco atual é Sandro Mamukelashvili, que deve pegar minutos na posição 5. Ele resolve espaçamento e não resolve proteção de aro, que é exatamente o que o time perde quando Kessler sai da quadra. A vaga de pivô reserva, num elenco montado ao redor de um pivô, segue sendo o buraco mais visível do plantel.

O que fazer com um ranking de agosto

Nada, na prática. Ranking de agosto não vale ponto e não sobrevive a duas semanas de dezembro. O que ele mede é outra coisa: o quanto o resto da liga ainda não decidiu o que pensar deste time. Um Lakers sem LeBron James pela primeira vez em oito anos, com um pivô caro que mal jogou e um trio que nunca dividiu uma quadra oficial, é um time que ninguém viu jogar.

O que decide não é a posição numa lista, é quantos jogos Doncic, Reaves e Kessler conseguem fazer juntos. Até aqui esse número é zero: Kessler passou a temporada passada no Jazz e parou no quinto jogo, e Doncic terminou o ano fora dos playoffs. A primeira amostra real chega em outubro.