O Lakers estreou na California Classic com derrota por 104 a 72 para o Warriors, na noite de sexta-feira (3). O calouro Cameron Carr foi o principal destaque do time, com 19 pontos e cinco bolas de três, em uma noite de aproveitamento coletivo ruim: 37% nos arremessos de quadra.
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Carr transforma a derrota em vitrine
A primeira boa notícia da noite veio cedo. Carr acertou duas bolas de três nos minutos iniciais e fechou o primeiro quarto com oito pontos, mostrando exatamente o que o Lakers queria ver: um arremessador de mão rápida, sem medo de assumir o protagonismo em um elenco cheio de nomes brigando por espaço.
O calouro seguiu quente no segundo período, quando converteu mais uma do perímetro e chegou a 11 pontos. Antes do intervalo, acertou outra e foi a 14. No terceiro quarto, errou quatro arremessos seguidos antes de acertar a quinta bola de três da noite. Fechou o jogo com 19 pontos e dois rebotes, de longe a atuação mais consistente do time.
Warriors atira à vontade e resolve antes do intervalo
Se do lado do Lakers a história foi individual, do lado do Warriors ela foi coletiva. O calouro Yaxel Lendeborg acertou as quatro bolas de três que tentou no primeiro tempo e marcou 14 pontos. Ao lado de Will Richard, somou 32 pontos na primeira metade, com absurdos 8 de 9 do perímetro entre os dois.
O Lakers até segurou o primeiro quarto, quando perdia por apenas cinco. O segundo período, porém, foi um colapso: o time foi para o vestiário com 24 pontos de desvantagem. No acumulado dos três primeiros quartos, o Warriors converteu 65% dos arremessos de quadra, enquanto o Lakers patinava nos 37%, com seleção de arremessos apressada e desorganizada. No fim do terceiro, a diferença já era de 34 pontos.
O número que melhor resume a noite não é o placar, e sim o contraste de eficiência entre os dois ataques. Enquanto o Warriors encontrava arremessos limpos a cada posse, o Lakers colecionou tentativas forçadas no fim do relógio de posse e bolas contestadas. Em jogo de avaliação, esse padrão diz mais sobre a construção ofensiva coletiva do que sobre o talento individual disponível no elenco.
Thiero mostra sinais e o banco responde em partes
Adou Thiero, a outra grande atração da noite, teve participação discreta no placar, mas deixou boas impressões. Movimentou-se bem, defendeu com energia e converteu uma jogada de três pontos no terceiro quarto. Fechou com nove pontos, quatro rebotes, duas assistências e dois roubos de bola, números modestos que não traduzem a atividade constante do ala.
Arthur Kaluma foi o melhor nome do banco, com 12 pontos e seis rebotes, depois de aparecer cedo, ainda no primeiro quarto, com cinco pontos. Anton Watson somou nove pontos e três rebotes. Chris Mañon, responsável por organizar o ataque na abertura do terceiro quarto, terminou com oito pontos e três rebotes. Zhaire Smith e AK Okereke somaram 11 pontos saindo do banco.
Reação tardia e o que fica da estreia
O último quarto começou com o melhor momento coletivo do Lakers na noite: uma sequência de nove pontos seguidos, interrompida por uma bandeja de Graham Ike. Dali em diante, o jogo virou administração, com os dois times trocando cestas até a buzina final.
A leitura fria da estreia pede calma. Derrota por 32 pontos em Summer League preocupa menos do que pareceria na temporada regular: o torneio é laboratório, os minutos são distribuídos por prioridade de avaliação e o placar é consequência. O material coletado, esse sim, interessa. Carr provou que o arremesso viaja para o nível profissional. Thiero mostrou o motor físico e defensivo que o Lakers enxergou no draft. O resto do grupo terá os próximos jogos para transformar minutos em argumento.
Próximo compromisso: Heat no domingo
O Lakers volta à quadra no domingo (5), contra o Heat, às 17h30, horário de Brasília, pela segunda rodada da California Classic. Para Carr, a missão é simples de descrever e difícil de repetir: manter a pontaria que o colocou no centro da estreia. Para o resto do grupo, é provar que a noite de sexta foi acidente de percurso, e não retrato.