Ziaire Williams se coloca como titular do Lakers em 2026-27 e diz que a ida de Jonathan Kuminga para o Minnesota não mudou o cálculo dele. A fala saiu em entrevista a Ryan Ward, do Sports Illustrated, e amplia o recado que ele já tinha recebido da comissão técnica sobre a função defensiva.

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Resumo rápido
1 ano
Duração do contrato que Williams assinou com o Lakers em julho
13 de 56
Jogos em que ele foi titular no Brooklyn na temporada passada
10,2
Pontos por jogo em 22,9 minutos, com 34,3% nos arremessos de três
Minnesota
Destino de Kuminga, o reforço que o Lakers perseguiu por semanas

A resposta que Williams deu sobre a vaga de titular

A pergunta era direta: ele se vê começando os jogos em outubro? Williams não desconversou nem devolveu a frase pronta de quem prefere não se comprometer. Disse que sim, jogou a decisão para quem monta o elenco e, no mesmo fôlego, tirou Kuminga do meio da conta.

“Sim, eu me vejo, e essa é a função do gerente geral, certo, juntar as melhores peças para tentar ganhar um título. Não acho que tenha mudado alguma coisa por causa de o Kuminga estar aqui ou não. Desejo boa sorte a ele em Minnesota.”

Ziaire Williams, ala do Lakers, ao Sports Illustrated

A entrevista aconteceu no ginásio de uma escola pública da cidade onde ele cresceu, no norte do condado de Los Angeles, durante o acampamento gratuito que ele organiza todo ano com apoio da Herbalife e da Impact Basketball. Não foi coletiva de pré-temporada nem conversa marcada pela assessoria do time. É por isso que a resposta saiu sem filtro.

A disputa que sobrou na ala do Lakers

Kuminga fechou por duas temporadas com o Minnesota, segundo o quadro de movimentações do NBA.com. Foi o fim de uma perseguição que consumiu boa parte de julho e agosto do Lakers e que terminou sem reforço, com o time voltando para dentro do próprio elenco atrás de quem completa o quinteto.

Sobraram quatro nomes para uma vaga na ala. Jarred Vanderbilt e Jake LaRavia começam na frente porque já jogaram no sistema de JJ Redick e sabem onde ficar quando a bola para do lado forte. Adou Thiero chega no segundo ano, com pernas e sem minutos. Williams é o único dos quatro que abriu a boca para dizer que quer a vaga.

Vale lembrar o desenho que o time fez para ele em julho. Redick e Rob Pelinka não venderam ataque a Williams: pediram marcação no primeiro passe, o trabalho de segurar o melhor jogador adversário antes de a jogada nascer. Quem entra por esse caminho não precisa de arremesso para virar titular, precisa de constância.

O que a temporada no Brooklyn diz sobre ele

Os números da última temporada explicam o tamanho do salto que ele pede. Williams jogou 56 partidas pelo Brooklyn, sendo 13 como titular, com 22,9 minutos, 10,2 pontos, 2,4 rebotes e 1,1 assistência por jogo. Acertou 42,5% dos arremessos de quadra, 34,3% das bolas de três e 85% dos lances livres.

O buraco está nas 26 ausências. Foi por isso que ele resumiu a própria offseason em uma frase de sala de musculação: primeiro ficar forte, deixar o corpo em ordem, porque “estar disponível é a melhor habilidade”. Marcar o melhor jogador do outro time exige fôlego e exige estar em quadra na quarta partida de uma semana pesada.

A volta para casa que ele esperou desde a adolescência

Williams cresceu a uma hora e meia de carro da arena do Lakers e estudou no Sierra Canyon, a mesma escola de Bronny James. Contou a Ward que só foi a um acampamento de jogador uma vez na vida, um do LeBron James, e que os pais dele juntaram dinheiro para pagar a inscrição. O acampamento que ele organiza hoje é de graça e entrega material escolar junto.

A frase que mais diz sobre o momento dele não é sobre basquete. Perguntado se este ano parecia diferente, respondeu que um pouco, “porque agora eu sei que as pessoas podem torcer por mim e pelo time da casa”. É a primeira vez que jogar bem e jogar perto se resolvem no mesmo endereço.

O minicampo na Eslovênia entrou na conta. Williams elogiou Luka Doncic como anfitrião, falou de golfe, remo, boliche e uma sequência de jantares, e disse que o elenco voltou de lá mais à vontade, com jogador mandando mensagem para jogador. Time que se fala fora de quadra costuma resolver mais rápido a discussão de quem começa jogando.

Nada disso decide a vaga, e Williams sabe. A vaga se decide na primeira semana de treinos, quando Redick escolher quem ele quer ver em quadra contra o armador adversário na primeira posse de bola. Até lá, o que Williams tem é a única candidatura declarada em voz alta.