JJ Redick vai separar os minutos de Luka Doncic e Austin Reaves para o Lakers ter quase sempre um dos dois em quadra. O plano saiu no training camp e muda a rotação inteira, porque mexe justamente com a dupla que divide a bola no ataque.
O que Redick disse
A pergunta era simples: com dois criadores de jogo do tamanho de Doncic e Reaves, quem segura o ataque quando um deles senta? Redick respondeu com nomes e com uma regra.
“Com o Collin, o Q, o Bronny conforme continua se desenvolvendo, e o Jaden se estiver na rotação, temos jogadores que conduzem a bola e criam o ataque. Já trabalhamos alguns padrões de substituição, e a minha expectativa é que, em geral, os dois vão se revezar. Vamos ter um deles em quadra.”
JJ Redick, técnico do Lakers, no training camp
A fala foi registrada pelo Lakers Nation. O “em geral” importa: Doncic e Reaves continuam titulares juntos, e a tendência é que terminem juntos os jogos apertados. O revezamento é sobre o miolo de cada tempo, o trecho em que um time costuma perder o fio quando os dois principais estão no banco ao mesmo tempo.
A conta dos minutos fecha
Na temporada passada, Doncic jogou 35,8 minutos por partida e Reaves, 34,5. Somados, dão pouco mais de 70 minutos, para um jogo que tem 48. Na prática, isso significa que o Lakers consegue ter um dos dois em quadra o tempo inteiro e ainda deixar os dois juntos por uns 20 minutos, que é mais ou menos o começo de cada tempo e o fim do jogo.
O desenho clássico é o titular que sai mais cedo voltar mais cedo. Doncic começa, senta no meio do primeiro quarto e volta para segurar o início do segundo, enquanto Reaves descansa. No segundo tempo, a ordem pode se repetir ou inverter. O que não acontece é os dois sentarem juntos e o time ficar sem ninguém para criar.
Há também um ganho de saúde. Doncic jogou 64 partidas em 2025-26 e Reaves, 51. Com o revezamento, nenhum dos dois precisa carregar o ataque sozinho por longos trechos, e a carga fica mais espalhada ao longo da temporada.
Quem segura a bola enquanto um descansa
O revezamento só funciona se o reserva da vez não deixar o ataque parar. Redick citou quatro nomes, e cada um chega com um perfil diferente.
Collin Sexton é o candidato mais óbvio para o papel de armador do segundo quinteto. É quem mais pontuou entre os quatro e o único que já foi o primeiro nome do ataque de um time inteiro. Grimes chega com perfil mais equilibrado, capaz de defender o melhor armador adversário e ainda iniciar a jogada quando a bola cai na mão dele.
Hardy entra com uma ressalva do próprio técnico, “se estiver na rotação”. Bronny também vem com condição: “conforme continua se desenvolvendo”. São as duas apostas da lista, e a briga por minuto no camp vai decidir se algum deles entra de verdade no revezamento.
O que muda para o resto do elenco
A regra de Redick tem um efeito colateral: o reserva da armação nunca vai jogar ao lado de um banco inteiro. Sempre que Sexton ou Grimes entrar para conduzir, Doncic ou Reaves vai estar em quadra junto. Isso tira do reserva a obrigação de criar tudo e deixa para ele o papel de segunda opção, que é onde Sexton e Grimes costumam render mais.
Para Doncic e Reaves, a mudança também é de papel. Quando um deles está sozinho em quadra, a bola é dele, sem divisão. Quando os dois estão juntos, um precisa aceitar jogar mais longe da bola. É o ajuste que o próprio Reaves já tinha apontado como o mais difícil de dividir o ataque com Doncic.
A estreia contra o Kings, na segunda-feira, em Sacramento, mostra o primeiro rascunho. Redick já avisou que ninguém tem minuto garantido, então os padrões de substituição ainda vão mudar até 21 de outubro. Mas a regra de base já está decidida: o Lakers não pretende passar um trecho de jogo sem quem decide.