O Lakers contratou Eric Amsler como segundo assistente de gerente-geral, informou Shams Charania. Ele sai do Miami depois de 22 anos e ocupa a vaga que a franquia tinha congelado em agosto, enquanto a venda para Bob Iger e Josh Kushner não se resolvia. É o segundo nome abaixo de Rob Pelinka.
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A vaga estava parada desde agosto
Em 19 de agosto nós contamos que o Lakers tinha travado a montagem do próprio departamento de basquete. O desenho previa dois assistentes abaixo de Rob Pelinka, um voltado a dados e outro a garimpo e formação de jogador. O primeiro foi contratado em maio. O segundo ficou no ar, e o motivo não era falta de candidato: era a venda da franquia para Bob Iger e Josh Kushner, que segue sem desfecho, com a família Buss discutindo a própria saída na Justiça.
Contratar executivo de alto escalão é compromisso de anos, e quem assina precisa ter autoridade para assinar. Ninguém queria montar a estrutura que o próximo dono vai herdar. A contratação de agora diz que essa trava caiu, mesmo com a disputa sobre quem manda ainda em aberto.
Os dois assistentes de Pelinka, e o que cada um faz
O comando ficou com três nomes: Pelinka acima, e dois assistentes com áreas separadas. Nenhum dos dois veio de dentro. Os dois foram tirados de outras franquias, o que é o oposto da praxe do Lakers na década passada, quando o departamento se abastecia de ex-jogadores e gente da casa.
Ramadas chegou em 26 de maio e é o caso mais incomum dos dois. Ele passou doze anos na indústria aeroespacial antes de entrar no basquete, ficou nove temporadas no Pelicans e levou para lá modelos próprios e uso de inteligência artificial. Pelinka descreveu o cargo dele como o lado de estratégia, com teto salarial, análise e dados. Amsler entra pelo lado oposto: o do olho, da viagem e do relatório de jogador.
Do estágio à vice-presidência, sem trocar de time
A trajetória de Amsler tem uma linha só. Ele entrou no Miami em 2004 como estagiário, recém-saído da faculdade, e subiu degrau por degrau dentro da mesma organização até virar vice-presidente de pessoal de jogadores.
A passagem pela G League é a parte que mais interessa a quem torce para o Lakers. É lá que se decide o que fazer com jogador de contrato de duas vias, com escolha tardia de Draft e com atleta que ainda não joga na NBA mas pode jogar. O Lakers tem uma fila desses nomes no elenco atual, e vinha tratando a própria filial como assunto de segunda ordem.
Por que a saída pesa mais no Miami do que parece
Time perde executivo o tempo todo. O Miami, não. A cobertura americana tratou o caso como saída rara justamente porque o departamento de basquete do Heat é conhecido por segurar as próprias pessoas por décadas, e Pat Riley já citou Amsler em público como um dos responsáveis por abastecer o elenco de gente jovem. Levar alguém de lá é mais difícil do que a manchete sugere.
Falta a parte que o anúncio não resolve. Contratação de bastidor não aparece na súmula e não ganha jogo em outubro. O que ela diz é sobre método: o Lakers passou anos apostando em nome grande e reagindo ao mercado, e agora montou um comando com duas especialidades que a franquia não tinha em casa. Se isso vira vantagem, a resposta não vem nesta temporada, vem nas escolhas que ninguém vai comemorar na hora.