O Lakers criou um problema para Bronny James antes de o training camp abrir, e o nome dele é Collin Sexton. Os dois disputam a mesma vaga e não jogam juntos. A tese é de Tyler Watts, do LakeShowLife. Já tínhamos contado que ele aceitou o papel secundário.
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O argumento do LakeShowLife
Watts parte de uma conta de encaixe, não de talento. O Lakers contratou Collin Sexton por dois anos e US$ 19,2 milhões para ser o sexto homem, ou seja, para pontuar saindo do banco. É exatamente a vaga de armador reserva que Bronny disputaria.
E os dois não se resolvem juntos em quadra. São dois armadores de estatura parecida, os dois com dificuldade de marcar em cima, e colocar os dois ao mesmo tempo abriria um buraco na defesa que o time não tem como cobrir. Ou entra um, ou entra o outro. Quem tem contrato de sexto homem entra primeiro.
O tamanho real da carreira dele até aqui
É aqui que a conversa costuma sair do lugar, porque o sobrenome faz parecer que ele já jogou muito. Não jogou. Em duas temporadas de NBA, Bronny nunca passou de 42 partidas nem de nove minutos por jogo.
Multiplicando, dá pouco mais de 370 minutos na temporada passada, o total mais alto que ele já teve. É menos do que um titular joga em dez partidas. Toda a discussão sobre o que Bronny é ou não é acontece em cima de uma amostra desse tamanho.
O que ele melhorou, e não é pouco
O arremesso de três saiu de 28,1% no ano de calouro para 38,6% no segundo, e essa é a razão principal de ele seguir no elenco. Um armador reserva que acerta de fora nesse ritmo tem função em qualquer time, porque abre a quadra para quem tem a bola.
O problema é que essa melhora não resolve o encaixe. Sexton faz a mesma coisa e faz há mais tempo, com produção de sexto homem de verdade. Quando o time precisa escolher, o que pesa não é quem evoluiu mais, é quem entrega mais amanhã.
E a fila atrás dele não ajuda. Além de Sexton, o Lakers tem Jaden Hardy, Dalton Knecht, Ziaire Williams e o calouro Cameron Carr disputando o pouco tempo de quadra que sobra da segunda unidade. Em noite normal, saem duas vagas de rotação para meia dúzia de candidatos, e Bronny é o mais novo de todos eles em minutos de NBA.
Por que a conta aperta agora
O contrato dele está garantido nesta temporada, em torno de US$ 2,3 milhões, e o Lakers tem uma opção de time de cerca de US$ 2,5 milhões para 2027-28. Se essa opção for exercida, ele chega ao fim daquela temporada como agente livre restrito, com o time ainda tendo o direito de cobrir proposta.
Ou seja, a decisão sobre o futuro dele começa a ser tomada agora, com o elenco principal montado e a rotação apertada. Time nenhum estende contrato de quem não joga, e minuto de rotação é justamente o que a chegada de Sexton tirou.
Tem uma saída, e ela não é bonita nem rápida: a G League. Bronny já passou por lá e voltou melhor, e é onde um armador de terceiro ano consegue as horas de jogo que a NBA não vai dar. O que decide a temporada dele não é o que acontece no camp de outubro. É o que ele fizer nos meses em que ninguém estiver olhando.