Bronny James apareceu em video disputando um contra um com Darius Garland e Jordan Clarkson, dois jogadores da NBA. O clipe e de 14 de setembro. O filho de LeBron James entra na terceira temporada com a vaga garantida no elenco, mas ainda sem minutos que expliquem a vaga.
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Com quem ele escolheu jogar
O vídeo saiu no canal Ball Game e mostra disputas de um contra um organizadas pelo treinador Chris Johnson. Não é aquecimento coletivo nem sessão de arremesso: é o formato em que ninguém se esconde, porque não há passe para sair da jogada nem companheiro para cobrir erro de defesa.
Os dois adversários não são figurantes. Darius Garland é o armador titular do Clippers, chegou a Los Angeles na troca que mandou James Harden para Cleveland e recebe 42,1 milhões de dólares nesta temporada. Jordan Clarkson passou a temporada passada no Knicks e terminou o ano com um anel, depois de jogar 18 dos 19 duelos de playoffs na campanha do título.
O que Bronny trabalha no clipe é ataque, e de um tipo específico: receber parado para arremessar, atacar de costas para a cesta e ajustar os pés antes de subir. São as três coisas que faltam para um defensor virar jogador de rotação.
O espelho que Clarkson oferece
A presença de Clarkson ali é a parte mais interessante, e provavelmente não é coincidência. Ele chegou à NBA pelo Lakers, escolhido na 46ª posição do draft de 2014, a segunda rodada, o lugar onde os nomes costumam desaparecer. Ficou três temporadas e meia em Los Angeles, passou por Cleveland e por Utah, e no ano passado assinou pelo mínimo de veterano com o time de Nova York.
Doze anos depois, tem média de carreira de 15,3 pontos, mais de 140 milhões de dólares recebidos e um título. Ninguém o projetava para nada disso quando foi escolhido. É exatamente o percurso que interessa a um jogador na situação de Bronny: não o do talento que estoura no segundo ano, e sim o do sujeito que se torna útil aos poucos, em funções específicas, até que o time pare de conseguir tirá-lo da quadra.
O número que ainda não mudou
A temporada passada de Bronny foram 2,9 pontos por jogo, com 40,9% de aproveitamento de quadra, 0,5 rebote e 1,2 assistência. O total de minutos ficou em 375, o que equivale a pouco mais de oito jogos inteiros de um titular. Nos playoffs, 1,5 ponto em 5,3 minutos por partida. Somando as duas primeiras temporadas, são 2,7 pontos de média em 69 jogos.
Não é um número que condene ninguém com 22 anos, e também não é um número que sustente uma vaga sozinho. O elenco do Lakers chega a outubro com um jogador a mais do que o regulamento permite, e ele não é o candidato mais citado a sair. Mas a distância entre não ser cortado e entrar na rotação continua sendo o problema dele.
A fila à frente dele também não encolheu. No perímetro, o time tem Luka Doncic e Austin Reaves com a bola, Quentin Grimes contratado para abrir a quadra e defender, Collin Sexton e Jaden Hardy disputando os minutos que sobram do banco. É um grupo em que a vaga de armador reserva tem dono e a de ala-armador tem fila. Para Bronny, o caminho mais curto continua passando pela filial na G League, onde ele pode jogar trinta minutos por noite em vez de cinco.
O que dá para ler de um vídeo de setembro
Pouca coisa, e convém dizer isso com todas as letras. Treino de offseason não prova nada, todo jogador aparece bem em vídeo editado por quem organizou a sessão, e a temporada começa em 21 de outubro. O que um clipe assim mostra é escolha, não desempenho.
E a escolha aqui foi procurar adversários melhores em um formato que não perdoa. Bronny passou dois anos ouvindo que está onde está por causa do sobrenome. Aparecer no um contra um contra um titular de 42 milhões e um campeão da NBA não responde a isso, mas também não é o que faz quem já se conformou com a resposta.