A defesa do Lakers segurou o Heat em 45 pontos no segundo tempo e o Kings em 87 nos 43 minutos finais, depois de um tempo pedido por JJ Redick. Nos dois jogos o time entrou mal sem a bola e se corrigiu durante a partida, como já tinha aparecido na vitória em Sacramento.

InstagramSiga o Lakers Brasil no Instagram@lakersbrasilnba: notícias, bastidores e vídeos do Lakers todo diaSeguir

Resumo rápido
45
Pontos do Heat no segundo tempo de segunda, depois de 72 no primeiro.
87
Pontos do Kings nos 43 minutos que vieram depois do primeiro tempo pedido por Redick.
18
Erros forçados contra o Kings, que viraram 23 pontos do Lakers.
16º
Lugar do Lakers em eficiência defensiva na liga, segundo o Cleaning the Glass.

O que Redick viu nos dois jogos

Contra o Heat, na segunda-feira, na Crypto Arena, o Lakers foi para o intervalo vencendo por 79 a 72, com uma defesa que tinha deixado Giannis Antetokounmpo e Bam Adebayo à vontade no garrafão. Na volta, o Heat fez 21 pontos no terceiro quarto e 24 no último. Pelo Cleaning the Glass, o segundo tempo terminou com 95,7 pontos sofridos a cada 100 posses, marca de defesa de primeira linha. O placar final foi 138 a 117.

Em Sacramento, dois dias depois, o roteiro se repetiu de outro jeito. O Kings abriu 16 pontos em quatro minutos e meio, Redick parou o jogo e, dali em diante, o rival marcou 87 pontos em pouco mais de 43 minutos. O Lakers venceu por 116 a 103, a sétima vitória em nove jogos.

“Quando o jogo começou, a gente estava apagado. Pedi tempo cedo, eles já tinham 16 pontos, e depois fizeram 87 no resto do jogo. O que anima desse lado da quadra é que o esforço e a vontade de executar estão muito altos. Os segundos esforços foram muito bons, tivemos várias trocas de marcação e coberturas, e eles terminaram muitas posses com o relógio estourando.”

JJ Redick, técnico do Lakers, depois da vitória sobre o Kings

A entrevista foi registrada pela Silver Screen and Roll, em texto de Jackson Frank. Pelo mesmo levantamento, os 105,1 pontos sofridos a cada 100 posses em Sacramento formam a terceira melhor atuação defensiva do Lakers na temporada, atrás da vitória sobre o Clippers em 28 de outubro (90,9) e da estreia contra o Warriors (96,5).

Os números da noite em Sacramento

O Kings acertou 35 de 90 arremessos, 38,9%, e só 12 de 38 bolas de três, 31,6%. O Lakers somou 13 tocos e 11 roubos de bola, e as 18 perdas de posse do rival viraram 23 pontos. A diferença pesou porque o ataque, um dos mais eficientes da liga até ali, teve uma noite travada: 45% nos arremessos de quadra e as mesmas 12 bolas de três em 38 tentativas. Quem segurou o placar foram a defesa e a linha de lance livre, com 34 acertos em 38.

Kessler fechou a porta no último quarto

O fim do jogo teve a assinatura de Walker Kessler. O Kings chegou a encostar em 101 a 94 com quatro minutos para o fim, e o pivô respondeu com 10 pontos, cinco rebotes, quatro tocos e um roubo só no último quarto, antes de ser eliminado por faltas. Ele é o terceiro da NBA em tocos. Kessler admitiu que sofreu nos três primeiros quartos e disse que se apoiou nos companheiros e na comissão técnica para virar a noite.

Luka Doncic também apareceu desse lado da quadra. Além dos 40 pontos, ele sofreu faltas de ataque e entrou nas linhas de passe. Para Eric Lambkins II, do The Sporting Tribune, que acompanhou o jogo em Sacramento, é a melhor temporada defensiva da carreira do esloveno, e com folga.

Onde a conta ainda não fecha

O próprio Kessler deixou o alerta depois do jogo. “A gente precisa acertar algumas coisas na defesa. Quando o time se arma na meia quadra, a defesa é boa. Precisamos melhorar na transição, como grupo”, disse o pivô.

Os números confirmam a leitura. O Lakers é o oitavo melhor da liga na defesa de meia quadra, com 91,3 pontos sofridos a cada 100 posses, e o sétimo na defesa de contra-ataque. O problema é a frequência: é o sexto time que mais deixa o rival correr, em 16,9% das posses. Somado tudo, aparece só em 16º na eficiência defensiva geral. Os pontos sofridos jogo a jogo mostram a oscilação:

  • Warriors, 105 (vitória)
  • Clippers, 117 (vitória)
  • Jazz, 123 (vitória)
  • Blazers, 136 (derrota)
  • Clippers, 87 (vitória)
  • Warriors, 112 (derrota)
  • Raptors, 125 (vitória)
  • Heat, 117 (vitória)
  • Kings, 103 (vitória)

A média é de 113,9 pontos sofridos por jogo. Os dois melhores números da lista, contra Clippers e Warriors, vieram em vitórias com folga, e o pior, contra o Blazers, foi a primeira derrota da temporada.

O teste de sexta contra o Blazers

A próxima prova é a mais dura possível para essa defesa. O Blazers tem o melhor ataque da NBA pelo Cleaning the Glass, está entre os cinco melhores tanto na meia quadra quanto no contra-ataque e foi o time que mais pontuou contra o Lakers no ano: 136 a 129, em 27 de outubro, na Crypto Arena. A revanche é nesta sexta, no mesmo ginásio, à meia-noite de sábado no horário de Brasília. Os detalhes de transmissão e escalação estão na prévia de Lakers x Blazers.

Se a defesa que apareceu depois dos sustos contra Heat e Kings entrar em quadra desde o primeiro minuto, o Lakers chega a esse jogo com um argumento que não tinha em outubro. Se repetir o começo lento, o Blazers é justamente o time que não costuma dar uma segunda chance.