JJ Redick revelou uma arma defensiva que o Lakers usou contra o Kings sem nunca ter treinado, e avisou que ela vai ser usada outras vezes nesta temporada. O técnico contou depois da vitória de quinta que decidiu testar a novidade ao vivo, no meio do jogo.
O que Redick contou
A novidade é a defesa por zona. Em vez de cada jogador marcar um adversário, o time protege áreas da quadra. Redick contou que a comissão técnica decidiu testar a cobertura durante o jogo de quinta, conversou sobre ela em um pedido de tempo e mandou para a quadra.
“A gente ainda nem treinou isso. Vai ser uma arma para nós. Vamos usar zona.”
JJ Redick, depois da vitória sobre o Kings
A ideia combina com o elenco que o Lakers montou. Redick citou Matisse Thybulle, Ziaire Williams e Adou Thiero como os alas capazes de pressionar a bola no perímetro e depois recuar para a zona. É uma defesa em duas etapas: primeiro, o incômodo no portador da bola; depois, a proteção do garrafão com todos recuados.
A pressão que já funcionou
A zona chega como complemento de uma marca que o Lakers já mostrou na pré-temporada: a pressão na quadra inteira. Na estreia, contra o Kings em Sacramento, a defesa forçou 26 perdas de bola, 16 delas só no primeiro tempo, e roubou 15 bolas. “Claramente, aquele incômodo de que falamos se manteve”, disse Redick depois do jogo. “A defesa forçando perdas de bola ajudou o nosso ataque.”
Na quinta, o Kings voltou a errar muito e cometeu 25 perdas de bola. A diferença é que o Lakers também cometeu 24, e Redick cobrou o próprio time: “Temos que cuidar melhor da bola. Isso vale para todo mundo”.
Por que a zona faz sentido
A defesa por zona pode ajudar o Lakers a esconder dois problemas. O primeiro é a marcação individual de Luka Doncic e Austin Reaves, que sempre foram vistos como o ponto fraco do time na defesa. Na zona, os dois protegem uma área, em vez de perseguir o melhor atacante adversário pela quadra inteira.
O segundo é o garrafão. Sem Walker Kessler, que ainda se recupera de uma lesão no dedo, o Lakers levou 52, 48 e 62 pontos perto da cesta nos três jogos. Com mais gente recuada, a zona fecha o caminho para a cesta, ainda que abra espaço para o arremesso de fora.
O teste que vem
A zona ainda é uma carta na manga, e Redick deve usá-la em momentos específicos, e não como defesa principal. O teste mais duro vem na terça, contra o Warriors, em Las Vegas. Na derrota por 124 a 98 para o mesmo adversário, nesta semana, o Warriors acertou 51% dos arremessos e mostrou que a pressão sozinha não basta contra um ataque que move a bola. Depois, o Lakers enfrenta o Nuggets, na sexta seguinte, e estreia na temporada em 21 de outubro.
Redick também quer ver a defesa com o time completo. “Gostaria de ter notícias sobre algumas pessoas nos próximos dias e ver como fica com força máxima”, disse. Com Kessler no garrafão atrás da zona, a arma que o Lakers nem treinou pode ficar ainda mais perigosa.