Stephen Curry admitiu publicamente que quer jogar ao lado de LeBron James no Golden State Warriors. Durante um torneio de golfe, o armador disse que “adoraria” a parceria e torce para que aconteça, enquanto o astro, agora agente livre após deixar o Lakers, avalia com calma o próximo destino da carreira.
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Curry fala de LeBron entre uma tacada e outra
O assunto veio à tona longe da quadra. Curry participa do American Century Championship, torneio de golfe de celebridades que começou nesta semana, quando um repórter perguntou sobre a chance de James se mudar para a Bay Area. O armador não fugiu do tema, mas devolveu a pergunta com bom humor antes de deixar escapar o desejo.
“Por enquanto, o que me interessa mesmo é jogar golfe com o LeBron. A parte do basquete a gente resolve depois, aqui eu só quero ver o LeBron agente livre do golfe. Ele está ralando de verdade no jogo”, brincou o armador. Em seguida, ficou sério: “Mas claro que a gente adoraria jogar junto. Tomara que aconteça. Ele merece essa chance e tem todo o direito de decidir com calma.”
Não é só conversa. Curry teria planos recentes de se encontrar com James para discutir a possibilidade de unir forças, repetindo a sintonia que os dois mostraram vestindo a camisa dos Estados Unidos.
O adeus ao Lakers que ninguém segurou
James informou o Lakers na manhã de 30 de junho, poucas horas antes da abertura oficial da agência livre da NBA, que não seguiria no time. Foram oito temporadas em Los Angeles, coroadas pelo título de 2020. Mas o relógio começou a correr mais alto quando a franquia trocou por Doncic, em fevereiro de 2025, e assumiu de vez que o futuro tinha outro nome no comando.
A chegada do esloveno reorganizou a hierarquia. O Lakers passou a construir a próxima década em torno de um armador de 26 anos, e a permanência de um veterano de 41 deixou de ser prioridade estratégica. A saída, por mais simbólica que seja, tinha lógica de calendário.
Os seis destinos que disputam o camisa 23
O Warriors não está sozinho na fila. Segundo o noticiário da liga, seis franquias aparecem como possibilidades reais para James nesta janela:
- Golden State Warriors
- Cleveland Cavaliers
- Philadelphia 76ers
- Miami Heat
- Minnesota Timberwolves
- Denver Nuggets
Cada uma oferece um argumento diferente. Cleveland é a casa de origem, Miami é o capítulo dos anéis de 2012 e 2013, e Denver entrega a chance de jogar ao lado de um MVP no auge. O Warriors, porém, é o que mais se mexeu para tornar o sonho concreto.
Por que a Bay Area seduz, mas não decide
A motivação do Golden State é pública. O time teria sondado uma troca por Anthony Davis, ex-parceiro de James no Lakers, justamente para pavimentar a chegada do maior cestinha da história da liga. É o tipo de movimento que só se faz quando a mira está definida.
Há química fora da quadra também. Curry e Draymond Green, os dois pilares do time na última década, têm relação próxima com James. Curry, que venceu o American Century Championship em 2023, adotou o golfe como hobby, esporte que o astro passou a praticar recentemente. A parceria nas Olimpíadas de 2024, quando os dois carregaram a seleção dos EUA ao ouro, virou a prévia que alimenta a especulação.
Ainda assim, desejo não é assinatura. James deixou claro, pela boca de Curry, que vai tomar seu tempo. Aos 41 anos, com o poder de escolher onde encerra uma das maiores carreiras já vistas, ele não deve decidir pela nostalgia de um amigo no golfe. A Bay Area tem o roteiro pronto. Falta o protagonista dizer sim.