Danny Green disse que gostou das peças que o Lakers trouxe nesta offseason, e parou de elogiar quando chegou nos playoffs. Ele falou na ESPN de Los Angeles. É a segunda leitura de um campeão pela franquia em uma semana, depois da de Derek Fisher, e as duas não terminam no mesmo lugar.
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O que Danny Green disse
Green ganhou três títulos na NBA e um deles foi aqui, em 2020, jogando ao lado de LeBron James e Anthony Davis. Ele acompanhou a reformulação de longe e admitiu que demorou a entender o que o time estava fazendo.
“No começo eu não sabia para onde eles estavam indo, e aí tudo aconteceu muito rápido. Eu pensei: caramba, certo, essa peça, aquela peça. E eu gostei de muitas das peças que eles pegaram.”
Danny Green, campeão pelo Lakers em 2020, na ESPN de Los Angeles
A leitura dele é de profundidade e velocidade. O time ficou mais fundo e mais rápido do que era, e isso costuma render em calendário longo, quando o que decide é ter gente descansada em fevereiro.
A ressalva é sobre os playoffs
A ressalva veio na frase seguinte, e é curta. Green disse que o Lakers vai ser um time bem bom na temporada regular, mas que playoff ele não sabe, por causa da juventude e da falta de experiência do grupo.
É uma distinção que jogador de playoff faz com facilidade e torcedor costuma pular. Temporada regular premia rodízio e ritmo. Playoff premia quem já esteve ali, porque a série encurta a rotação, expõe o pior defensor do time e transforma cada bola parada em jogada ensaiada.
Vale dizer que Green não é comentarista de opinião fácil. Ele passou a carreira sendo o quinto homem de times campeões, a função de quem marca o melhor adversário e arremessa quando sobra. Quem viveu esse papel enxerga elenco pela borda, não pelo topo, e é de lá que vem a ressalva dele.
Os três nomes que ele aponta
Green não falou em abstrato. Ele citou Ziaire Williams, Sandro Mamukelashvili e Collin Sexton como os jogadores capazes de mudar o patamar do time se derem um passo à frente.
A escolha faz sentido e diz o tipo de time que ele está enxergando. Nenhum dos três é titular garantido, e os três ocupam justamente as funções que o Lakers não tinha resolvido: um ala que marca, um ala-pivô que abre a quadra e um armador que pontua saindo do banco. Se os três renderem, o time não precisa de mais nada. Se nenhum render, o quinteto joga sozinho.
Fisher e Green não terminam no mesmo lugar
Aqui as duas leituras se separam. Fisher, que ganhou cinco títulos pela franquia, disse na semana passada que o time não piora sem LeBron James e projetou uma faixa de vitórias parecida com a do ano passado. Green concorda com a parte da temporada regular e não assina a de abril.
E o dado que sustenta a dúvida dele está no próprio elenco. Collin Sexton, contratado para ser o sexto homem, tem oito temporadas de NBA e nunca jogou uma partida de playoff. Walker Kessler jogou cinco jogos na temporada passada inteira. Mamukelashvili e Ziaire Williams nunca foram peça de rotação em série decisiva.
O elenco atual tem Doncic e Reaves, que já passaram por isso, e depois deles a lista de quem sabe o que é abril fica curta. É exatamente o buraco que Green apontou, e é o tipo de coisa que nenhum minicamp na Eslovênia resolve. Resolve-se jogando, e a primeira chance de começar a resolver é em 21 de outubro.